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Qualidade das sementes é destaque em evento sobre recuperação de pastagens degradadas em Mato Grosso

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O setor pecuário da região de Poxoréu, no sudeste de Mato Grosso, se reuniu na noite de quarta-feira (2/4), nas dependências do Sindicato Rural do município, para acompanhar uma palestra com o tema “Manejo correto de pastagem: Receita para uma pecuária de sucesso”. A atividade integra a 13ª edição do Acrimat em Ação e contou com o apoio da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat). Um dos principais pontos abordados foi a importância da utilização de sementes de alta qualidade na recuperação de pastagens degradadas.

Durante o evento, o vice-presidente da Aprosmat, Gutemberg Carvalho Silveira, destacou que a semente representa o ponto de partida de todo o processo produtivo. Após o preparo do solo, o produtor depende da semente para obter os resultados esperados, tanto na agricultura quanto na pecuária. “No caso específico da pecuária, é fundamental escolher sementes adequadas, com alto padrão de qualidade e pureza. Para isso, o produtor deve buscar orientação técnica, seja por meio de assistência especializada ou consultando um agrônomo, para garantir a escolha correta do insumo”, ressaltou Silveira.

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A palestra da noite foi conduzida pelo engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens, que reforçou os avanços na qualidade das sementes forrageiras nos últimos anos. “No passado, a qualidade das gramíneas e sementes era muito inferior. No entanto, com a intensificação da fiscalização pelo Ministério da Agricultura e o aumento das exigências técnicas, observamos melhorias significativas. O pecuarista também tem se mostrado mais atento à importância de iniciar sua formação de pasto com sementes de qualidade, o que é determinante para o sucesso do sistema produtivo”, afirmou.

Além de promover palestras técnicas, o Acrimat em Ação tem como objetivo ouvir as demandas dos produtores locais e, com base nessas informações, elaborar estratégias para o fortalecimento da bovinocultura no Estado, que abriga o maior rebanho do Brasil. Segundo o diretor técnico da Acrimat, Francisco Manzi, o engajamento dos sindicatos rurais tem sido essencial para o sucesso da iniciativa. “Estamos registrando uma média de 200 participantes por evento, sendo que aproximadamente 70% são pecuaristas, nosso público-alvo principal”, destacou Manzi.

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O Acrimat em Ação conta com o patrocínio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase-MT), Aprosmat, Grupo Canopus e FS Fueling Sustainability.

Mercado em crescimento

O mercado brasileiro de sementes forrageiras segue em expansão. Em 2024, o setor foi estimado em US$ 343,95 milhões, com projeção de alcançar US$ 482,41 milhões até 2029. A taxa de crescimento anual composta (CAGR) para o período de 2024 a 2029 é de 7%. No Brasil, estima-se que cerca de oito milhões de hectares de pastagens sejam renovadas ou recuperadas anualmente, evidenciando a relevância estratégica do segmento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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