AGRONEGÓCIO

CDME avalia empreendimentos, construção de praça e nova rua

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O Conselho Municipal de Desenvolvimento Estratégico (CMDE), presidido pelo Secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Smurb), José Afonso Portocarrero, realizou uma reunião extraordinária na sexta-feira (4). Todos os 32 representantes, entre eles do poder público e sociedade civil, foram convocados para tratar de deliberações específicas na reunião, realizada no Palácio Alencastro, sede da Prefeitura de Cuiabá.

Na oportunidade foi deliberado sobre o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e o Relatório de Impacto de Vizinhança (RIV) dos empreendimentos Chapada Cesari, Chapada Fontana e Chapada Giardini, de responsabilidade da empresa MRV PRIME Projeto MT E2 Incorporações SPE. Os respectivos estudos foram recomendados (validados) pelo CDME.

Trata-se de edificações verticais em uma região que ainda é pouco contemplada com esse tipo de empreendimento, sendo no bairro Novo Colorado, em Cuiabá.

Com a proposta de mitigação, por conta da aprovação, a região ganhará uma nova rua e uma praça urbanizada com estrutura e equipamentos de lazer para uso da comunidade. Com playground, complexo fitness, quadra de areia, pista de corrida, estacionamento, espaço pet, bosque, pomar, abrigo de lixo, calçada de concreto e área permeável e arborizada, entre outros itens.

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Na reunião também foi aprovado calendário anual das reuniões ordinárias, tido como o primeiro assunto em pauta. Portanto, ocorrerão em 08 de maio, 10 de julho, 11 de setembro, 13 de novembro, às 9h.

O presidente do CMDE, José Afonso Portocarrero, destacou o empenho dos membros do CDME para o desenvolvimento da cidade, cumprimentando-os pela dedicação e trabalho voluntário a frente das tratativas.

#PraCegoVer

A foto foi registrada na sala onde aconteceu a reunião do CDME. Mostra todos os participantes em pé, e ao fundo a imagem de Cuiabá, com sua imponente estrutura de prédios e edificações.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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