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Oferta em alta e demanda retraída pressionam preços do milho no Brasil

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O mercado brasileiro de milho registrou nova desvalorização ao longo da semana, influenciado pelo aumento da oferta por parte dos produtores e pela retração da demanda, segundo análise da Safras Consultoria. Consumidores demonstraram pouca disposição para adquirir grandes volumes do cereal, na expectativa de novas quedas de preços no curto prazo.

De acordo com a consultoria, os recuos também foram observados no mercado de balcão, com destaque para os estados do Paraná e de São Paulo, onde os valores da saca apresentaram retrações mais significativas.

Fatores climáticos e logística ganham importância nas próximas semanas

A Safras Consultoria orienta os agentes do mercado a monitorarem com atenção as condições climáticas e os desafios logísticos nas próximas semanas. Além disso, fatores externos como as tensões geopolíticas, o comportamento do dólar e o desempenho dos mercados futuros devem influenciar a formação de preços do cereal.

Cenário internacional: volatilidade e retaliações afetam o milho

No exterior, o mercado internacional de milho também enfrentou uma semana de intensas oscilações. Por um lado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) promoveu cortes nos estoques trimestrais do grão, com data-base em 1º de março, o que impulsionou temporariamente as cotações. Por outro lado, a preocupação com as possíveis retaliações à política tarifária do presidente Donald Trump impactou negativamente os preços.

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Nesta quarta-feira (2), o mandatário norte-americano anunciou novas tarifas comerciais, e a China respondeu elevando em 34% as taxas sobre produtos dos Estados Unidos, movimento que contribuiu para a queda dos preços do milho na Bolsa de Chicago.

Cotações do milho recuam nas principais praças brasileiras

No mercado interno, a saca de milho foi negociada a R$ 82,15 no dia 3 de abril, representando uma queda de 3,19% em relação aos R$ 84,86 registrados no fechamento da semana anterior.

Confira o desempenho semanal em algumas das principais regiões produtoras:

  • Cascavel (PR): recuo de 3,70%, com a saca passando de R$ 81,00 para R$ 78,00;
  • Campinas/CIF (SP): queda de 5,26%, de R$ 95,00 para R$ 90,00;
  • Mogiana (SP): desvalorização de 5,43%, com a saca caindo de R$ 92,00 para R$ 87,00;
  • Rondonópolis (MT): redução de 2,35%, passando de R$ 85,00 para R$ 83,00;
  • Erechim (RS): baixa de 2,47%, com preço recuando de R$ 81,00 para R$ 79,00;
  • Uberlândia (MG): queda de 4,76%, com a saca cotada a R$ 80,00, frente aos R$ 84,00 da semana anterior;
  • Rio Verde (GO): estabilidade, com a saca mantida em R$ 82,00.
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Com a colheita avançando e o cenário externo conturbado, o mercado de milho brasileiro segue atento aos próximos desdobramentos que poderão influenciar diretamente os preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa identifica novos genótipos de pastagens e abre caminho para maior produtividade na pecuária brasileira

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Avanço científico amplia potencial produtivo das pastagens

Um estudo desenvolvido ao longo de quase 15 anos identificou genótipos promissores para o desenvolvimento de novas cultivares de pastagens tropicais, trazendo perspectivas relevantes para o aumento da produtividade da pecuária brasileira.

A pesquisa, conduzida pela engenheira agrônoma Estela Gonçalves Danelon, demonstra que o ganho em variabilidade genética pode resultar em maior produção de forragem, aumento na oferta de carne e melhor desempenho econômico das propriedades rurais.

Mutagênese se mostra eficiente no melhoramento genético

De acordo com a pesquisadora, a técnica de multigênese — com destaque para a mutagênese induzida — se mostrou eficaz para superar limitações reprodutivas comuns em forrageiras tropicais.

“Os genótipos identificados apresentam elevado potencial para o desenvolvimento de novas cultivares, contribuindo para a sustentabilidade e competitividade da pecuária nacional baseada em pastagens”, afirma.

O orientador do estudo, Dr. Nelson Barbosa Machado Neto, ressalta que os resultados obtidos ao longo dos anos validam a estratégia utilizada.

“Conseguimos não apenas desenvolver novos materiais, inclusive em espécies ainda pouco exploradas, como também avançar na indução de sexualidade nas plantas, o que facilita significativamente os programas de melhoramento genético”, explica.

Novas cultivares podem revolucionar o manejo no campo

Um dos principais avanços do estudo foi a identificação de materiais com reprodução sexual — característica rara em forrageiras tropicais.

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Essa condição permite cruzamentos controlados e o desenvolvimento de novas cultivares com características superiores.

“Isso amplia a variabilidade genética disponível, algo que antes era um grande limitador. Para o produtor, significa maior produtividade de forragem, mais carne por hectare e melhor rentabilidade”, destaca o pesquisador.

Forrageiras tropicais são base da pecuária nacional

O estudo reforça que a pecuária brasileira é majoritariamente baseada em sistemas a pasto, nos quais as forrageiras tropicais desempenham papel central na nutrição animal.

Espécies do gênero Urochloa — como braquiárias amplamente utilizadas — se destacam pela adaptação a solos ácidos, baixa fertilidade e condições de estresse hídrico.

No entanto, o melhoramento dessas gramíneas enfrenta desafios importantes, como:

  • Apomixia (reprodução assexuada predominante)
  • Poliploidia
  • Baixa recombinação genética

Esses fatores limitam a evolução genética e dificultam a obtenção de novas variedades mais produtivas.

Metodologia combina mutação induzida e análise molecular

Para superar essas barreiras, a pesquisa utilizou indução de mutações por agente químico (metilmetanosulfonato), associada à caracterização morfológica, fisiológica e molecular dos materiais.

Foram avaliados mutantes derivados de cultivares como Tully, Llanero e Conda, incluindo espécies como Urochloa humidicola e Urochloa brizantha.

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Os resultados mostraram ampla variabilidade genética, com diferenças relevantes em características agronômicas como:

  • Hábito de crescimento
  • Morfologia foliar
  • Capacidade de perfilhamento
  • Tolerância ao pisoteio
  • Resistência ao déficit hídrico

Materiais promissores apresentam alta adaptabilidade e produtividade

Entre os destaques:

  • Mutantes da cultivar Tully apresentaram grande plasticidade, com diferentes padrões de crescimento
  • Linhagens derivadas de Llanero mostraram alta capacidade de rebrota e resistência ao pisoteio
  • Genótipos de Conda indicaram elevado potencial produtivo e tolerância à seca

A análise molecular também identificou polimorfismos significativos, evidenciando variações genéticas importantes entre os materiais avaliados.

Inovação fortalece sustentabilidade da pecuária

Os resultados confirmam que a mutagênese é uma ferramenta eficiente para ampliar a base genética de forrageiras tropicais, historicamente limitada.

A pesquisa reforça o papel da ciência no avanço da pecuária brasileira, especialmente em um cenário que exige maior eficiência produtiva e sustentabilidade.

Com novas cultivares mais adaptadas e produtivas, o setor tende a ganhar competitividade, reduzindo custos e aumentando a produção de proteína animal em sistemas a pasto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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