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Deputada Marildes apresenta projeto para hospitais divulgarem direitos dos idosos hospitalizados

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A deputada professora Marildes Ferreira (PSB) apresentou, na sessão plenária do dia 4, projeto de lei para estabelecer que os hospitais públicos e privados do Estado de Mato Grosso fixem informações em seu interior sobre os direitos dos idosos hospitalizados.

“Nós não podemos esquecer dos nossos idosos, que um dia foram crianças. Hoje são idosos, e que estão excluídos do meio da sociedade e estão abandonados pelas suas famílias”, alerta a deputada Marildes Ferreira.

De acordo com o projeto proposto, as informações devem estar em local visível e de fácil acesso aos usuários e seus acompanhantes. Os direitos dos idosos a serem divulgados devem ser aqueles previstos em normas federais, estaduais e municipais. A divulgação deve ter ainda endereço e contatos de instituições de proteção do idoso e sua respectiva circunscrição ou abrangência territorial.

“Nós sabemos que hoje a situação da pessoa idosa no Brasil e em Mato Grosso é uma questão muito séria. São casos de agressão, da família que toma conta da aposentadoria do idoso e idosa. O idoso que passa fome, necessidade”, lamentou ao apresentar o projeto nesta semana.

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“Os direitos da pessoa idosa não são respeitados dentro da saúde, nos bancos e nas filas prioritárias”, citou Marildes Ferreira como exemplo. A parlamentar foi secretária de Saúde de Rondonópolis entre 2013 e 2016, na gestão do ex-prefeito Percival Muniz e presidiu o Conselho da Pessoa Idosa de Rondonópolis de janeiro de 2021 a janeiro 2025. Além de vereadora entre 2021 e 2024. É professora e historiadora.

Abandono – Na condição de presidente do Conselho da Pessoa Idosa de Rondonópolis, até janeiro de 2025, a deputada Marildes teve “a oportunidade de conviver por quatro anos com todas essas dificuldades” mencionadas.

“Uma delas é o abandono dos idosos dentro dos hospitais públicos e privados. Então é preciso que os hospitais informem, com a fixação de informação, sobre os direitos dos idosos. Informar que ali tem um idoso hospitalizado”, sugeriu.

Ela relembra sobre o processo natural da necessidade de proteção do cidadão ao longo da sua vivência. “Nós precisamos cuidar dos nossos idosos. Nós falamos e pedimos políticas e proteção para nossas crianças, como do autismo, que é inclusão”, lembra a deputada Marildes Ferreira.

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Fonte: ALMT – MT

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Chico Guarnieri propõe programa para diagnóstico tardio e inclusão de autistas no mercado de trabalho em MT

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Está em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) o Projeto de lei, nº 194/2026, de autoria do deputado Chico Guarnieri (PSDB), que cria o Programa Estadual NeuroMT. A proposta é voltada à identificação tardia, ao suporte e à inclusão produtiva de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente adultos que não tiveram diagnóstico na infância.

A inicaitiva busca enfrentar uma realidade ainda pouco visível: a de pessoas que passaram anos sem diagnóstico e, por isso, enfrentaram dificuldades na vida social e profissional.

O tema ganhou destaque durante uma palestra sobre o TEA promovida pelo parlamentar, na última quarta-feira (28), em Campo Novo do Parecis, onde relatos reforçaram, na prática, os impactos dessa realidade.

A fotógrafa Ana Paula Grillo, mãe atípica e atualmente em processo de investigação diagnóstica, destacou que o diagnóstico, mesmo quando ocorre na vida adulta, pode trazer respostas importantes. “Sim, tem uma janela, por exemplo, quanto antes o diagnóstico, quanto antes as intervenções, quanto antes a alta das terapias também. E com certeza, hoje está vindo muitos diagnósticos na fase adulta”, afirmou.

Ela explica que esse processo tem um efeito direto na forma como a pessoa compreende a própria trajetória. “Para mim, falo por mim mesmo e com certeza é uma fala para todos os adultos que estão nisso, é importante porque começa a fazer sentido a vida inteira e inclusive o que eu vivo hoje”.

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Ana Paula também chama atenção para os impactos emocionais da falta de diagnóstico adequado ao longo da vida. “Então assim, é importante porque hoje eu tenho picos depressivos, eu tenho ansiedade, eu tenho síndrome do pânico e quantas outras pessoas estão vivendo isso e não sabem”.

Em outro momento, a coordenadora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cuiabá (APAE) de Campo Novo do Parecis, Jully Gabrieli da Silva Turchen, que também recebeu o diagnóstico mais tarde, ressaltou como a identificação poderia ter evitado situações difíceis, principalmente no ambiente de trabalho.

Segundo ela, a falta de compreensão sobre suas necessidades gerava desconfortos, especialmente em relação ao contato físico — algo que, após o diagnóstico, passou a ser respeitado. “Hoje as pessoas entendem, respeitam mais. Antes, eu não sabia como explicar”, falou.

“O que estamos fazendo é olhar para uma parcela da população que, por muito tempo, ficou invisível. Pessoas com capacidade, com potencial, mas que não tiveram acesso ao diagnóstico e, muitas vezes, nem às oportunidades”, destacou o parlamentar.

Entre as medidas previstas está a criação de uma ferramenta digital de triagem, que auxiliará na identificação de sinais de autismo em adultos e no encaminhamento para atendimento especializado na rede pública de saúde.

O projeto também prevê a capacitação de profissionais da saúde para o reconhecimento desses sinais e a ampliação do atendimento multiprofissional em unidades como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

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Outro ponto de destaque é a criação do Banco Estadual de Talentos Neurodiversos, que permitirá mapear habilidades e conectar pessoas com TEA a oportunidades de trabalho em setores estratégicos como tecnologia, logística e agronegócio.

Além disso, a proposta institui o selo “Empresa Neurodiversa”, que reconhecerá empresas que adotarem práticas inclusivas na contratação e permanência de profissionais neurodivergentes, incentivando um ambiente de trabalho mais acessível e diverso.

O texto também autoriza parcerias com instituições como SENAI, SESI e SENAC para a qualificação profissional, alinhando a inclusão ao desenvolvimento econômico do estado.

Outro avanço previsto é a criação da Semana Estadual de Conscientização e Inclusão do Autista Adulto, a ser realizada anualmente, com ações voltadas à informação, combate ao preconceito e fortalecimento da rede de apoio.

“Esse projeto não fala só de inclusão social, ele também fala de desenvolvimento. Quando a gente reconhece e valoriza essas habilidades, a gente também fortalece a economia e cria novas oportunidades para o nosso estado”, afirmou Guarnieri.

A iniciativa, está alinhada à legislação federal e busca transformar Mato Grosso em referência na inclusão produtiva de pessoas com autismo, promovendo dignidade, autonomia e oportunidades reais para quem, por muito tempo, esteve à margem das políticas públicas.

A proposta foi presentada em março deste ano (2026) e segue pauta para analise nas comissões de mérito e votação em plenário.

Fonte: ALMT – MT

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