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Logística comprometida impacta escoamento do arroz no Rio Grande do Sul

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A colheita de arroz no Rio Grande do Sul já ultrapassou 52% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (27) pela Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais expressivo na Fronteira Oeste, onde municípios como Alegrete e São Borja já colheram 70% da safra, registrando produtividades acima de 9 mil kg/ha. Em Itaqui, 60% da área foi colhida, com os melhores rendimentos observados em lavouras colhidas em março.

No município de São Gabriel, a colheita atingiu 20% da área, e os produtores relatam excelente rendimento de alguns cultivares. Entretanto, o escoamento da safra enfrenta entraves devido à escassez de caminhões e à capacidade limitada dos graneleiros, tanto móveis quanto estacionários, apesar das boas condições das estradas rurais. Na Campanha, em Caçapava do Sul, 40% da safra já foi colhida, com produtividade variando entre 9.000 e 9.500 kg/ha.

Na região de Pelotas, 63% das lavouras encontram-se prontas para a colheita, enquanto 13% seguem na fase de enchimento de grãos. O avanço da colheita atinge 25% da área total, com destaque para Amaral Ferrador, onde 70% já foram colhidos. Em São Lourenço do Sul, esse índice chega a 65%, enquanto Piratini, Cerrito e Pelotas registram 50%. Os rendimentos variam entre 8.000 e 10.250 kg/ha.

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Em Santa Maria, aproximadamente 50% da área foi colhida, com rendimentos dentro das expectativas iniciais. No entanto, algumas localidades, como São Pedro do Sul, registram uma redução estimada em 10% na produtividade.

Na região de Santa Rosa, a colheita está praticamente finalizada, impulsionada pelo clima seco e pela baixa umidade do solo, que favoreceram as operações mecanizadas. Os produtores relatam resultados satisfatórios, apesar da ausência de cotações nas principais cerealistas da região.

Em Soledade, 25% da área já foi colhida, com grãos de excelente qualidade e bom rendimento de engenho. De modo geral, as lavouras apresentam bom estado nutricional e sanitário, embora algumas áreas tenham registrado incidência de percevejos, sendo monitoradas e controladas conforme necessário.

O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar também aponta uma queda de 2,31% no preço médio da saca de 50 quilos no estado, passando de R$ 83,16 para R$ 81,24.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conab moderniza armazém e entrega equipamentos a produtores

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) entregou, na última quinta-feira (18), a modernização da Unidade Armazenadora (UA) de Ananindeua (PA), devolvendo 17,5 mil toneladas de capacidade estática ao mercado. Com a reforma, a estatal busca reduzir o gargalo de armazenagem na região, permitindo que o produtor paraense tenha onde guardar sua safra com segurança e evitar a venda forçada no momento da colheita, quando os preços costumam ser pressionados pela oferta elevada.

O reforço na logística faz parte de um conjunto de medidas para alavancar a produção no Estado, que incluiu o aporte de R$ 3,1 milhões via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Além do capital para comercialização, a estatal entregou oito mini colheitadeiras e quatro kits de maquinários, focados em resolver gargalos operacionais que limitam a escala e a produtividade da agricultura familiar local.

O volume de R$ 3,1 milhões será direcionado à compra de 147,2 toneladas de alimentos, além da entrega de 18,8 toneladas de sementes crioulas e 23,5 mil mudas frutíferas. A estratégia é fomentar a agrobiodiversidade e garantir que as comunidades tenham insumos de qualidade para o plantio.

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A Associação Estadual de Agricultores e Guardiões da Agrobiodiversidade na Amazônia (Aefaga), de Igarapé-Açu, foi uma das entidades beneficiadas, com um contrato de R$ 615 mil. O recurso viabilizará a distribuição de mudas e sementes para 385 famílias em Ananindeua, Santa Luzia do Pará e Viseu, conectando a produção dessas propriedades ao mercado.

Desde 2023, a atuação da Conab no Pará soma mais de R$ 96,3 milhões em investimentos, distribuídos em 328 projetos. O trabalho alcança 94 municípios, permitindo a comercialização de 12,2 mil toneladas de alimentos produzidos por cerca de 8,3 mil famílias. As ações visam garantir renda ao produtor e, ao mesmo tempo, regular o abastecimento regional, oferecendo infraestrutura de estocagem para o escoamento eficiente da produção.

Fonte: Pensar Agro

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