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Preços do café recuam com ajustes técnicos e realização de lucros

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Os preços do café registraram queda moderada nas bolsas internacionais na manhã desta quarta-feira (2), em um movimento de ajustes técnicos e realização de lucros por parte dos investidores.

Segundo informações da Bloomberg, o mercado segue pressionado pelas crescentes preocupações com a oferta global. A colheita brasileira, que se aproxima, pode ser impactada adversamente pela seca e pelo calor intenso, o que agrava as incertezas sobre a produção.

De acordo com André Moraes, engenheiro agrônomo e pesquisador da Fundação Procafé, o período de estiagem já afetou o processo de granação e maturação dos grãos. A baixa densidade dos frutos pode resultar em uma maior quebra na safra de 2025.

Um relatório recente do Rabobank indica que, no curto prazo, os preços devem permanecer voláteis, influenciados não apenas pelos baixos estoques brasileiros – fator já refletido nas exportações –, mas também pela lentidão na comercialização no Vietnã e por tensões geopolíticas.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o contrato do café arábica para maio de 2025 registrava queda de 510 pontos, negociado a 383,95 cents/lbp. O vencimento de julho/25 recuava 505 pontos, cotado a 380,15 cents/lbp, enquanto setembro/25 e dezembro/25 registravam baixas de 470 e 475 pontos, sendo negociados a 375,65 cents/lbp e 368,05 cents/lbp, respectivamente.

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No mercado do robusta, os contratos de maio/25 e setembro/25 apresentavam queda de US$ 69, sendo negociados a US$ 5.303/tonelada e US$ 5.305/tonelada. O vencimento de julho/25 recuava US$ 66, cotado a US$ 5.340/tonelada, enquanto novembro/25 registrava perda de US$ 67, com valor de US$ 5.229/tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Número de cervejarias bate recorde no Brasil em 2025 e produção de cerveja sem glúten dispara 417%

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O setor cervejeiro brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos e consolidou sua expansão no país. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que o Brasil alcançou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios.

O levantamento também destaca a retomada do crescimento no número de produtos registrados, avanço das marcas de cerveja e forte expansão da produção de cervejas sem glúten, que registrou alta de 417,6% no último ano.

Setor cervejeiro amplia presença e fortalece economia regional

Segundo o Anuário, a indústria cervejeira brasileira mantém trajetória de fortalecimento mesmo diante de desafios econômicos e climáticos enfrentados ao longo de 2025.

A expansão territorial do setor reforça o papel da cerveja como geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional. Pela necessidade de proximidade entre produção e consumo, a atividade favorece a interiorização da economia e estimula cadeias produtivas locais.

Atualmente, o setor está presente em quase 800 municípios brasileiros e movimenta mais de 2,5 milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Além disso, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

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Número de produtos e marcas de cerveja volta a crescer

O levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária aponta que o número de produtos registrados chegou a 44.212 em 2025, retomando a trajetória de crescimento do setor.

As marcas de cerveja registradas também avançaram 2,1%, totalizando 56.170 registros ativos no país.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, os resultados refletem a capacidade de adaptação da indústria cervejeira brasileira.

Segundo ele, o setor manteve investimentos em inovação, tecnologia e diversificação de portfólio, fortalecendo a conexão histórica da cerveja com os consumidores brasileiros.

Exportações de cerveja atingem maior valor da história

Outro destaque do Anuário foi o desempenho internacional da indústria cervejeira brasileira.

As exportações alcançaram US$ 218,3 milhões em 2025, maior valor já registrado na série histórica. O setor também fechou o ano com superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial.

Atualmente, a cerveja brasileira é exportada para 77 países, ampliando a presença internacional das marcas nacionais e fortalecendo a competitividade da indústria no mercado global.

Produção de cerveja sem glúten cresce mais de 400% no Brasil

A cerveja sem glúten foi um dos segmentos que mais cresceram no país em 2025.

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Segundo o Anuário da Cerveja 2026, a produção saltou de 71 milhões para 368 milhões de litros em apenas um ano, avanço de 417,6% em relação a 2024.

O volume já representa cerca de 2,35% dos 15,69 bilhões de litros de cerveja produzidos no Brasil, indicando o aumento da demanda por bebidas voltadas a consumidores que buscam produtos sem glúten.

O crescimento acompanha a tendência de diversificação do mercado de bebidas e o avanço do interesse por produtos alinhados a diferentes perfis de consumo.

Inovação e diversidade impulsionam crescimento do setor cervejeiro

O Anuário reforça que a combinação entre tradição, inovação e capilaridade regional segue sendo um dos pilares da expansão da indústria cervejeira brasileira.

Com presença crescente em diferentes regiões do país, o setor mantém investimentos em sustentabilidade, tecnologia e novos nichos de mercado, consolidando a cerveja como uma das cadeias produtivas mais relevantes da indústria de alimentos e bebidas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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