AGRONEGÓCIO

Exportações de Café de Uganda Registram Crescimento de 28% em Fevereiro, Impulsionadas por Preços Elevados

Publicado em

As exportações de café de Uganda apresentaram um expressivo aumento de 27,9% em fevereiro, em comparação ao mesmo mês de 2024, impulsionadas pela elevação nos preços internacionais do grão, que incentivaram os comerciantes a liberar maiores volumes de seus estoques. De acordo com o Ministério da Agricultura de Uganda, o país embarcou 555.756 sacas de café de 60 quilos, o que representou um crescimento significativo em relação ao ano anterior.

Uganda, o maior exportador de café da África, seguido pela Etiópia, é conhecido por cultivar principalmente a variedade robusta. O valor gerado pelas exportações de café no mês de fevereiro alcançou US$ 167,7 milhões, mais do que o dobro do montante registrado no mesmo período de 2024.

Em seu relatório divulgado na terça-feira, o Ministério da Agricultura destacou que os elevados preços internacionais do café foram o principal fator que levou os exportadores ugandenses a liberar seus estoques. No total, o país arrecadou US$ 1,7 bilhão com exportações durante os doze meses encerrados em fevereiro, superando os US$ 1 bilhão alcançados no ano anterior.

Leia Também:  Juros altos no Plano Safra 2024/25 preocupam setor de proteínas animais e podem frear investimentos no campo

Esse desempenho destaca o papel de Uganda como um dos principais fornecedores globais de café, cujas exportações continuam a ser um motor crucial para a economia do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Safra de café deve dar salto e atingir 73,3 milhões de sacas em 2026/27

Published

on

Após ciclos consecutivos castigados por intempéries climáticas e gargalos na oferta, o parque cafeeiro brasileiro prepara-se para uma virada expressiva. A produção nacional de café deve registrar uma robusta recuperação na safra 2026/27, projetada para alcançar a marca de 73,3 milhões de sacas de 60 quilos. O avanço reflete diretamente a recomposição do cinturão produtor nacional, historicamente fragilizado por restrições hídricas nas últimas temporadas.

O diagnóstico consta do mais recente relatório mensal divulgado pelo banco Holandês Rabobank, instituição global líder em financiamento do agronegócio. De acordo com a análise setorial a recuperação será capitaneada pelo café do tipo arábica, amplamente favorecido pela regularidade do regime de chuvas nas principais regiões produtoras. Do volume total estimado, o arábica responderá por 48,7 milhões de sacas, enquanto o conilon (robusta) deve somar 24,6 milhões de sacas.

Se as perspectivas para o campo são de fartura, o ritmo do comércio exterior caminha em marcha mais lenta. O fluxo de exportações brasileiras iniciou o ano sob o signo da cautela. No fechamento do primeiro trimestre de 2026, os embarques ao exterior totalizaram 8,5 milhões de sacas, um tombo severo de 21% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Leia Também:  Prefeitura lança feira na Rua 13 de Junho para incentivar comércio e revitalizar o centro de Cuiabá

Mesmo com uma reação pontual registrada em março — quando o País embarcou 3,04 milhões de sacas, um incremento de 15% sobre fevereiro —, o resultado mensal ainda empacou 7,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo a área de inteligência de mercado do Rabobank, o encolhimento do comércio exterior não sinaliza falta de produto, mas sim uma decisão estratégica do cafeicultor. Diante de elevados diferenciais de preços globais e de uma pontual perda de competitividade do grão nacional frente a concorrentes externos, os produtores vêm optando por reter os lotes, adotando uma postura nitidamente defensiva.

Para além das porteiras, o cenário de incertezas globais emergiu como o principal freio à rentabilidade da lavoura. As fricções geopolíticas no Oriente Médio, centralizadas na escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, continuam a injetar forte volatilidade nas bolsas internacionais, com reflexo direto nos custos de produção.

A crise pressiona as cotações de energia e derivados de petróleo, encarecendo o frete e a operação de maquinários. O maior impacto, contudo, recai sobre a cadeia de fertilizantes. O Brasil possui uma vulnerabilidade estrutural crônica no setor, dependendo da importação de aproximadamente 90% de todos os nutrientes minerais aplicados no solo. Sob a ameaça de bloqueios logísticos e pressões inflacionárias globais, o preço dos insumos disparou, intensificando os riscos cambiais e tornando a fixação prévia de preços uma engenharia de alto risco para as cooperativas e produtores.

Leia Também:  Mercado Financeiro: Ações Chinesas Caem com Dados Decepcionantes sobre Consumo

A perda do poder de compra do agricultor fica evidente na forte deterioração da relação de troca. Em abril, o cafeicultor precisou desembolsar 4,97 sacas de arábica para adquirir uma única tonelada do adubo blend 20-05-20, contra 4,66 sacas exigidas em março. O tombo na comparação anual é dramático: em abril de 2025, bastavam apenas 2,25 sacas para comprar o mesmo volume de nutrientes.

Embora o comportamento lateralizado e as realizações de lucros tragam volatilidade, o arábica subiu 3% em março e 2% em abril, enquanto o robusta recuou 9% e recuperou 3% nos respectivos meses, as cotações internacionais se mantêm em patamares historicamente elevados, o que mitiga parcialmente o aperto das margens.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA