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Entregas de fertilizantes registram leve queda em janeiro, enquanto produção nacional cresce

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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro totalizaram 3,69 milhões de toneladas em janeiro de 2025, conforme dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa uma leve retração de 0,1% em comparação ao mesmo mês de 2024.

Mato Grosso manteve-se como o maior consumidor de fertilizantes no país, respondendo por 27,8% das entregas, o equivalente a um milhão de toneladas. Na sequência, figuram Paraná (532 mil toneladas), Goiás (441 mil toneladas), Minas Gerais (364 mil toneladas) e São Paulo (321 mil toneladas).

Produção nacional em alta

A produção de fertilizantes intermediários no Brasil registrou crescimento significativo no primeiro mês de 2025. Foram produzidas 647 mil toneladas, um avanço de 21,8% em relação a janeiro de 2024, quando a produção somou 531 mil toneladas.

Importações registram leve crescimento

As importações de fertilizantes intermediários somaram três milhões de toneladas em janeiro, apresentando alta de 2,5% frente ao mesmo período do ano anterior, quando foram adquiridas 2,93 milhões de toneladas no exterior.

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O Porto de Paranaguá, principal ponto de entrada dos fertilizantes no Brasil, recebeu 718 mil toneladas no período, registrando uma redução de 6,3% em relação a janeiro de 2024, quando foram descarregadas 766 mil toneladas. O terminal foi responsável por cerca de 24% do total importado, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto testa seis espécies de mandiocas com objetivo de fortalecer a cadeia alimentar

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Equipes técnicas da Secretaria Adjunta de Agricultura realizaram, na quinta-feira (2), a colheita e o replantio de mandioca em uma área experimental instalada na Vitrine Tecnológica da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Trabalho e Agricultura (SDTA), em Cuiabá, no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, onde o projeto é desenvolvido em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá. Já foram realizadas três colheitas desde a implementação do projeto, apresentando bons resultados. O produto colhido tem sido destinado, por meio de doação, ao Hospital do Câncer, em Cuiabá.

A atividade integra um experimento agronômico voltado ao cultivo de seis espécies de mandioca, sendo Camanducaia, Liberata, São Félix, Juína, Broto Branco e BRS 429, visando ao fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca na Baixada Cuiabana, onde a cultura é considerada uma das principais atividades agrícolas. O experimento é desenvolvido no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá. No local, tem apresentado bons resultados.

Wanderlei Aparecido dos Santos, engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Agricultura, explicou que as várias espécies cultivadas têm como objetivo multiplicar e distribuir opções aos pequenos produtores.

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“A espécie Camanducaia é uma variedade que se tornou dominante por ser precoce, pois permite a colheita entre 4 e 6 meses após o plantio e, consequentemente, gera renda mais rápida. Mas tem desvantagens, pois não serve para produção de farinha (por ter pouco amido) e também não pode ficar muito tempo no solo. Com isso, os produtores perdem a possibilidade de produzir farinha e de ter mandioca disponível o ano todo. Não é o caso da variedade Liberata, que é boa para farinha, mas mais demorada para colheita”, explicou o profissional.

De acordo com o secretário adjunto de Agricultura, o objetivo é testar e expandir outras variedades que permitam tanto a produção de farinha quanto o armazenamento no solo, garantindo renda contínua e fortalecendo a cultura alimentar local.

O replantio ocorre no mesmo espaço onde ocorreu a colheita, já visando à demonstração no período da Expoagro 2026. Também foram repassadas técnicas de plantio, entre elas o espaçamento entre as manivas (mudas que são cortadas da haste/pé da mandioca) e o seu tamanho.

Renda para o produtor

Além de seu papel estratégico na segurança alimentar, a mandioca contribui para a geração de renda da agricultura familiar e para o abastecimento dos mercados locais. Nesse contexto, a iniciativa avalia alguns desafios da produção, como as condições climáticas e solos de média e baixa fertilidade, o que acaba exigindo adaptação de outras tecnologias. Também possibilita observar o desempenho agronômico dos diferentes genótipos, incluindo variedades tradicionais, já utilizadas por produtores locais, e cultivares melhoradas desenvolvidas por instituições de pesquisa. Nesse trabalho, o experimento é conduzido pelo engenheiro agrônomo e coordenador de Agricultura da SDTA, Pedro Mello Damasceno.

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O projeto também prevê a formação de um banco de germoplasma a campo, com a finalidade de ampliar a difusão de materiais mais produtivos e resilientes. Conduzido em condições controladas, o estudo busca comparar o desempenho produtivo, a adaptação às condições locais, a resistência a fatores bióticos e as características físico-químicas das variedades analisadas.

Os resultados obtidos deverão subsidiar produtores, técnicos e gestores públicos na tomada de decisões, contribuindo para o aumento da eficiência produtiva, sustentabilidade e inovação no cultivo da mandioca na região.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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