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Corregedoria Nacional debate violência contra a mulher e educação

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A Corregedoria Nacional do Ministério Público realizou, nesta segunda-feira (31 de março), o Ciclo de Debates em Direitos Fundamentais no Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). O evento, voltado aos membros da instituição, abordou temas essenciais, como o combate à violência contra a mulher e a promoção da educação infantil e integra a programação da correição ordinária realizada no estado.
Com participação híbrida, tanto presencial quanto on-line, o evento contou com a presença dos painelistas Cláudia dos Santos Garcia e João Luiz Botega, membros da Corregedoria Nacional.
A primeira apresentação foi conduzida por Cláudia dos Santos Garcia, promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Espírito Santo e membra auxiliar da Corregedoria Nacional. Em sua palestra sobre “Violência Doméstica e Familiar contra as Mulheres”, ela destacou as estratégias de enfrentamento promovidas pela Corregedoria Nacional, ressaltando a importância do fortalecimento do Ministério Público na defesa dos direitos das mulheres e na implementação de políticas públicas eficazes. “A violência contra as mulheres tem impactos profundos em diversos aspectos da sociedade, e enfrentá-la exige preparo e compromisso de todos nós”, afirmou.
No debate sobre violência de gênero, a promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, titular da 22ª Promotoria de Justiça Especializada no Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, destacou que o crescimento populacional de Mato Grosso trouxe desafios sociais, incluindo o aumento da criminalidade e da violência contra a mulher.
“Cientes dessa realidade, as instituições do estado têm se dedicado a fortalecer o enfrentamento dessa problemática, buscando soluções eficazes para proteger as vítimas e promover a segurança pública”, afirmou Gileade. Segundo ela, “o Ministério Público de Mato Grosso, em parceria com diversas instituições, vem desenvolvendo iniciativas inovadoras para oferecer suporte às vítimas de violência, promovendo acolhimento, orientação e assistência às vítimas diretas e indiretas”.
Na sequência, o promotor de Justiça João Luiz Botega, do Ministério Público do Estado de Santa Catarina, membro auxiliar da Corregedoria Nacional e colaborador da Comissão da Infância, Juventude e Educação do CNMP, apresentou um painel sobre “A Atuação do Ministério Público na Promoção da Educação Infantil”.
Segundo Botega, a educação infantil deve ser uma prioridade, pois tem o potencial de reduzir desigualdades sociais e garantir o desenvolvimento integral das crianças. Além disso, contribui para a melhoria das condições de vida das famílias, especialmente das mulheres, ao facilitar o acesso ao trabalho. “A atuação do Ministério Público é essencial para consolidarmos esse pacto civilizatório, assegurando que todas as crianças que necessitem tenham acesso à creche e frequentem a escola. Somente assim construiremos um país mais justo, livre e solidário”, ressaltou.
O debate foi mediado pelo promotor de Justiça Miguel Shessarenko Junior, que atua na Defesa da Cidadania, da Pessoa com Deficiência e da Educação. Ele destacou o papel fundamental do Ministério Público de Mato Grosso na promoção da educação infantil, buscando ampliar o acesso às vagas em creches e fortalecer a política educacional do estado.
“A partir de um planejamento estratégico definido o Ministério Público estabeleceu como meta prioritária a cidadania e a educação. Com isso, o MPMT reafirma seu compromisso com a educação infantil e segue empenhado em garantir que todas as crianças tenham acesso a uma educação de qualidade, promovendo o desenvolvimento social e reduzindo desigualdades”, afirmou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Tribunal do Júri aplica 46 anos de prisão por tentativa de feminicídio

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Após mais de 12 horas de julgamento no Tribunal do Júri da Comarca de Primavera do Leste, Marcos Eduardo Moura da Silva foi condenado a 46 anos, 9 meses e 17 dias de reclusão, em regime fechado, por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira Stella Naianny Rodrigues Brito, duas lesões corporais praticadas contra ela no contexto de violência doméstica e familiar e tentativa de homicídio qualificado contra David Rodrigues Barthiman da Silva.O julgamento, realizado no dia 16 de julho e a atuação do Ministério Público de Mato Grosso no (MPMT) plenário foi conduzida pela promotora de Justiça Tessaline Higuchi, que sustentou a acusação perante o Conselho de Sentença. Ao final do julgamento, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes e acolheram as qualificadoras apresentadas pela acusação.Conforme apurado pelo Ministério Público, o réu não aceitava o fim do relacionamento de aproximadamente oito anos com Stella Naianny Rodrigues Brito. Após o término, ocorrido em abril de 2025, ele passou a praticar agressões contra a ex-companheira. Em um dos episódios, atingiu a vítima com um capacete. Dias depois, voltou a agredi-la no local de trabalho, com tapas, puxões de cabelo e outras agressões, sendo contido por colegas. Diante da escalada da violência, a vítima obteve medidas protetivas de urgência.Mesmo ciente das determinações judiciais, Marcos Eduardo descumpriu as medidas protetivas. Na noite de 12 de abril de 2025, ele foi até a residência onde Stella estava morando com familiares e aguardou sua saída. Quando a vítima se aproximou de uma motocicleta conduzida por David Rodrigues Barthiman da Silva, o acusado atacou os dois com uma arma branca. David foi golpeado pelas costas, enquanto Stella sofreu perfurações na região do abdômen. As vítimas foram socorridas rapidamente e submetidas a procedimentos cirúrgicos que impediram a consumação dos homicídios.Na sentença, a juíza presidente do Tribunal do Júri, Luciana Braga Simão Tomazetti, registrou que os jurados reconheceram a tentativa de feminicídio praticada em contexto de violência doméstica, bem como as circunstâncias de o crime ter sido cometido em descumprimento de medida protetiva, contra mãe de criança e na presença da avó da vítima. Também foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima na tentativa de homicídio contra David Rodrigues Barthiman da Silva.Além da pena de prisão, a Justiça fixou indenização por danos morais de R$ 30 mil em favor de Stella Naianny Rodrigues Brito e de R$ 10 mil para David Rodrigues Barthiman da Silva. O réu não poderá recorrer em liberdade.O julgamento representa mais um importante passo no enfrentamento à violência contra a mulheres e contou com a presença das vítimas e de seus familiares. Importante ressaltar que as vítimas e seus familiares receberam apoio da psicóloga do Núcleo de Defesa da Vida de Primavera do Leste durante a sessão plenária”, comentou a promotora de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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