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Showtec 2025: Fundação MS divulga programação de palestras para o maior evento agropecuário de Mato Grosso do Sul

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A Fundação MS anunciou a programação oficial de palestras do Showtec 2025, que acontecerá entre os dias 20 e 22 de maio em Mato Grosso do Sul. Reconhecido como o maior evento agropecuário do estado, o Showtec reunirá produtores rurais, pesquisadores e especialistas do setor para debates sobre as mais recentes inovações e desafios enfrentados pelo agronegócio. Durante os três dias de evento, a Arena Showtec sediará uma série de palestras técnicas e mesas redondas focadas em temas como manejo sustentável, tecnologias aplicadas ao campo e tendências do setor agropecuário.

No primeiro dia, 20 de maio, o evento será aberto com uma palestra sobre o “Futuro da Pecuária: Estratégia e Profissionalização”, organizada pelo Famasul Jovem e Novilho Precoce MS, com a participação do PhD Moacyr Corsi, da USP, que discutirá as tendências e desafios da pecuária. Em seguida, uma mesa redonda abordará o papel dos jovens na pecuária, com a presença de Sidnei de Souza, da Terra Desenvolvimento, e Alexandre Guimarães, do Famasul Jovem, moderada pelo produtor rural Fábio Caminha.

No dia 21 de maio, a programação técnica se concentrará na diagnose nutricional das plantas. O Dr. Hudson Wallace, do Cena/Esalq, falará sobre o uso do raio-X na investigação do tecido vegetal. O Dr. Douglas de Castilho Gitti, da Fundação MS, apresentará os resultados da diagnose da composição nutricional, e o Dr. Marcos Henrique Feresin Gomes, da Inralt, realizará uma demonstração prática sobre o uso do raio-X em fertilizantes, com moderação de Luciano Muzzi Mendes, produtor rural.

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Ainda no dia 21, especialistas discutirão a sustentabilidade na produção de soja em tempos de seca. O Dr. João Paulo Ribeiro, da Fundação MS, abordará o posicionamento de cultivares frente à estiagem, enquanto o Prof. Dr. Rafael Otto, da Esalq/USP, falará sobre manejo nutricional para superar o estresse hídrico. O Dr. Gessi Ceccon, da Embrapa, tratará do uso de milho e braquiária para melhorar o perfil do solo, e o Dr. Júlio Salton, também da Embrapa, discutirá como aumentar a capacidade hídrica do solo. A moderação será feita por Carlos Eduardo Barbosa, engenheiro agrônomo da JB APec.

À tarde, o evento seguirá com uma palestra sobre a viabilidade do sistema de produção soja/milho, com Ismael Menezes, da MD Commodities, discutindo estratégias financeiras para comercialização e Lucas Broch, da Agros, apresentando soluções para equilibrar custos e rentabilidade na agricultura. O produtor rural André Dobashi será o moderador.

No último dia, 22 de maio, o foco será nos sistemas de produção irrigados. O Dr. Fernando Tangerino, da Unesp, falará sobre inovações no manejo de irrigação, e os produtores rurais Rodrigo Pozzobon e Luis Alberto Moraes Novaes discutirão a diversificação de sistemas irrigados e a gestão de riscos e oportunidades no setor. A moderação será de Flavio Sousa.

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Para encerrar o evento, uma mesa redonda sobre “Gestão Estratégica no Agro: Construindo Resultados de Impacto” contará com a participação de Edy Elaine Biondo Tarrafel, produtora rural, e Cristina Spekken, produtora rural e gerente do Grupo Spekken, com moderação da Dra. Carla Cristina Dutra de Aquino, embaixadora do Clube AgroMulher.

Além das palestras, os visitantes do Showtec 2025 terão acesso a espaços interativos e poderão acompanhar as últimas novidades do agronegócio, incluindo lançamentos de tecnologias inovadoras. O evento reafirma sua posição como uma referência nacional em inovações para o setor agropecuário.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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