Quase 500 quilos de entorpecentes foram incinerados no município de Alto Araguaia (415 km ao sul de Cuiabá). O montante de droga destruído representa mais de R$ 25 milhões de prejuízo para as facções criminosas.
O ato de incineração foi realizado na quinta-feira (27.3), coordenado pela Polícia Civil de Alto Araguaia, e contou com apoio das Polícias Militar, Penal e Rodoviária Federal. Também participaram da incineração presentantes do Ministério Público, Vigilância Sanitária e da Politec.
Essa é a terceira incineração realizada somente neste ano em Alto Araguaia. Somando as duas anteriores já são mais de uma tonelada de droga, como maconha e cocaína, apreendidas na região e que foram destruídas em 2025.
As ações de combate ao tráfico e que resultaram no aumento significativo das apreensões, vem sendo realizada de forma ininterrupta pelas forças de Segurança Pública e fazem parte do Programa Tolerância Zero.
O município de Alto Araguaia, região sul de Mato Grosso, é rota para os traficantes com trajeto do norte do país até a Bolívia, ligando grandes centros urbanos e portos.
Conforme lei toda a droga apreendida deve ser encaminhada para a Polícia Civil que tem a atribuição de investigar e indiciar os envolvidos, além de ser a responsável por representar no Judiciário o pedido de incineração.
A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou na tarde de quarta-feira, (17.6). a Operação Comando Oculto, para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular um grupo, ligado a uma facção criminosa, responsável por comandar o tráfico de drogas, cobranças ilícitas, crimes violentos e lavagem de dinheiro na região de Santa Cruz do Xingu e municípios vizinhos.
Na operação foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva em desfavor do casal investigado, três mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Santa Cruz do Xingu, além de três medidas de afastamento de sigilo bancário, abrangendo os investigados e a empresa constituída por eles.
Os mandados foram expedidos com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá,
Investigação e atuação à distância
As investigações iniciaram a partir da análise de materiais apreendidos em operações anteriores em Santa Cruz do Xingu e região. Os elementos obtidos permitiram identificar que o principal responsável por ordenar as ações da facção criminosa atuava à distância, residindo na cidade de Cuiabá, de onde exercia o comando das atividades criminosas por meio de aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas.
Segundo apurado, o investigado utilizava sua posição hierárquica dentro da facção criminosa para determinar a distribuição de entorpecentes, impor funções aos integrantes do grupo, ordenar cobranças de taxas ilícitas e autorizar a aplicação de punições internas, conhecidas como “salves”, valendo-se da intimidação e da extrema violência para manter o controle sobre os membros da organização.
Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que os valores provenientes da comercialização de drogas na região de Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu eram transferidos para contas bancárias vinculadas à esposa do líder criminoso. Com a finalidade de ocultar e dissimular a origem ilícita desses recursos, o casal teria constituído recentemente uma loja de roupas na capital mato-grossense, a qual passou a ser utilizada, em tese, como instrumento para movimentação e lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas.
Segundo o delegado de Santa Cruz do Xingu, Onias Estevam, as investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados bancários obtidos judicialmente. “O avanço das investigações tem o objetivo de identificar outros integrantes do grupo criminoso, bem como aprofundar a apuração dos crimes praticados pela facção”, disse o delegado.
O nome da operação faz referência à forma de atuação da liderança criminosa investigada, que exercia o comando da organização à distância, sem participar diretamente da execução material dos crimes, mas determinando e coordenando as ações dos integrantes responsáveis pela prática do tráfico de drogas, cobranças ilícitas e atos de violência na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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