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Fórum Empresarial Japão-Brasil: Lula e Jorge Viana discutem novas oportunidades comerciais e de investimentos na Ásia

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No dia 26 de março, Tóquio sediou o Fórum Empresarial Japão-Brasil, evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, e de mais de 500 empresários de ambos os países. O encontro teve como foco a ampliação do fluxo comercial entre o Brasil e o Japão, o fortalecimento dos laços bilaterais e temas de interesse mútuo, como comércio, investimentos e cooperação tecnológica.

O Japão, atualmente o 9º maior destino das exportações brasileiras e o 12º maior investidor no Brasil, ocupa posição estratégica nas relações comerciais internacionais. Durante sua participação no Fórum, o presidente Lula destacou a importância de reverter a diminuição no comércio bilateral dos últimos anos, afirmando que a assinatura de um acordo de parceria econômica entre Japão e Mercosul seria fundamental para fortalecer as relações comerciais. “O futuro da nossa relação também passa pelo aumento dos investimentos. Estamos criando um ambiente de estabilidade social, econômica, jurídica, ambiental e política que consolidam o Brasil como uma excelente opção para os investidores”, afirmou Lula.

Organizado pelos Ministérios das Relações Exteriores (MRE), do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agricultura e Pecuária (MAPA), e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Fórum integra a agenda da visita oficial de Lula ao Japão, que ocorre entre os dias 24 e 27 de março, em comemoração aos 130 anos de relações diplomáticas entre os dois países.

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Expansão do mercado de proteínas e objetivos estratégicos

Um dos principais temas abordados no Fórum foi a busca por novos mercados, especialmente na Ásia, com destaque para a proteína animal, como carne bovina e suína. Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, afirmou que o fluxo comercial entre os dois países perdeu muito espaço nos últimos 15 anos, caindo de quase US$ 20 bilhões para cerca de US$ 10 bilhões. “O presidente Lula quer, e nós trabalharemos com os empresários presentes, para recuperar esses bilhões, trazendo mais produtos brasileiros para cá e mais investimentos japoneses para o Brasil”, afirmou Viana.

A abertura formal do mercado japonês para a carne bovina brasileira é uma das prioridades da visita de Lula. O presidente brasileiro busca garantir a realização de uma missão japonesa de inspeção sanitária aos frigoríficos brasileiros, medida que pode acelerar a aceitação da carne no Japão.

Reuniões estratégicas e novos investimentos

Além de participar do Fórum, o presidente Lula se reuniu com o primeiro-ministro japonês para discutir investimentos japoneses no Brasil, com destaque para as gigantes Honda e Toyota. Outros pontos abordados foram a cooperação japonesa na produção de fertilizantes no Brasil, visando contribuir para a segurança alimentar global, e a criação de iniciativas para combustíveis sustentáveis e mobilidade, com o intuito de expandir o uso de biocombustíveis brasileiros.

Lula também mencionou a importância da presença brasileira na Expo Osaka 2025, que terá início em 13 de abril. A ApexBrasil será responsável pelo pavilhão brasileiro, que tem como objetivo promover a imagem do país, destacando suas oportunidades de negócios, cultura e inovação.

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Relações comerciais em expansão

O Japão, com seus 124 milhões de habitantes, apresenta um grande potencial para os produtos brasileiros. Em 2024, a ApexBrasil, em parceria com a Japan External Trade Organization (Jetro), lançou o Mapa Bilateral de Comércio e Investimentos Brasil-Japão, que identifica mais de 300 oportunidades no mercado japonês, com uma projeção de US$ 63,1 bilhões em possíveis exportações em setores como alimentos e bebidas, tecnologia e energia renovável.

De 2020 a 2024, as exportações brasileiras para o Japão cresceram, em média, 7,8%, com destaque para o aumento das vendas de minério de ferro, carnes de aves e café verde, que representaram 43,4% das exportações brasileiras ao Japão em 2024.

Laços humanos e intercâmbio cultural

Além das questões comerciais, as relações entre Brasil e Japão também são fortalecidas pelos laços humanos. A comunidade nikkei no Brasil, com cerca de 2,7 milhões de descendentes de japoneses, forma a maior diáspora japonesa fora do Japão, enquanto aproximadamente 210 mil brasileiros residem no Japão, intensificando o intercâmbio entre as duas nações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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