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Reunião do Comitê Executivo de Transparência Pública debate otimização

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A Controladoria Geral do Munícipio (CGM) realizou a primeira reunião do Comitê Executivo de Transparência Pública com representantes de todas as secretarias municipais visando ações alinhadas.

O controlador geral, Weslley Bucco, pontuou que o desafio enquanto agente público é aproximar o cidadão da informação. O prefeito Abilio Brunini é defensor de uma administração transparente e que ouve a população. A iniciativa no início da semana, no auditório da CGM,

“Não basta apenas disponibilizar a informação, mas torná-la útil. Ela tem que ser acessível, porque se eu ponho uma informação que o cidadão não entende ou tem dificuldade em acessá-la, eu não consigo o objetivo. Nós estamos aqui para promover o controle social. Então, o cidadão precisa ser numa linguagem simples, que ao acessá-la, entenda e possa fazer o uso dela.”, destacou Weslley.

Também foram instruídos os responsáveis de cada secretaria e órgão sobre as demandas que terão que mandar para a Controladoria inserir no Portal Transparência, considerando que muitos entraram com a nova gestão municipal.

“Para que possam conhecer, ter um domínio dos conceitos da legislação. Então é uma reunião de planejamento das ações que serão executadas ao longo dos exercícios. Uma das primeiras ações será uma ação da Semana da Transparência Pública, que é um evento oficial, está previsto em lei, ocorre no mês de maio. É uma semana de conscientização ao controle social e a transparência pública. Além dos projetos ordinários, que é disponibilizar acesso à informação, fortalecer as informações que estão no portal, deixá-las mais próximas ao cidadão”, explicou o controlador geral.

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COMITÊ DE TRANSPARÊNCIA

O Comitê de Transparência Pública foi criado recentemente para fortalecer e aprimorar a transparência no município. “Esse comitê visa não só otimizar a divulgação de informação de maneira mais clara e acessível, mas também tem como principal objetivo identificar e atacar as falhas e dificuldades recorrentes que ainda existem no processo da transparência. Sabemos que, em todo o mundo, nenhum portal é 100% perfeito e atualizado, esse é um desafio global que precisamos enfrentar, e por isso o comitê será um agente fundamental para auxiliar na construção de um portal cada mais adequado às necessidades da população”, destacou a diretora de transparência pública da CGM, Erika Arruda da Matta Vieira.

Érika ressaltou que, para garantir o sucesso dessa iniciativa, cada secretaria contará com um servidor dedicado a essa atividade, o que tornará a gestão da informação mais eficaz e eficiente permitindo um acompanhamento mais detalhado.

“É um passo importante para garantir que a transparência pública seja efetiva e acessível a todos, e que com esse comitê conseguiremos atender de forma mais completa as expectativas da sociedade, cumprindo o papel fundamental de uma gestão que preza pela clareza e pelo acesso à informação”, frisou a diretora.

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A equipe do Portal Transparência é composta pelas assessoras técnicas, Joilce Botelho Costa e Elda Moura Santos.

#PraCegoVer

A foto mostra uma sala da Controladoria Geral do Município de Cuiabá onde acontece a primeira reunião do Comitê de Transparência. No local estão reunidas diversos servidores representando suas respectivas secretarias e órgãos da administração municipal. A diretora Érika está posicionada em pé, liderando a explanação do conteúdo e os participantes estão sentados.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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