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1ª Edição do Encontro de Defesa Agropecuária de Goiás será realizada em Goiânia, de 3 a 5 de junho

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Entre os dias 3 e 5 de junho de 2025, Goiânia será palco da 1ª edição do Encontro de Defesa Agropecuária de Goiás (Endago), promovido pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), em parceria com diversos colaboradores. O evento, que ocorrerá no Centro de Convenções de Goiânia, terá como foco a discussão de políticas públicas, inovações tecnológicas, metodologias de defesa e capacitação de profissionais ligados aos programas sanitários e de inspeção.

Com o tema central “Desafios e perspectivas frente aos novos rumos”, o encontro reunirá produtores, técnicos, gestores e parceiros estratégicos do setor agropecuário para debates, treinamentos e reflexões. O objetivo é aprimorar as práticas que asseguram a sanidade animal e vegetal, a produção de alimentos seguros e a sustentabilidade do agronegócio goiano.

A programação do Endago será composta por palestras e mesas-redondas, distribuídas em 12 eixos temáticos, incluindo gestão e planejamento, sustentabilidade, conectividade e tecnologia, certificação, educação sanitária e comunicação, agrotóxicos, inspeção de produtos de origem animal e vegetal, sanidade vegetal, raízes femininas, sanidade animal, diagnósticos laboratoriais e emergências sanitárias. Além disso, ocorrerão eventos simultâneos, como o Fórum de Rastreabilidade e o Fórum de Bioinsumos.

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José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, enfatiza a relevância do Endago para o setor: “Goiás tem se destacado nacionalmente na defesa agropecuária e, com este evento, damos um passo importante na criação de um espaço dedicado para discutir as demandas regionais e implementar soluções inovadoras. O Endago reforça o compromisso do Estado com a sanidade animal e vegetal, garantindo a qualidade do alimento e dos produtos que chegam à sociedade.”

A gerente de Educação Sanitária da Agrodefesa, Telma Gonzaga, também ressalta a importância do evento: “O Endago proporcionará um ambiente de aprendizado e troca de experiências, essencial para que todos os participantes compreendam seu papel na manutenção da sanidade agropecuária.”

As inscrições para o evento estarão abertas em breve. Para mais informações, acesse as redes sociais e o site oficial do Endago: @endago.goiania ou endago.org/endago.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária brasileira aumenta produtividade e evita ocupação de 423 milhões de hectares, aponta estudo

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A pecuária de corte brasileira vem consolidando nas últimas décadas um avanço expressivo em produtividade, eficiência e uso racional da terra. Um levantamento da Athenagro aponta que os ganhos tecnológicos registrados entre 1990 e 2025 permitiram ao Brasil evitar, de forma teórica, a ocupação de aproximadamente 423 milhões de hectares para sustentar o atual nível de produção de carne bovina.

O estudo reforça que o crescimento da pecuária nacional ocorreu principalmente por meio do aumento da produtividade, da intensificação dos sistemas produtivos e da adoção de tecnologias no campo, e não apenas pela abertura de novas áreas de pastagem.

Segundo Maurício Palma Nogueira, o chamado “efeito poupa terra” se tornou um dos principais indicadores para avaliar a evolução da eficiência da pecuária brasileira, especialmente em um momento de maior atenção internacional sobre sustentabilidade e produção agropecuária.

Produção cresceu enquanto área de pastagem permaneceu mais estável

O levantamento da Athenagro mostra a evolução simultânea da produção de carne bovina, da área total de pastagens e da área teoricamente poupada de desmatamento graças ao aumento da produtividade pecuária ao longo das últimas décadas.

De acordo com os dados apresentados, a produção brasileira de carne bovina avançou de forma consistente desde os anos 1990, enquanto a área efetiva de pastagens seguiu uma trajetória relativamente estável.

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Na prática, isso significa que o país conseguiu produzir mais carne em uma área proporcionalmente menor, graças à adoção de genética, manejo de pastagens, suplementação nutricional, integração lavoura-pecuária e novas tecnologias aplicadas à produção animal.

O gráfico elaborado pela consultoria mostra que a área poupada cresceu continuamente ao longo da série histórica, chegando a 397 milhões de hectares em 2024 e alcançando 423 milhões de hectares em 2025.

Sem ganho de produtividade, pecuária exigiria 583 milhões de hectares

O estudo destaca que o cálculo do efeito poupa terra é feito a partir de uma comparação teórica. A análise considera qual seria a área necessária para produzir o atual volume de carne bovina caso a produtividade permanecesse no mesmo patamar observado no início dos anos 1990.

Segundo a projeção da consultoria, sem os avanços tecnológicos incorporados ao setor nas últimas décadas, a pecuária brasileira precisaria ocupar cerca de 583 milhões de hectares para atingir o mesmo nível de produção registrado atualmente.

O número evidencia o impacto da intensificação produtiva na eficiência do uso da terra e no fortalecimento da competitividade da carne bovina brasileira no mercado global.

Debate ambiental ganha força às vésperas da COP de Belém

Com a aproximação da COP30, que será realizada em Belém, os dados relacionados à sustentabilidade da agropecuária brasileira ganharam ainda mais relevância no debate público e internacional.

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Segundo Maurício Palma Nogueira, as informações sobre o efeito poupa terra frequentemente geram debates e questionamentos de grupos ambientalistas. Ele ressalta, no entanto, que o indicador não deve ser interpretado como uma medida direta de combate ao desmatamento.

O objetivo da análise, segundo o especialista, é demonstrar que a expansão da produção pecuária brasileira ocorreu principalmente apoiada em ganhos de eficiência produtiva e tecnológica.

Tecnologia transforma a pecuária brasileira

Nos últimos anos, a pecuária nacional acelerou investimentos em manejo intensivo, recuperação de pastagens degradadas, confinamento, integração lavoura-pecuária-floresta e melhoramento genético.

Esse movimento tem permitido aumento da produtividade por hectare, maior oferta de proteína animal e avanço da competitividade brasileira no mercado internacional, sem crescimento proporcional da área ocupada pela atividade.

O cenário reforça o papel da tecnologia como principal vetor de transformação da pecuária brasileira, em um contexto de crescente demanda mundial por alimentos e pressão por sistemas produtivos mais sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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