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Estudo revela compatibilidade do inseticida KRYPTO® com agentes biológicos no controle de pragas

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O inseticida KRYPTO®, da Albaugh, destacou-se em um estudo conduzido pela Smart MIP, uma empresa vinculada à incubadora Esalqtec da Esalq-USP, de Piracicaba (SP), no que se refere à sua compatibilidade com agentes biológicos no manejo integrado de pragas (MIP). A pesquisa comparou KRYPTO® a um tratamento à base do princípio ativo ACEFATO, observando a interação com agentes biológicos como Beauveria bassiana e Isaria fumorosea, que são amplamente utilizados no campo. O inseticida da Albaugh demonstrou um nível superior de compatibilidade, consolidando seu posicionamento no mercado, conforme a empresa.

Resultados positivos e diferenciais no controle de pragas

A análise revelou que o KRYPTO® obteve o maior índice de compatibilidade, o que reforça sua eficácia como alternativa ao ACEFATO no manejo de pragas sugadoras e mastigadoras, além de contribuir para o controle de resistência aos inseticidas químicos, devido aos seus dois modos de ação. Nelson Azevedo, diretor de marketing da Albaugh, destaca que este resultado consolida KRYPTO® como uma opção eficaz, sobretudo no controle de percevejos, lagartas e da cigarrinha-do-milho.

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A solução é especialmente valorizada por seu efeito de choque e amplo espectro de controle, sendo preferida por produtores nas culturas de soja e milho, safra após safra. A formulação líquida de KRYPTO® também é um diferencial, permitindo dosagens mais precisas e convenientes.

Modo de ação e eficiência

De acordo com a Albaugh, o KRYPTO® age por contato direto, ingestão e contato tarsal (caminhamento sobre as plantas após a pulverização). Sua eficácia se estende tanto para insetos adultos quanto para formas jovens de pragas, incluindo ovos e ninfas de lagartas e percevejos, resultando em um controle eficaz desde as fases iniciais das infestações.

Expansão e inovação no mercado

Para Nelson Azevedo, o sucesso de KRYPTO® reflete o esforço contínuo da Albaugh em desenvolver soluções alternativas e mais concentradas, que entregam eficácia agrícola e melhor relação custo-benefício. A companhia, que figura entre as dez maiores do setor de agroquímicos, tem ampliado seu portfólio, com foco em atender à crescente demanda por eficiência e rentabilidade por parte dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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MAPA reconhece ausência de cadeia produtiva de jumentos no Brasil e reforça debate sobre abate para exportação

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) reconheceu oficialmente que não existe no Brasil uma cadeia produtiva estruturada de jumentos destinada ao abate para exportação de peles ao mercado chinês. A informação consta em documento encaminhado ao deputado federal Bruno Ganem (Podemos-SP), em resposta a questionamentos sobre a atividade e o comércio internacional de peles desses animais.

A manifestação do órgão federal traz novos elementos ao debate sobre o abate de jumentos no país e reforça preocupações levantadas por pesquisadores, entidades de proteção animal e especialistas em saúde pública sobre a sustentabilidade da atividade.

MAPA admite ausência de sistema produtivo organizado

De acordo com a resposta da Secretaria de Defesa Agropecuária, diferentemente de cadeias consolidadas como as de bovinos, aves e suínos, não há no Brasil um sistema organizado envolvendo criação, recria, engorda e abate de jumentos.

Segundo o documento, os animais destinados ao abate são obtidos por meio do recolhimento de exemplares dispersos em diferentes regiões do país, sem a existência de propriedades especializadas na produção comercial desses animais.

“O que ocorre é o recolhimento de animais criados de forma esparsa”, destaca o texto oficial.

Animais abatidos são classificados como descarte

O documento também reconhece que a maior parte dos jumentos encaminhados aos frigoríficos é composta por animais considerados de descarte.

Na prática, trata-se de animais utilizados historicamente em atividades rurais e de transporte, que acabam abandonados ou sem utilização econômica após o encerramento de sua vida produtiva.

Segundo especialistas, essa característica diferencia a atividade de um sistema pecuário convencional e levanta questionamentos sobre a sustentabilidade do modelo atualmente adotado para abastecer o mercado internacional de peles.

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Fragilidades na rastreabilidade preocupam especialistas

Outro ponto destacado pelo Ministério da Agricultura envolve o controle da origem dos animais.

O documento informa que as Guias de Trânsito Animal (GTAs) utilizadas no transporte frequentemente não refletem a origem efetiva de todos os animais embarcados. Em muitos casos, os documentos indicam apenas locais temporários onde jumentos provenientes de diferentes regiões são reunidos antes do envio para o abate.

Segundo o médico veterinário José Roberto Lima, doutor em Saúde Pública pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a formação desses lotes ocorre em pontos provisórios de concentração dos animais.

De acordo com o especialista, os jumentos podem permanecer nesses locais em condições inadequadas, com limitações de acesso à alimentação, água e assistência veterinária.

Comércio de peles abastece indústria chinesa

A atividade está diretamente ligada à exportação de peles para a China, onde o colágeno extraído da pele dos jumentos é utilizado na fabricação do ejiao, produto amplamente comercializado como suplemento de bem-estar e revitalização física.

Pesquisadores e entidades de proteção animal argumentam que não existem comprovações científicas robustas que sustentem os benefícios atribuídos ao produto, enquanto a demanda crescente por matéria-prima tem pressionado populações de jumentos em diversos países.

Brasil perdeu 94% da população de jumentos em quase três décadas

Dados compilados a partir de informações do MAPA, do IBGE e do sistema Agrostat indicam uma redução expressiva da população de jumentos no Brasil.

Entre 1996 e 2025, o país teria perdido aproximadamente 94% do seu rebanho. Em termos proporcionais, de cada 100 animais existentes na década de 1990, apenas seis permanecem atualmente.

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O cenário é apontado por especialistas como um indicativo de que a exploração dos animais para obtenção de peles tem contribuído para a redução acelerada da população nacional da espécie.

Especialistas defendem proibição definitiva do abate

Para pesquisadores e organizações que acompanham o tema, o reconhecimento oficial da inexistência de uma cadeia produtiva estruturada fortalece os argumentos favoráveis à proibição definitiva do abate de jumentos no Brasil.

A avaliação é que a atividade possui características predominantemente extrativistas, sem reposição organizada dos animais e sem mecanismos que garantam a sustentabilidade de longo prazo.

Além das preocupações relacionadas ao bem-estar animal, especialistas alertam para possíveis impactos na imagem internacional do agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de crescente exigência dos mercados consumidores em relação a critérios de sustentabilidade, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental.

Debate envolve sustentabilidade, bem-estar animal e imagem do país

O documento do MAPA também menciona desafios relacionados à qualidade dos animais destinados ao abate, uma vez que são classificados majoritariamente como animais descartados.

Para representantes de entidades de proteção animal, a situação evidencia a necessidade de políticas públicas voltadas à preservação da espécie, ao combate ao abandono e à promoção de práticas alinhadas aos princípios de sustentabilidade e bem-estar animal.

O tema segue mobilizando pesquisadores, órgãos públicos, parlamentares e organizações da sociedade civil, enquanto cresce a discussão sobre o futuro da atividade e os impactos econômicos, ambientais e sociais associados ao comércio internacional de peles de jumentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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