AGRONEGÓCIO
Preços do Farelo de Soja Cedem na CBOT com Maior Oferta Global
Publicado em
24 de março de 2025por
Da Redação
Um relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA analisou os recentes acontecimentos do setor e atualizou as perspectivas para as principais commodities agrícolas. Entre os destaques, estão as movimentações nos preços do farelo de soja e do óleo de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) e no mercado doméstico.
Mercado de farelo e óleo de sojaApós a valorização observada em janeiro, o farelo de soja registrou queda nos preços na CBOT em fevereiro e na primeira quinzena de março. O recuo foi de 1% em fevereiro e 1,5% na parcial de março, alcançando USD 293/t. A melhoria nas condições climáticas na Argentina reduziu as preocupações sobre cortes na produção de soja do país, aliviando a pressão sobre os preços.
Enquanto isso, os preços do óleo de soja tiveram uma alta de 4,8% em fevereiro, mas voltaram a ceder na parcial de março, com queda de 7,2%, para USDc 42,6/lb.
No Brasil, o farelo de soja apresentou retração de 1,2% em fevereiro e de 4,8% na primeira quinzena de março em Rondonópolis (MT). O óleo de soja também registrou queda de 0,3% em fevereiro e de 2,7% na parcial de março, sendo cotado a R$ 5.986/t no estado.
Exportação de óleo de soja em altaAs exportações brasileiras de óleo de soja cresceram significativamente em fevereiro, atingindo 112 mil toneladas. Esse volume representa um aumento de 27,6% em relação a janeiro e um expressivo crescimento de 252% em comparação a fevereiro do ano passado. A decisão do governo de adiar o aumento da mistura obrigatória de biodiesel de 14% para 15% (B15) possibilitou que uma maior quantidade de óleo fosse destinada ao mercado externo.
Nos Estados Unidos, o processamento de soja em fevereiro somou 4,84 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que previa 5,04 milhões de toneladas. Esse volume também representa uma redução de 11% em relação ao registrado em janeiro. No entanto, os estoques de óleo de soja ficaram acima das previsões.
Impactos do adiamento do B15 e novas projeções para o setorO Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima as projeções de esmagamento de soja na Argentina e na China. No relatório de março, o USDA aumentou em 1 milhão de toneladas a previsão para a Argentina na safra 2024/25, elevando o volume para 42 milhões de toneladas. Para a China, a estimativa foi reajustada de 103 para 105 milhões de toneladas.
Com isso, houve um incremento na oferta global de farelo e óleo de soja, aumentando também os estoques finais. A revisão do USDA apontou um acréscimo de 1 milhão de toneladas nos estoques de óleo de soja, que passaram de 5,1 para 6,1 milhões de toneladas.
No Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) também revisou suas projeções, indicando um aumento de 129,5% nos estoques finais de óleo de soja para a safra 2024/25. A estimativa subiu de 225 mil toneladas em fevereiro para 516 mil toneladas, principalmente devido ao adiamento do B15. A entidade também revisou para baixo o consumo de óleo de soja, de 10,5 para 10,1 milhões de toneladas, mantendo o esmagamento em 57,5 milhões de toneladas e a produção de farelo e óleo de soja em 44,1 e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.
Novas taxas para exportação de óleo de palma na IndonésiaO governo da Indonésia anunciou um aumento na taxa de exportação do óleo de palma, que passará a variar entre 4,5% e 10% sobre o preço de referência do produto. Anteriormente, a faixa variava entre 3% e 7,5%. A medida tem como objetivo financiar o aumento da mistura obrigatória de óleo de palma no biodiesel, que subirá de 35% para 40% em 2024 e pode atingir 50% até 2026. Além disso, o país planeja incorporar 3% de óleo vegetal no combustível de aviação a partir do próximo ano.
Esse aumento na demanda por óleo de palma pode sustentar os preços dos óleos vegetais no mercado global, incluindo o óleo de soja, devido à interligação dos mercados internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Sudeste supera Centro-Oeste em custo alimentar e confinamento registra lucro recorde em 2026
Published
10 minutos agoon
23 de abril de 2026By
Da Redação
O custo alimentar do confinamento bovino no Brasil apresentou uma mudança inédita na dinâmica entre as principais regiões produtoras em março de 2026. Pela primeira vez no ano, o Sudeste registrou custo inferior ao Centro-Oeste, segundo dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).
O indicador, baseado em dados reais de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no país, evidencia uma nova configuração de competitividade regional, ao mesmo tempo em que a atividade atinge níveis recordes de rentabilidade.
Sudeste registra menor custo alimentar e quebra padrão histórico
Em março, o ICAP no Centro-Oeste fechou em R$ 13,23 por cabeça/dia, alta de 11,93% em relação a fevereiro, pressionado principalmente pelo encarecimento de insumos energéticos e volumosos.
Já no Sudeste, o índice foi de R$ 12,19, com recuo de 3,64% no mesmo período. O resultado consolidou a tendência de queda iniciada em fevereiro e marcou a inversão regional, com diferença de R$ 1,04 a favor do Sudeste.
Na comparação anual, ambas as regiões apresentam redução de custos. O Centro-Oeste acumula queda de 4,89%, enquanto o Sudeste registra recuo mais expressivo de 8,14% frente a março de 2025.
Insumos pressionam custos no Centro-Oeste
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Centro-Oeste encerrou março acima da média do período, refletindo a pressão concentrada no último mês.
Os principais movimentos foram:
- Volumosos: alta de 21,02%
- Energéticos: alta de 12,35%
- Proteicos: estabilidade (-0,30%)
O aumento foi impulsionado principalmente pelos energéticos, com destaque para o milho grão seco (+2,2%) e o sorgo (+6,9%), em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha.
Nos volumosos, a elevação foi puxada pela silagem de capim (+30,4%), mesmo com recuos em itens como a silagem de milho (-8,1%).
Sudeste reduz custos com maior oferta de insumos
No Sudeste, o custo alimentar encerrou março 1,79% abaixo da média trimestral, influenciado principalmente pela queda nos insumos energéticos e proteicos.
Os destaques foram:
- Energéticos: queda de 8,74%
- Proteicos: queda de 5,11%
- Volumosos: alta de 43,75%
Entre os energéticos, houve recuo no preço do sorgo (-15,3%) e do milho (-1,5%), reflexo da maior disponibilidade e competitividade de coprodutos agroindustriais.
Nos proteicos, a redução foi puxada pela torta de algodão (-8,2%) e pelo DDG (-2,1%). Apesar da forte alta nos volumosos, especialmente silagem de cana (+65,1%) e bagaço de cana (+23,3%), o custo total da dieta foi reduzido na região.
Rentabilidade do confinamento atinge níveis recordes
A relação entre custo alimentar e preço da arroba manteve o confinamento em um dos melhores momentos de lucratividade da série recente.
No mercado físico:
- Centro-Oeste
- Custo da arroba produzida: R$ 192,76
- Preço da arroba: R$ 345,00
- Lucro: R$ 1.278,79 por cabeça
- Sudeste
- Custo da arroba produzida: R$ 193,50
- Preço da arroba: R$ 350,00
- Lucro: R$ 1.267,65 por cabeça
As duas regiões registraram crescimento superior a 24% na rentabilidade em relação a fevereiro, com margens acima de R$ 1,2 mil por animal.
Convergência de custos e competitividade entre regiões
Outro destaque foi a forte aproximação no custo por arroba produzida entre as regiões. A diferença caiu para apenas R$ 0,74 em março, ante mais de R$ 17 no mês anterior.
Esse movimento indica uma equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste, reforçada também por um empate técnico na lucratividade — com diferença inferior a R$ 12 por cabeça.
No mercado de exportação, o Sudeste apresenta leve vantagem, com lucro estimado em R$ 1.324,35 por animal, impulsionado por preços mais elevados do boi destinado à China.
Inversão de custos levanta dúvidas sobre tendência para 2026
A mudança no padrão regional de custos, considerada atípica para a pecuária brasileira, levanta questionamentos sobre sua continuidade.
Enquanto o Centro-Oeste foi pressionado pela alta dos energéticos (+16,55%) e volumosos (+15,18%), o Sudeste se beneficiou da queda nos energéticos (-9,56%) e proteicos (-7,71%), favorecida pela maior oferta de coprodutos.
A consolidação ou não desse novo cenário dependerá, principalmente, do desempenho da safrinha de milho ao longo do ano.
ICAP se consolida como ferramenta estratégica no confinamento
O ICAP é calculado com base em dados de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão, incluindo sistemas amplamente utilizados no Brasil.
O índice reúne milhões de registros de alimentação animal e permite acompanhar mensalmente a evolução dos custos nas principais regiões produtoras.
Segundo especialistas, a ferramenta tem se consolidado como apoio estratégico para decisões de compra de insumos, análise de viabilidade econômica e planejamento da atividade de confinamento.

Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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