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Deputado Thiago Silva viabiliza mais de R$ 5 milhões para entidades sociais

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Entre emendas empenhadas e pagas ao longo do mandato parlamentar, o deputado estadual Thiago Silva (MDB) já viabilizou junto ao governo do estado R$ 5 milhões em recursos para entidades sociais nas mais diversas áreas de atuação, em Rondonópolis.

De aquisição de equipamentos à formatação de cursos de qualificação, arte e cultura, passando por assistência social, o parlamentar segue desenvolvendo um trabalho de acompanhamento e suporte aos projetos que transformam a comunidade nos bairros.

Das emendas já destinadas às entidades, Thiago garantiu o pagamento de recursos importantes, como 250 mil para o Instituto Ciranda, R$ 200 mil para a Associação dos Profissionais de Dança de Rondonópolis (Aprodaro), para projeto social Corrente do Bem, R$ 50 mil para a padaria comunitária da Cáritas Diocesana, R$ 250 mil para academias do Rotary, para pessoas com deficiência, R$ 50 mil para a Casa do Adolescente Sagrada Família, R$ 100 mil para o Lar Cristão, e R$ 200 mil para a climatização da APAE de Rondonópolis.

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“O nosso mandato tem o foco em cuidar de gente, cuidar das pessoas, e desta forma estamos apoiando e destinando recursos para garantir melhores condições de atendimento nas entidades filantrópicas que têm cumprido um papel importante na área social, em Rondonópolis”, afirma Silva.

O deputado acredita que. nos próximos dias, o governo do estado deverá fazer o pagamento das emendas já empenhadas de R$ 150 mil para o projeto ‘Luz pela Inclusão’ do Centro de Reabilitação Louis Braille; R$ 300 mil para o Oratório Dom Bosco; R$ 350 mil para o Instituto Ciranda; R$ 300 mil para a Obra Kolping, para a realização de curso de qualificação; R$ 250 mil para o Lar Cristão, para a aquisição de uma van, entre outros projetos em processo de elaboração por parte das entidades rondonopolitanas.

O parlamentar também está destinando neste ano emendas para o atendimento da população por meio das ações realizadas por entidades filantrópicas: R$ 300 mil para a Associação Beneficente Paulo de Tarso, para o prontuário eletrônico; R$ 270 mil para a Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis (Apor), para climatização; R$ 120 mil para a Associação Rondonopolitana de Pessoas com Transtorno Autista (ARPTA) e R$ 230 mil para a o projeto social da Comunidade Divina Providência.

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Por ter iniciado a vida pública no movimento comunitário, Thiago Silva conhece a realidade das entidades sociais e tem buscado viabilizar recursos para que as instituições possam ampliar o atendimento na cidade.

Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública debate fortalecimento da rede de saúde mental em Mato Grosso

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Foto: Helder Faria

Na tarde desta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu audiência pública para discutir a implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a efetivação da política antimanicomial no estado. O debate, requerido pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi realizado no Plenário Renê Barbour e fez alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

A data, dia 18 de maio, marca o movimento nacional em defesa do cuidado em liberdade para pessoas em sofrimento psíquico e reforça os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, instituída pela Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado.

Carlos Avallone afirmou que o principal desafio é estruturar a rede de atendimento para garantir que a política antimanicomial funcione de forma efetiva no estado. “Quanto mais a gente melhorar essa atenção, melhor vai funcionar. Não adianta acabar com os hospitais psiquiátricos sem que a rede consiga absorver essas pessoas dentro do sistema necessário”, destacou.

Segundo o parlamentar, a audiência também teve como objetivo discutir gargalos e encaminhamentos para fortalecer a política de saúde mental em Mato Grosso. Entre os pontos debatidos estão a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a qualificação das equipes e a integração da rede para garantir atendimento adequado dos pacientes de saúde mental em qualquer lugar em que ele esteja. “Nós temos recursos para a saúde mental, ainda que não seja muito. O que está faltando é organização para gastar esses recursos”, apontou.

O presidente do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso, Gabriel Figueiredo, explicou que a Reforma Psiquiátrica mudou o modelo de cuidado em saúde mental no Brasil. “A Lei Paulo Delgado trouxe diretrizes para o cuidado em liberdade e no território. A partir dela, o Brasil passou a enxergar essas pessoas com dignidade e direitos, garantindo reinserção social e acesso à família e ao trabalho”, afirmou.

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Segundo Gabriel, a RAPS foi criada justamente para substituir o modelo manicomial tradicional por serviços territorializados, como CAPS, residências terapêuticas e unidades de acolhimento. Ele ressaltou, no entanto, que a atual capacidade da rede ainda é insuficiente para atender a demanda do estado. “Mato Grosso possui uma pluralidade de povos e territórios que precisam de atenção específica, como indígenas e quilombolas. Ainda temos insuficiência de serviços mesmo nos centros urbanos, principalmente CAPS e unidades de acolhimento”, disse.

O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirmou que o Ministério Público vem acompanhando a situação da saúde mental nos últimos anos e apontou avanços na ampliação do financiamento da rede. “Conseguimos um aporte de R$ 88 milhões em quatro anos para melhorar a contrapartida do [Governo do] Estado no financiamento dessas unidades”, explicou. Ele também destacou a necessidade de ampliar o número de profissionais especializados. “Não basta só ter a estrutura física. Se não houver profissionais qualificados, principalmente psiquiatras, o serviço não consegue funcionar plenamente”, disse.

Já o presidente da Associação Mato-Grossense de Psiquiatria, Paulo Saldanha, afirmou que a psiquiatria historicamente apoia o cuidado humanizado em saúde mental, mas alertou para a dificuldade de contratação de profissionais devido à baixa remuneração oferecida na rede pública. Segundo ele, um recente processo seletivo em Cuiabá ofertou salário de R$ 5,9 mil para médicos psiquiatras com carga horária de 20 horas semanais, valor muito abaixo dos pisos nacionais da categoria.

“A grande maioria dos psiquiatras do Brasil foi formada e fez sua especialização no SUS. Por que não podemos trabalhar onde fomos formados? Por que não podemos contribuir para isso?”, questionou.

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Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), a enfermeira e Coordenadora de Organização das Redes de Atenção à Saúde (CORAS), Daniely Beatrice, participou da audiência e destacou que, embora a saúde mental seja tratada de forma transversal integrando diferentes linhas de cuidado, a ausência de uma coordenação estadual exclusiva e a limitação da equipe técnica representam grandes desafios estruturais.

Beatrice explicou que o estado possui atualmente 55 centros de atenção psicossocial (CAPS), mas necessita de mais 30 para atingir a meta populacional, um cenário complexo devido ao grande número de municípios com menos de 15 mil habitantes. Segundo ela, para preencher essa lacuna, a gestão investe na qualificação da Atenção Primária, tendo já capacitado 80 profissionais para o manejo de transtornos mentais baseado nas diretrizes da OMS.

A coordenadora sinalizou que a principal meta técnica para este ano é a implantação de leitos específicos de saúde mental em Hospitais Gerais e Regionais, desmistificando o atendimento de crise e consolidando os princípios da luta antimanicomial por meio do acesso qualificado em toda a rede. Ela ainda garantiu que levaria as demandas apresentadas para o poder executivo, garantindo que há orçamento e vontade para viabilizar ações.

Durante a audiência, representantes de órgãos públicos, entidades de saúde e movimentos sociais também discutiram estratégias para fortalecer a RAPS, ampliar o atendimento em saúde mental e garantir a reinserção social das pessoas em sofrimento psíquico no estado. Carlos Avallone também é presidente da Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O organismo realiza reuniões para tratar das demandas desse setor.

Fonte: ALMT – MT

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