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Contratos Futuros de Açúcar Encerram a Semana em Queda, Impactados pela Valorização do Dólar

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Os contratos futuros do açúcar encerraram a semana em queda nas bolsas internacionais, refletindo, conforme análise de especialistas da Barchart, a valorização do dólar. A moeda americana atingiu a maior cotação em duas semanas, o que resultou na liquidação de posições compradas nos contratos futuros do açúcar.

Nas últimas semanas, os preços do açúcar haviam experimentado alta. O açúcar negociado em Nova York atingiu o maior valor em três semanas na terça-feira (18), enquanto a commodity em Londres alcançou o nível mais elevado em três meses e meio, impulsionada pela expectativa de redução na produção global de açúcar.

No mercado de Nova York, a sexta-feira (21) foi marcada por desvalorização em todos os contratos de açúcar bruto listados na ICE Futures. O contrato de vencimento para maio/25 foi negociado a 19,72 centavos de dólar por libra-peso, representando um recuo de 28 pontos em comparação com o dia anterior. O contrato para julho/25 também sofreu queda, com uma desvalorização de 26 pontos, sendo cotado a 19,39 centavos por libra-peso. As demais negociações apresentaram quedas variando entre 19 e 22 pontos.

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Em Londres, na ICE Futures Europe, os contratos de açúcar branco também encerraram a semana em baixa. O vencimento para maio/25 foi negociado a US$ 552,40 por tonelada, com uma desvalorização de 11,60 dólares em relação ao preço de quinta-feira. O contrato para agosto/25 recuou 9,70 dólares, sendo cotado a US$ 539,20 por tonelada. Os demais lotes registraram quedas entre 4,80 e 7,80 dólares, com exceção do contrato para outubro/26, que permaneceu estável.

No mercado doméstico brasileiro, o açúcar cristal apresentou valorização. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 139,14 na última sexta-feira (21), representando um aumento de 1,60% em relação ao preço registrado na véspera, que foi de R$ 136,95. No acumulado do mês, o indicador teve uma ligeira variação positiva de 0,19%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de soja do Brasil crescem no 1º trimestre e Mato Grosso lidera embarques

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Mercado Externo

As exportações de soja brasileira registraram crescimento no primeiro trimestre de 2026, impulsionadas pela maior oferta global e pelo ritmo acelerado da colheita no país.

No cenário internacional, a China manteve a liderança como principal compradora da oleaginosa, absorvendo grande parte dos embarques brasileiros. No entanto, em março, o país asiático adquiriu 9,97 milhões de toneladas, volume 10,39% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, reflexo de ajustes pontuais nas compras e suspensão temporária de embarques por algumas tradings.

Outros destinos relevantes incluíram Espanha e Turquia, reforçando a diversificação da demanda internacional pela soja brasileira.

Mercado Interno

No Brasil, o avanço da colheita foi determinante para o aumento dos embarques. A maior disponibilidade do grão ampliou a capacidade logística e acelerou o escoamento da produção.

O destaque ficou para Mato Grosso, principal estado produtor e exportador do país, que manteve protagonismo no desempenho nacional. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado respondeu por parcela significativa dos embarques no período, sustentado pela safra robusta.

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Preços

O aumento da oferta, típico do período de colheita, tende a pressionar os preços no curto prazo, especialmente com a intensificação dos embarques em março.

Por outro lado, a demanda internacional consistente, liderada pela China, ajuda a limitar quedas mais acentuadas, mantendo o mercado relativamente equilibrado.

Indicadores
  • Exportações brasileiras (jan–mar/2026): 23,46 milhões de toneladas
  • Variação anual: +5,93%
  • Embarques em março: 14,52 milhões de toneladas
  • Crescimento mensal (março vs. fevereiro): +105,29%
  • Exportações de Mato Grosso: 4,84 milhões de toneladas
  • Variação anual do estado: +4,39%
  • Compras da China (MT): 2,99 milhões de toneladas
Análise

O desempenho das exportações no primeiro trimestre confirma o padrão sazonal do mercado de soja, com forte concentração de embarques no período de colheita.

A liderança de Mato Grosso reforça a importância logística e produtiva do estado no cenário nacional, enquanto a China segue como principal motor da demanda, mesmo diante de oscilações pontuais.

A expectativa é de manutenção de volumes elevados nos próximos meses, sustentada pela ampla oferta interna e pela continuidade da demanda externa. Esse cenário deve manter o Brasil em posição estratégica no comércio global da oleaginosa em 2026.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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