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Governo do Paraná retira carnes temperadas da Substituição Tributária para aumentar competitividade

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O Governo do Paraná anunciou a retirada das carnes temperadas do regime de Substituição Tributária (ST), uma medida que visa fortalecer a competitividade dos produtos paranaenses no mercado interno. A mudança, que atende a uma antiga reivindicação do setor produtivo, foi formalizada pelo decreto nº 9.150/2025, publicado no Diário Oficial na última quarta-feira (12), com vigência marcada para o dia 1º de maio de 2025, o que dá tempo para a indústria se adequar à nova regulamentação.

Com a alteração, as carnes temperadas deixarão de ser tributadas antecipadamente pela indústria e, a partir de agora, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) será pago pelos comerciantes no momento da venda efetiva. Isso elimina a exigência de que os empresários adquiram o produto com o imposto já pago, uma prática que prejudicava a competitividade das carnes paranaenses, especialmente em comparação com produtos de outros estados que já não estavam sujeitos à Substituição Tributária.

Embora a produção de carnes temperadas represente uma fatia pequena da indústria paranaense, ela tem grande relevância ao agregar valor a um setor no qual o estado já ocupa a liderança nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de janeiro a setembro de 2024, o Paraná foi responsável por mais de 1,66 bilhão de unidades de aves, o que corresponde a mais de um terço da produção nacional, além de 9,5 milhões de suínos e 1 milhão de bovinos.

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O secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara, ressaltou a importância da medida: “Estamos retirando mais um item da Substituição Tributária, o que melhora a competitividade das indústrias e cooperativas do Estado em todo o Brasil. Esta é mais uma ação que tomamos para fomentar o desenvolvimento sustentável de nossa agroindústria, ao mesmo tempo em que modernizamos a gestão pública para aprimorar o ambiente de negócios.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confinamento de bovinos deve ter oferta favorável de insumos no 2º semestre de 2026, impulsionado por safra recorde de grãos

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O segundo semestre de 2026 deve apresentar um cenário mais favorável para a compra de insumos destinados à nutrição animal no confinamento bovino. A avaliação é de especialistas do setor, que projetam melhora na relação de troca entre boi gordo e matérias-primas, impulsionada pela maior oferta de grãos e subprodutos industriais.

Safra recorde de soja amplia oferta de farelo

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de soja deve atingir níveis recordes, elevando o volume de processamento e, consequentemente, a disponibilidade de farelo de soja no mercado.

O insumo, antes menos utilizado por grandes confinamentos, ganha espaço nas formulações de dietas devido à maior oferta e competitividade de preços.

DDG e farelo de algodão entram no radar do confinamento

Outro destaque é o DDG (grãos secos de destilaria), que deve registrar maior regularidade de oferta ao longo do semestre.

Segundo o coordenador de Planejamento de um grupo do setor pecuário, ajustes operacionais realizados no início do ano devem ser normalizados, ampliando a disponibilidade do insumo.

“Algumas usinas passaram por ajustes operacionais no início do ano, mas a tendência é de normalização ao longo do segundo semestre. Quem se antecipou na compra garantiu melhores condições”, explica Fabiano Carvalho.

O farelo de algodão também pode apresentar oportunidades pontuais de aquisição, especialmente diante dos estoques industriais e da proximidade da nova safra, exigindo atenção ao timing de compra.

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Produção de etanol de milho reforça oferta de subprodutos

A expansão da produção de etanol de milho no Brasil, estimada em cerca de 20 bilhões de litros anuais segundo a União Nacional do Etanol de Milho, também deve contribuir para o aumento da oferta de subprodutos utilizados na nutrição animal.

Com mais milho direcionado à produção industrial, cresce a disponibilidade de coprodutos utilizados nas dietas de confinamento.

Cautela com o milho diante de volatilidade global

Apesar do aumento de oferta, especialistas recomendam cautela na aquisição do milho, principal componente da dieta de confinamento.

“O milho, como qualquer commodity, está sujeito a oscilações influenciadas por fatores geopolíticos. É fundamental considerar possíveis variações de preços”, alerta Fabiano Carvalho.

Estratégias de compra ganham importância na gestão do confinamento

Ao longo de 2025, estratégias de aquisição escalonada mostraram-se fundamentais para proteger margens e reduzir riscos de volatilidade. Entre as principais práticas adotadas por grupos do setor estão:

  • Fixação parcial e escalonada de insumos
  • Gestão de margem por lote
  • Monitoramento diário dos mercados físico e futuro
  • Controle rigoroso da conversão alimentar
  • Uso de tecnologia para acompanhamento de desempenho individual
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Segundo especialistas, essas práticas ajudam a reduzir a exposição às oscilações de mercado e aumentam a previsibilidade do custo por arroba produzida.

Eficiência produtiva passa a ser determinante na rentabilidade

Além do controle de custos, indicadores como ganho de carcaça e produção de arrobas ganham protagonismo na análise de desempenho dos confinamentos.

“O peso vivo pode variar, mas o ganho de carcaça e a produção de arrobas no período de engorda refletem o resultado real da operação e a margem no frigorífico”, destaca Fabiano Carvalho.

Perspectiva para 2026 reforça profissionalização do confinamento

O cenário para 2026 aponta para a manutenção do confinamento como ferramenta estratégica na pecuária brasileira, com maior exigência de gestão profissionalizada, uso de tecnologia e disciplina na compra de insumos.

Para especialistas do setor, a combinação entre oferta favorável de alimentos e gestão eficiente de custos deve sustentar a competitividade das operações mais tecnificadas ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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