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Mercado de Milho Inicia a Semana com Preços Firmes e Oferta Restrita

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O mercado brasileiro de milho começa a semana com preços sustentados, impulsionados pela retração da oferta por parte dos produtores. Esse movimento pressiona os consumidores a pagarem valores mais elevados pela saca do cereal. Além disso, há preocupações em relação ao clima desfavorável para a segunda safra, especialmente nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais, onde a falta de chuvas pode comprometer o desenvolvimento das lavouras.

No mercado externo, a Bolsa de Chicago apresenta alta, enquanto o dólar recua frente ao real, influenciando a dinâmica de preços no Brasil.

Mercado Interno

Na última semana, o milho manteve preços firmes em todas as regiões do país. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Paulo Molinari, a oferta permanece limitada, com a seca afetando lavouras não apenas no Brasil, mas também no Paraguai.

Confira as cotações em algumas praças de comercialização:

  • Porto de Santos (SP): R$ 78,00 a R$ 85,00 por saca (CIF)
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 78,00 a R$ 85,00 por saca
  • Paraná (Cascavel): R$ 79,00 a R$ 81,00 por saca
  • São Paulo (Mogiana): R$ 90,00 a R$ 92,00 por saca
  • Campinas (CIF): R$ 93,00 a R$ 95,00 por saca
  • Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 75,00 a R$ 77,00 por saca
  • Minas Gerais (Uberlândia): R$ 83,00 a R$ 84,00 por saca
  • Goiás (Rio Verde – CIF): R$ 82,00 a R$ 85,00 por saca
  • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 80,00 a R$ 83,00 por saca
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Bolsa de Chicago

Os contratos futuros do milho com vencimento em maio operam a US$ 4,64 por bushel, um avanço de 5,50 centavos de dólar (1,19%) em relação ao fechamento anterior. O mercado busca recuperação após perdas superiores a 2% na última semana, acompanhando a valorização do trigo e do petróleo em Nova York.

Na sexta-feira (14), os contratos para maio encerraram a US$ 4,58 ½ por bushel, registrando queda de 6,75 centavos de dólar (1,45%). A posição para julho de 2025 fechou a US$ 4,67 ½ por bushel, com recuo de 4,75 centavos de dólar (1%).

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial registra queda de 0,39%, cotado a R$ 5,7209. Já o Dollar Index apresenta desvalorização de 0,19%, alcançando 103,53 pontos.

Nos mercados globais, as principais bolsas operam em alta:

  • Ásia: Xangai (+0,19%), Japão (+0,93%)
  • Europa: Paris (+0,31%), Frankfurt (+0,21%), Londres (+0,16%)

O petróleo também apresenta valorização. O contrato para abril do WTI em Nova York opera a US$ 67,99 por barril, alta de 1,20%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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StoneX ajusta leve queda na 2ª safra de milho 2025/26 no Brasil; MT e MS compensam perdas em Goiás

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A consultoria StoneX promoveu um leve ajuste na projeção da segunda safra de milho do Brasil para o ciclo 2025/26. A estimativa passou de 106,15 milhões para 106 milhões de toneladas, indicando estabilidade no cenário geral da safrinha, que já se encontra em fase inicial de colheita em algumas regiões do país.

Segundo a consultoria, o equilíbrio nacional reflete movimentos opostos entre os estados produtores: enquanto algumas regiões registraram ganhos de produtividade, outras foram impactadas negativamente por condições climáticas adversas, especialmente a irregularidade das chuvas.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul sustentam produção nacional

O destaque positivo da revisão ficou com o Mato Grosso, principal produtor de milho do país. A StoneX elevou a estimativa para o estado, que agora deve alcançar 51,3 milhões de toneladas, impulsionado por melhores níveis de produtividade observados ao longo do desenvolvimento das lavouras.

O Mato Grosso do Sul também apresentou revisão positiva, contribuindo para compensar as perdas registradas em outras regiões e ajudando a manter a produção nacional praticamente estável.

De acordo com a consultoria, o comportamento regional demonstra um cenário de forte heterogeneidade produtiva, em que ganhos pontuais ajudam a equilibrar perdas localizadas.

Goiás sofre impacto da seca e reduz estimativa de produção

Na contramão dos estados do Centro-Oeste com desempenho mais favorável, Goiás teve sua projeção reduzida de forma significativa. A StoneX estima agora uma produção de 10,8 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 19,3% em relação ao levantamento divulgado em maio.

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O recuo é atribuído principalmente ao clima mais seco durante fases críticas do desenvolvimento das lavouras, o que comprometeu o potencial produtivo em diversas áreas do estado.

Apesar da revisão negativa, o estado segue entre os importantes polos produtores da segunda safra brasileira.

Segunda safra de milho deve recuar 5,4% no comparativo anual

Mesmo com a estabilidade na revisão mensal, a StoneX projeta uma queda de 5,4% na comparação com o ciclo anterior. A segunda safra representa a maior parte da produção total de milho do Brasil, sendo fundamental para o abastecimento interno e para o mercado exportador.

A consultoria destaca que o desempenho final da safrinha ainda dependerá do andamento da colheita e da confirmação das produtividades em campo, especialmente nas regiões onde o clima foi mais irregular.

Primeira safra de milho mantém estimativa e cresce 11%

Para a primeira safra de milho 2025/26, a StoneX manteve sua projeção em 28,32 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 11% em relação ao ciclo anterior, refletindo condições mais favoráveis em parte das regiões produtoras.

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A manutenção da estimativa indica estabilidade no cenário da safra de verão, que já foi amplamente definida em termos de área e produtividade.

Safra de soja é ajustada para novo recorde histórico

A produção de soja do Brasil, já totalmente colhida, também teve leve ajuste positivo. A StoneX elevou a estimativa para 181,8 milhões de toneladas, ante 181,62 milhões no relatório anterior.

O volume confirma mais um recorde histórico para a oleaginosa, com crescimento anual de 7,7%, consolidando o Brasil como maior produtor e exportador global do grão.

Perspectivas para o mercado de grãos

O cenário projetado pela StoneX reforça a tendência de oferta elevada no Brasil, com destaque para a força da soja e a estabilidade da segunda safra de milho, apesar dos impactos climáticos regionais.

O comportamento das lavouras nas próximas semanas, especialmente durante o avanço da colheita da safrinha, será determinante para validar as projeções e ajustar o balanço final da oferta de grãos no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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