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Abertura das Inscrições para a Prova de Avaliação de Desempenho da Raça Nelore 2025

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A Prova de Avaliação de Desempenho – GP PAD Nelore 2025 já está com inscrições abertas e contará, em sua edição de 2025, com a participação de animais de todo o Brasil. A competição, que começa em março, reunirá touros com idade média entre 18 e 20 meses, após o sobreano, quando já passaram por todas as etapas de coleta de dados preconizadas pelo Programa Embrapa – Geneplus. Este trabalho visa aprimorar o melhoramento genético da raça Nelore, a principal raça bovina de corte do país, identificando e promovendo jovens animais de grande valor.

A avaliação dos participantes leva em conta várias características de desempenho, incluindo ganho de peso, eficiência alimentar, perímetro escrotal, área de olho de lombo e espessura de gordura subcutânea. Ao final da prova, um índice, que combina todos os dados obtidos, classifica os animais de acordo com seu desempenho.

Melhoramento Genético e Inovação no Setor

Gilberto Menezes, pesquisador da Embrapa e gestor do Programa Geneplus, destaca que, há nove anos, a GP PAD Nelore vem sendo realizada com o objetivo de promover a evolução genética da raça. “A raça Nelore é um pilar fundamental da nossa pecuária, que por sua vez, é um pilar da economia do Brasil”, afirma Menezes. Ele explica ainda que o programa oferece subsídios importantes para que os criadores aprimorem geneticamente seus rebanhos, buscando animais mais eficientes no uso dos alimentos, o que resulta em uma pecuária mais competitiva, sustentável e lucrativa.

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Um dos grandes destaques da prova é a avaliação do consumo individual de alimentos, um critério complexo e dispendioso quando realizado de forma isolada. Segundo Menezes, “a GP PAD foi criada para viabilizar a implementação desse critério de seleção na realidade dos criadores de Nelore no Brasil, representando uma verdadeira inovação no processo”.

Classificação de Elite e Continuidade no Programa Geneplus

Os animais classificados como ELITE na GP PAD Nelore tornam-se candidatos ao GP ATJ Nelore, o Programa de Avaliação de Touros Jovens, também parte do Geneplus. Os touros selecionados no GP ATJ são encaminhados para Centrais de Inseminação Artificial, onde seu material genético será disseminado para fazendas de seleção e gado comercial.

A edição de 2024 contou com 107 machos de 27 fazendas localizadas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, reforçando a abrangência e importância nacional da prova.

Cronograma do GP PAD Nelore 2025

A GP PAD Nelore de 2025 terá início em março, quando os animais começam a chegar para o período de adaptação à infraestrutura e dieta oferecidas. As medições serão realizadas a partir de abril, com duração de cerca de dois meses, e a prova será concluída no início de junho. Os resultados serão apresentados durante o Encontro Técnico, marcado para o dia 6 de junho, quando ocorrerão palestras e discussões sobre o melhoramento do gado de corte.

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Prova com Alta Tecnologia e Monitoramento Preciso

Desde sua criação, a Prova de Avaliação de Desempenho é realizada na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande-MS, e adota um sistema inteiramente automatizado. Cada animal recebe um chip eletrônico na orelha, e o consumo de ração é monitorado em tempo real, 24 horas por dia, por meio de sensores instalados nos cochos. Toda informação gerada é transferida para um software, que realiza o processamento imediato dos dados. Esse avanço tecnológico possibilita o acompanhamento detalhado e preciso do consumo alimentar dos touros e sua conversão em ganho de peso.

Desde 2016, aproximadamente 1.200 touros jovens da raça Nelore participaram da GP PAD, contribuindo para uma seleção genética mais eficiente e robusta. Menezes reforça que a ação só tem sentido quando inserida dentro de um programa de melhoramento genético, funcionando como parte de uma estratégia maior que visa gerar avaliações mais completas e detalhadas. “Isso permite aos criadores otimizar seus processos de seleção, baseados em animais mais eficientes e produtivos, sustentando uma pecuária competitiva e sustentável”, conclui.

Para mais informações sobre o regulamento da GP PAD 2025 e como inscrever e enviar os animais, acesse o site oficial aqui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de grãos cresce mais que silos e déficit de armazenagem já supera 130 milhões de T.

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A deficiência da infraestrutura de armazenagem continua cobrando uma conta bilionária do agronegócio brasileiro. A defasagem entre a produção de grãos e a capacidade de armazenagem já supera 130 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Levantamento divulgado esta semana, realizado pela empresa paranaense Cogo Inteligência, estimou que os produtores brasileiros de soja e milho perderam R$ 88,3 bilhões entre 2023 e 2025 por causa da falta de capacidade para estocar a produção, obrigando a comercialização em momentos de maior oferta e, consequentemente, de preços mais baixos.

O problema ocorre justamente em um momento em que a produção nacional de grãos avança em ritmo recorde. A Conab projeta uma colheita de 353,4 milhões de toneladas nesta safra 25/26, enquanto a capacidade estática de armazenagem do país continua em torno de 220 milhões de toneladas. Na prática, a estrutura disponível é suficiente para guardar pouco mais de 60% da produção nacional, deixando um déficit superior a 130 milhões de toneladas.

A maior parte das perdas não está relacionada à deterioração dos grãos, mas à perda de renda. Sem espaço para armazenar a safra, muitos produtores precisam vender soja e milho logo após a colheita, período em que a oferta é elevada e os preços tendem a sofrer pressão. O excesso de produto nos portos também afeta os prêmios de exportação, reduzindo ainda mais o valor recebido pelo agricultor.

A situação contrasta com a observada em países concorrentes, como Estados Unidos e Argentina, onde a maior disponibilidade de silos permite aos agricultores escalonar as vendas ao longo do ano e aproveitar momentos mais favoráveis do mercado.

Segundo dados históricos da Conab, a produção brasileira de grãos cresceu 134% entre 2010 e 2023, enquanto a capacidade de armazenagem avançou apenas 53%, evidenciando que os investimentos em infraestrutura ficaram atrás da expansão da agricultura nacional.

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Nos últimos anos, houve crescimento dos armazéns instalados dentro das propriedades rurais. O volume de capacidade nas fazendas passou de 20,7 milhões de toneladas em 2010 para 35,6 milhões de toneladas em 2025, uma alta de mais de 72%. Apesar disso, o avanço ainda é insuficiente para acompanhar o ritmo de crescimento das safras.

Entidades do setor defendem que a armazenagem deixe de ser vista apenas como uma estrutura complementar e passe a ser tratada como ferramenta estratégica de gestão. Além de reduzir custos logísticos, a capacidade de estocar a produção permite ao produtor escolher melhor o momento da venda, preservar a qualidade dos grãos e aumentar a competitividade da atividade.

A preocupação tende a crescer nos próximos anos. Com o Brasil consolidado como maior exportador mundial de soja e um dos principais fornecedores globais de milho, a expectativa é de continuidade da expansão da produção, o que exigirá investimentos cada vez maiores em silos, armazéns e logística pós-colheita para evitar que parte da rentabilidade obtida dentro da porteira seja perdida fora dela.

PROBLEMA SEGUNDÁRIO – O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto) lembrou que o déficit de armazenagem no Brasil não é novidade, mas segue sendo tratado como problema secundário dentro da política agrícola.

“O país já teve programas estruturados para expansão de silos e armazéns, como o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), no âmbito do Plano Safra, que previa aportes recorrentes para ampliar a capacidade estática, mas o volume efetivamente executado ficou abaixo da necessidade apontada pelo próprio setor, estimada em cerca de R$ 15 bilhões por ano para equilibrar o sistema”, comentou Rezende.

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“O que se observa, na prática, é um descompasso entre o crescimento da produção e o ritmo dos investimentos em infraestrutura. Enquanto a safra de grãos avançou mais de 130% na última década, a capacidade de armazenagem cresceu em torno de 50%, segundo séries da Conab. Nesse intervalo, o déficit deixou de ser conjuntural e passou a ser estrutural, com impacto direto na formação de preços ao produtor”.

“Há programas públicos e linhas de crédito específicas voltadas ao setor, mas a execução ainda é insuficiente por representantes da cadeia. O PCA, principal instrumento federal para financiamento de armazenagem, prevê apoio à construção e modernização de estruturas, porém a demanda por crédito supera a oferta disponível em cada ciclo do Plano Safra, o que limita a expansão mais acelerada da capacidade instalada”, analisou o presidente do IA.

“O resultado desse desequilíbrio aparece na ponta. Sem espaço para estocar a produção, o produtor é obrigado a concentrar vendas no período de colheita, quando o mercado está mais pressionado. Na avaliação de entidades do setor, o tema segue sem coordenação de longo prazo entre governo, indústria e cooperativas, o que mantém o déficit de armazenagem como um dos principais gargalos logísticos do agronegócio brasileiro”.

O problema, na avaliação de Isan Rezende, é que falta execução coordenada e continuidade das políticas públicas. “Enquanto nós, produtores, seguimos produzindo safras recordes que empurram o país para frente, continuamos sem o apoio necessário para garantir a infraestrutura mínima. Isso não é falta de diagnóstico, é falta de prioridade na execução”, completou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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