AGRONEGÓCIO

Mercado de frango mantém estabilidade de preços com oferta equilibrada

Publicado em

O mercado brasileiro de frango registrou estabilidade nos preços tanto no segmento de aves vivas quanto no atacado ao longo da última semana. De acordo com Allan Maia, analista da Safras & Mercado, a oferta ajustada tem garantido esse equilíbrio, com perspectivas favoráveis para a reposição ao longo da cadeia produtiva, especialmente na região Centro-Sul. No Nordeste, no entanto, foram registradas quedas nos preços, devolvendo os ganhos obtidos em fevereiro.

Segundo Maia, os preços no atacado permaneceram acomodados, refletindo um equilíbrio entre a oferta disponível e a demanda vigente. “A expectativa para o consumo da carne de frango no curto prazo é positiva, o que pode favorecer a reposição, considerando a entrada de salários na economia e os preços elevados de proteínas concorrentes”, afirmou o analista.

Entretanto, os custos de produção seguem como um fator de preocupação para o setor avícola. Os preços firmes do milho no mercado interno impactam diretamente a alimentação das aves, elevando os custos operacionais da atividade.

Cotações do frango no mercado interno

Levantamento da Safras & Mercado aponta que, no atacado paulista, os preços dos cortes congelados de frango mantiveram-se estáveis ao longo da semana. O quilo do peito permaneceu em R$ 11,00, enquanto o da coxa seguiu em R$ 8,20 e o da asa em R$ 12,50. Na distribuição, os valores também não sofreram alterações, com o peito a R$ 11,25/kg, a coxa a R$ 8,45/kg e a asa a R$ 12,75/kg.

Leia Também:  Safra 2025 surpreende: cafés da Coopercam se destacam pela qualidade e sustentabilidade

Nos cortes resfriados comercializados no atacado, a estabilidade prevaleceu: o quilo do peito manteve-se em R$ 11,10, o da coxa em R$ 8,30 e o da asa em R$ 12,60. Na distribuição, os preços foram registrados em R$ 11,35/kg para o peito, R$ 8,55/kg para a coxa e R$ 12,85/kg para a asa.

No segmento de aves vivas, os preços também seguiram inalterados nas principais regiões produtoras do país. Em Minas Gerais, o quilo do frango vivo permaneceu em R$ 5,50, enquanto em São Paulo ficou em R$ 5,60. No Mato Grosso do Sul e em Goiás, a cotação foi mantida em R$ 5,50, e no Distrito Federal, em R$ 5,55.

Nas integrações do Sul do país, os preços permaneceram estáveis: em Santa Catarina, o quilo do frango foi cotado a R$ 4,50, no oeste do Paraná a R$ 4,55 e no Rio Grande do Sul a R$ 4,00.

Já no Nordeste, os preços recuaram. Em Pernambuco, o quilo vivo caiu de R$ 8,25 para R$ 7,25, no Ceará, de R$ 8,50 para R$ 7,50, e no Pará, de R$ 8,60 para R$ 8,00.

Leia Também:  Demanda Aquecida Impulsiona Preços do Etanol no Início de 2025
Exportações registram crescimento expressivo

As exportações brasileiras de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, alcançaram um faturamento de US$ 633,029 milhões em fevereiro, com uma média diária de US$ 42,201 milhões. O volume total embarcado foi de 355,927 mil toneladas, resultando em uma média diária de 23,728 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.778,50.

Em comparação com fevereiro de 2024, houve um crescimento significativo: o valor médio diário das exportações subiu 25,5%, enquanto a quantidade embarcada aumentou 22,3%. O preço médio da tonelada registrou um avanço de 2,6%. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preço do milho recua em maio com expectativa da segunda safra e pressão do mercado externo

Published

on

O mercado brasileiro de milho encerrou maio em ritmo de queda nos preços, refletindo a expectativa pela chegada da segunda safra ao mercado, estimada em mais de 99 milhões de toneladas, além da pressão exercida pelo cenário internacional e pelo câmbio mais valorizado ao longo do mês.

De acordo com levantamento da Consultoria Safras & Mercado, os produtores intensificaram a oferta de milho durante maio, embora ainda tentando sustentar preços mais elevados. Do outro lado, consumidores adotaram postura cautelosa, realizando apenas compras pontuais para reposição imediata, na expectativa de novas baixas nas cotações com o avanço da colheita da safrinha.

A colheita da segunda safra começa a ganhar ritmo em junho, o que tende a ampliar a pressão sobre os preços internos. Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduziu a competitividade do milho brasileiro nos portos, impactando diretamente a formação dos preços domésticos.

Clima reduz preocupação com geadas, mas seca preocupa em Goiás e Minas Gerais

As previsões de geadas nas principais regiões produtoras não se confirmaram ao longo de maio, mantendo as lavouras de milho em boas condições na maior parte do país. O cenário climático acabou favorecendo o desenvolvimento da segunda safra e afastando temores de perdas mais significativas.

Entretanto, produtores de Goiás e Minas Gerais seguem em alerta devido à escassez de chuvas. A falta de precipitações pode comprometer a produtividade das lavouras e provocar perdas localizadas na reta final do ciclo.

Leia Também:  Produtores Intensificam Combate a Doenças Fúngicas em Videiras no Rio Grande do Sul
Bolsa de Chicago cai com clima favorável nos Estados Unidos

No mercado internacional, os contratos futuros do milho na Bolsa de Chicago registraram predominância de baixa, especialmente na segunda metade de maio. O avanço do plantio e as condições climáticas favoráveis no cinturão produtor dos Estados Unidos aumentaram as perspectivas de uma safra robusta no país.

Outro fator que influenciou negativamente as cotações foi a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A possibilidade de um acordo ajudou a pressionar os preços do petróleo, reduzindo o suporte ao mercado de biocombustíveis e contribuindo para a queda do milho em Chicago.

Preços do milho registram queda em diversas regiões produtoras

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 61,25 em 28 de maio, representando retração de 2,44% frente aos R$ 62,78 registrados no fim de abril.

No Paraná, a cotação em Cascavel caiu 4,76%, passando de R$ 63,00 para R$ 60,00 por saca. Em Campinas (SP), no mercado CIF, o milho recuou 5%, encerrando o mês em R$ 66,50.

Na região da Mogiana paulista, a desvalorização foi ainda mais intensa, com queda de 7,69%, saindo de R$ 65,00 para R$ 60,00 por saca.

Em Rio Verde, Goiás, o cereal fechou maio cotado a R$ 57,00, recuo de 5% em relação ao mês anterior. Já em Rondonópolis (MT), os preços permaneceram estáveis em R$ 52,00 por saca.

Leia Também:  Demanda Aquecida Impulsiona Preços do Etanol no Início de 2025

No Rio Grande do Sul, Erechim registrou leve queda de 0,74%, com a saca negociada a R$ 67,50. Em Uberlândia (MG), os preços permaneceram estáveis em R$ 59,00.

Exportações de milho disparam em maio

As exportações brasileiras de milho apresentaram forte avanço em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 201,735 mil toneladas do cereal nos primeiros 15 dias úteis do mês, com média diária de 13,449 mil toneladas.

A receita obtida com as exportações somou US$ 53,774 milhões no período, com média diária de US$ 3,585 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 266,60.

Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 314,1% no valor médio diário exportado e avanço expressivo de 625,5% no volume médio diário embarcado. Em contrapartida, o preço médio da tonelada apresentou desvalorização de 42,9%.

O mercado segue atento ao avanço da colheita da segunda safra no Brasil, ao comportamento do câmbio e às condições climáticas nos Estados Unidos, fatores que devem continuar determinando a direção dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA