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Sine Municipal oferta 213 vagas de emprego para diversas funções e salários

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O Sine Municipal, vinculado à Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho, oferece 213 vagas de emprego, para diversas funções, nesta sexta-feira (7).

Os salários e benefícios variam conforme as atribuições. Algumas vagas não exigem escolaridade e nem experiência na área, e ainda incluem benefícios como alimentação no local, cesta básica, vale-transporte, entre outros, incluindo para Pessoas Com Deficiência (PCD).

Para quem não tem experiência, por exemplo, há vagas para instalação de telefones (Ensino Fundamental completo) e reparação de redes telefônicas e de comunicação de dados (Ensino Médio Completo). São 30 vagas, sendo 10 específicas para instalador e 20 incluem também reparação de redes com salário de até R$ 2.810,00 e benefícios como vale-transporte, ticket alimentação, assistência médica e odontológica e seguro de vida.

No caso de reparador de redes, 10 vagas exigem Carteira Nacional de Habilitação tipo C ou D e 10, a CNH pode ser do tipo B.

Entre as que exigem experiência estão 3 vagas para jardineiro com Ensino Fundamental completo. Os salários diferem entre elas, uma oferece salário de R$ 2.300,00 mais benefícios como vale-transporte, ticket alimentação, assistência médica e coparticipação. As outras duas, têm previsto o salário de R$ 1.518,00, mais vale-transporte e alimentação no local e R$ 2.300,00, vale-transporte, ticket alimentação, assistência médica e coparticipação, respectivamente.

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As vagas também poder ser conferidas de forma presencial, na unidade do Sine Municipal, localizada na Rua Campo Grande, número 347, no Centro de Cuiabá. A orientação é que os interessados compareçam munidos de documento de identidade, CPF, carteira de trabalho, comprovante de endereço e currículo atualizado para caso de encaminhamento.

O atendimento presencial é realizado das 9h às 16h. Outras informações pelo telefone (65) 3321-0572.

Serviço do Sine

Além de intermediar vagas de emprego, o Sine Municipal realiza o atendimento para a solicitação do seguro-desemprego. Para acessar o benefício, o trabalhador deve apresentar os documentos fornecidos pela empresa no momento da rescisão contratual. A solicitação é registrada diretamente no sistema do Governo Federal.

Para maior comodidade, os cidadãos também podem acessar as vagas e outros serviços do Sine pela internet, utilizando o aplicativo Sine Fácil ou o portal Emprega Brasil (empregabrasil.mte.gov.br). Os canais são atualizados diariamente, oferecendo mais agilidade e praticidade para quem busca uma nova colocação no mercado de trabalho.

Informações importantes ao trabalhador

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– Canais digitais para consulta de vagas de emprego: empregabrasil.mte.gov.br ou pelo aplicativo “Sine Fácil”.

– Pedido de seguro-desemprego: pode ser solicitado pelo aplicativo da “Carteira de Trabalho Digital” ou pelo site empregabrasil.mte.gov.br.

#PraCegoVer

A foto mostra a sala de atendimento e os atendentes do Sine disponíveis para repassar as informações aos interessados. Ao fundo da imagem tem um banner do Sine da Gente com os canais digitais que também dispõe de informações ao trabalhador, e imagens de um trabalhador segurando a carteira de trabalho, que é um documento essencial para oficializar a contratação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

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A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

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O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

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Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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