AGRONEGÓCIO

Expansão do mercado de bioinsumos deve superar 20% em 2025

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O uso de bioinsumos no agronegócio brasileiro cresce de forma acelerada e deve ultrapassar 20% de expansão em 2025, segundo especialistas do setor. Durante o 2º Workshop ANPII Bio de Inteligência de Mercado, promovido pela Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio), foram destacadas as principais tendências do segmento, que vem se tornando mais acessível a produtores de todos os portes.

Biodefensivos e solubilizadores: inovação acessível e sustentável

Os bioinsumos, como biofungicidas e solubilizadores de nutrientes, vêm conquistando espaço no campo por sua capacidade de substituir defensivos químicos e fertilizantes minerais. Essas tecnologias permitem uma maior absorção de nutrientes pelas culturas e reduzem perdas provocadas por doenças agrícolas.

Segundo Anderson Ribeiro, sócio-fundador da consultoria 5P2R e palestrante no evento, o mercado de biológicos no Brasil se destaca pela diversidade de empresas que atuam no desenvolvimento dessas soluções.

“Hoje, o segmento de biológicos no Brasil tem uma característica muito interessante: não há uma única empresa que domina o mercado. Exploramos a biologia presente no solo e nas plantas, selecionamos microrganismos eficientes, multiplicamos em escala industrial e disponibilizamos para os produtores. Além de sustentável, é uma tecnologia bastante democrática”, afirmou Ribeiro.

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Expansão acelerada do setor de biológicos

A crescente adoção dos biodefensivos é impulsionada, principalmente, pelos biofungicidas, bionematicidas e bioinseticidas, que juntos representam mais de 80% do mercado de biológicos. Além de reduzir a dependência de produtos químicos, essas soluções melhoram a produtividade e promovem maior equilíbrio ambiental.

Desafios e perspectivas para os bioinsumos

Apesar do avanço expressivo, o setor ainda enfrenta desafios, como a necessidade de maior capacitação técnica dos produtores e regulamentações específicas para novos produtos. No entanto, com investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e qualificação, os bioinsumos devem se consolidar como peças-chave para uma agricultura mais sustentável e eficiente.

Sobre a ANPII Bio

A ANPII Bio é uma entidade reconhecida pelo Ministério da Agricultura (MAPA), pela Embrapa, instituições de ensino superior e diversas entidades do setor agropecuário. Seu objetivo é fomentar o desenvolvimento e a valorização dos bioinsumos, promovendo a utilização de microrganismos tanto para nutrição e crescimento das plantas quanto para controle de pragas e doenças. Essas tecnologias são fundamentais para uma agricultura moderna, ambientalmente equilibrada e economicamente viável.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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