AGRONEGÓCIO

Parceria impulsiona avaliação genômica de Brangus e Angus no Paraná

Publicado em

A Associação Brasileira de Brangus (ABB) e a Associação Brasileira de Angus (ABA) firmaram uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR) para subsidiar 70% do valor das avaliações genômicas de animais das raças. O objetivo é incentivar os criadores a adotarem a tecnologia para aprimorar geneticamente seus rebanhos.

“Nosso propósito é ampliar o uso dessa ferramenta pelos pecuaristas, possibilitando uma seleção genética mais eficiente”, destaca Cristopher Filippon, vice-presidente da ABB e criador no Paraná.

Para a coordenadora de projetos técnicos da ABB, Ândrea Plotzki Reis, a parceria representa um avanço significativo, especialmente para os criadores paranaenses, ao tornar acessível uma ferramenta essencial para a evolução da genética bovina. “A genotipagem permite decisões mais assertivas, acelerando o progresso genético e aprimorando a eficiência produtiva”, explica.

Os resultados das análises estarão disponíveis em cerca de 60 dias e poderão ser enviados ao Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), Brangus+ ou a qualquer outro programa de escolha do pecuarista.

Leia Também:  Queda nas Ações Chinesas Reflete Preocupações Globais com Juros e Tensões em Taiwan

Ândrea ressalta ainda a importância das parcerias entre instituições e empresas para fortalecer o setor pecuário. “Quanto mais avaliações forem realizadas, mais robustos serão os dados, permitindo a seleção de animais superiores e valorizando o plantel nacional”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Queda de 27,5% no suíno vivo aprofunda perdas na suinocultura

Published

on

A suinocultura brasileira enfrenta um início de 2026 marcado por forte compressão de margens, com queda nas cotações do animal vivo e custos ainda elevados. Em Mato Grosso, o movimento é mais intenso: o preço do quilo do suíno vivo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, retração de 27,5%, segundo levantamento da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). A queda atinge diretamente a receita do produtor e já coloca a atividade no vermelho no estado.

O Brasil mantém uma das maiores cadeias de suinocultura do mundo, com produção anual próxima de 5 milhões de toneladas de carne suína e exportações que superaram 1,2 milhão de toneladas em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O setor segue sustentado pelo mercado externo e por um consumo interno que absorve cerca de 75% da produção, mas enfrenta, em 2026, um ambiente de margens mais apertadas, pressionadas pela combinação de custos elevados e ajustes nos preços ao produtor.

Nos principais estados produtores, o início do ano foi marcado por recuo nas cotações do suíno vivo, movimento associado ao aumento da oferta e à desaceleração sazonal da demanda no primeiro trimestre. Em polos consolidados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a forte integração com a agroindústria e a maior participação nas exportações ajudam a amortecer esse ciclo de baixa, ainda que também haja compressão de margens. Nesses estados, a capacidade de direcionar produção ao mercado externo funciona como válvula de equilíbrio, reduzindo a exposição direta às oscilações do consumo doméstico.

Leia Também:  Torrefadoras brasileiras aumentam preços do café diante da alta do grão cru

Nesse contexto, Mato Grosso apresenta um quadro mais sensível. Além da queda acentuada nas cotações, o estado opera com custos ainda elevados, especialmente com alimentação, o que compromete diretamente a rentabilidade da atividade. O recuo para R$ 5,80 por quilo representa o menor patamar desde abril de 2024.

O descompasso na cadeia agrava o cenário. Apesar da queda expressiva no preço do animal vivo e da carcaça, os valores da carne suína ao consumidor final seguem elevados no varejo, impedindo o repasse da redução e limitando o potencial de estímulo ao consumo. Com isso, o ajuste de mercado não se completa e a pressão permanece concentrada na base produtiva.

Frederico Tannure Filho

Atualmente, o prejuízo médio no estado é estimado em cerca de R$ 60 por animal abatido, segundo a Acrismat. Para o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, é necessário reequilibrar a cadeia. “Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

Leia Também:  Prefeitura cria canal de denúncias e sugestões para o Mercado do Porto

A avaliação do setor é que, sem ajuste no varejo, a tendência é de continuidade da pressão sobre os produtores, especialmente em regiões menos integradas à exportação. Em um país que combina grande escala produtiva com forte dependência do mercado interno, o reequilíbrio entre preço ao produtor, custo de produção e preço ao consumidor será determinante para evitar a ampliação das perdas no campo ao longo de 2026.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA