Mato Grosso

Confira o calendário do MT Hemocentro para coletas de sangue em março

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O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, divulga o calendário de ações itinerantes para o mês de março nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Santa Rita do Trivelato e Nova Ubiratã.

A coleta de sangue também é realizada regularmente na sede do MT Hemocentro, na Rua 13 de Junho, região central de Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h.

Segundo a diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela, é necessário repor o estoque de bolsas de sangue, que se encontra longe do ideal, principalmente devido à alta nos casos de arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika) e Covid-19, doenças que impedem temporariamente a pessoa de doar sangue.

“Os tipos sanguíneos O+, O- e B+ estão em estado de alerta no momento. Todos os tipos são importantes para manter o estoque estável, mas esses três tipos são os que mais estamos precisando. Todas as doações de sangue são bem-vindas e contamos com a colaboração de todos”, acrescentou.

Para ser um doador de sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos e 11 meses, pesar mais de 50 quilos, estar em bom estado de saúde e ter uma alimentação saudável. Quem quiser doar sangue deve comparecer à unidade portando um documento oficial com foto. Para menores de 18 anos, é obrigatório apresentar um documento assinado pelo pai, mãe ou responsável legal.

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De acordo com o Ministério da Saúde, homens podem fazer até quatro doações por ano, com intervalo de dois meses entre cada uma. Já as mulheres podem doar sangue três vezes ao ano, com um tempo de três meses entre elas. As doações são seguras e levam cerca de 60 minutos para serem realizadas. Não é recomendado ir doar em jejum.

Confira as datas e os locais de coleta no mês de março:

Coletas em Cuiabá
• 12/03: Secretaria Municipal da Mulher – coleta itinerante
• 13/03: 44º Batalhão – coleta itinerante
• 15/03: MT Hemocentro + Campanha Vidas por Vidas da Igreja Adventista – coleta interna
• 18/03: Fórum de Cuiabá – coleta itinerante
• 19/03: UFMT e Casa da Amizade – coleta itinerante
• 20 e 21/03: Tribunal de Justiça – coleta itinerante
• 21 e 22/03: Hotel Fazenda MT, Evento Together da Igreja Adventista – coleta itinerante
• 22/03: Multiação, Bairro Nova Esperança – coleta itinerante
• 25 e 26/03: Agrimat – coleta itinerante
• 25 a 27/03: Hospital Municipal de Cuiabá – coleta itinerante

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Coleta em Várzea Grande
• 06/03: Sesi do Cristo Rei – coleta itinerante

Coleta em Nova Ubiratã
• 17 a 21/03: Nova Ubiratã – coleta itinerante

Coleta em Santa Rita do Trivelato
• 31/03 a 04/04: Santa Rita do Trivelato – coleta itinerante

Serviço

A sede do MT Hemocentro está localizada na Rua 13 de Junho, nº 1055, em Cuiabá. Para realizar o agendamento da doação de sangue, basta acessar este link. O voluntário também pode agendar a doação pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem) ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 2024, 2025 e 2026.

O banco de sangue funciona regularmente de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e fornece o atestado de doação. Para quem compareceu e, por algum motivo, não pôde doar, a unidade fornece um comprovante de comparecimento para justificar a falta no trabalho.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

”O câncer mudou minha voz, mas não tirou minha força”, revela Margareth Buzetti”

Após questionamentos sobre a voz rouca, candidata ao Senado revela diagnóstico de câncer avançado na tireoide e transforma experiência pessoal em alerta às mulheres sobre diagnóstico precoce e cuidado com a própria saúde

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Durante anos, Margareth Buzetti evitou falar publicamente sobre as razões de sua voz rouca. Não queria que uma experiência difícil de sua vida fosse interpretada como tentativa de despertar pena ou se colocar no papel de vítima. Mas, uma série de perguntas recebidas nas redes sociais após a exposição de campanha, assim como, sucessivas entrevistas concedidas, fez com que ela decidisse contar uma história que carrega há 22 anos.

 

Margareth enfrentou um câncer de tireoide descoberto já em estágio avançado. Foram duas cirurgias e tratamento com iodo radioativo. Ela venceu a doença, mas ficaram sequelas. O tratamento comprometeu suas glândulas salivares e também afetou sua voz, que se tornou mais rouca, baixa e com maior dificuldade para falar.

 

“Eu me curei. Mas sei que poderia ter sido diferente. E foi por isso que resolvi falar. Se a minha história servir para fazer uma mulher marcar aquela consulta que está adiando ou realizar aquele exame que deixou para depois, então já valeu a pena”, afirma.

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A experiência pessoal também levou Margareth a chamar atenção para uma realidade comum na vida de milhões de brasileiras: mulheres que cuidam de todos, mas acabam deixando a própria saúde para depois.

 

“É o filho, a casa, o trabalho, a família. A mulher resolve a vida de todo mundo e muitas vezes é a última da própria lista. O ‘depois eu vejo’, quando estamos falando de saúde, pode custar muito caro. Diagnóstico no tempo certo pode significar tratamento no tempo certo e, principalmente, vida”, diz.

 

Da experiência pessoal à política pública

 

O cuidado com mulheres, mães e crianças acabou se tornando uma das marcas da passagem de Margareth pelo Senado. Além do enfrentamento à violência contra a mulher, sua atuação avançou sobre situações que atingem famílias antes, durante e depois de uma tragédia.

 

Entre as medidas defendidas e relatadas por Margareth estão iniciativas de proteção às mulheres vítimas de violência e seus filhos, além de ações voltadas às crianças e adolescentes e à estrutura de acolhimento das famílias.

 

Para ela, o mesmo princípio deve valer para a saúde: o poder público precisa criar condições para que a mulher consiga se cuidar antes que uma doença avance.

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É dessa experiência que nasce o eixo Cuidar, do Plano Nossas Vidas, com propostas voltadas à ampliação do acesso a exames, diagnóstico e condições para que as mulheres tenham tempo e oportunidade de cuidar da própria saúde.

 

“Eu sei o que significa receber um diagnóstico de câncer. Sei o que significa entrar em uma cirurgia sem saber exatamente como será o depois. E sei também o que significa carregar uma sequela pelo resto da vida. Por isso, quando falo de cuidado, não estou falando apenas de uma proposta. Estou falando de algo real”, disse.

 

Margareth afirma que decidiu tornar pública a história justamente para transformar uma característica pela qual é frequentemente questionada em um alerta.

 

“Minha voz pode ter ficado mais rouca depois de tudo o que passei. Mas ela não ficou menor. Para defender as mulheres, as famílias e cobrar o que Mato Grosso precisa em Brasília, ela fala muito alto”, conclui.

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