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Bahia recebe R$ 877,5 milhões para fortalecer a agricultura familiar

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A agricultura familiar na Bahia receberá um investimento de aproximadamente R$ 877,5 milhões para ampliar a produção e melhorar as condições de vida no campo. O projeto Parceiros da Mata é uma iniciativa do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do governo do estado, com o objetivo de aumentar a renda dos pequenos produtores, fortalecer a segurança alimentar e ampliar o acesso à água potável e ao saneamento básico.

O estado baiano é um dos principais polos do agronegócio no Brasil, com destaque para a produção de grãos, frutas e pecuária. Até o terceiro trimestre de 2024, o setor agropecuário foi responsável por 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. No entanto, a baixa produtividade, a degradação ambiental e a dificuldade no acesso a serviços técnicos ainda representam desafios para milhares de agricultores familiares.

Para viabilizar o projeto, o BID concederá um financiamento de R$ 585 milhões, enquanto o FIDA contribuirá com R$ 105,3 milhões. Já o governo da Bahia investirá R$ 187,2 milhões na iniciativa. O programa atenderá cerca de 352 mil agricultores familiares na Mata Atlântica baiana, região que concentra grande parte da produção de alimentos voltados ao abastecimento interno.

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Além de impulsionar a produção rural, o Parceiros da Mata terá foco especial na inclusão social, priorizando mulheres, jovens e comunidades tradicionais. Metade dos beneficiários serão famílias chefiadas por mulheres, fortalecendo a participação feminina no setor agropecuário.

Com a implementação do projeto, espera-se uma melhora significativa na qualidade de vida da população rural, ao mesmo tempo em que se promove o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental na região.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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