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Expocacer inaugura Hub logístico na Inglaterra e amplia presença global

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A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) acaba de expandir sua atuação internacional com a inauguração de um Hub logístico em Londres, na Inglaterra. A iniciativa fortalece a conexão entre os cooperados e o consumidor final, permitindo a comercialização imediata dos cafés no mercado europeu. A expectativa é que as vendas na região cresçam até 15% no primeiro ano.

Esse é o segundo Hub logístico da cooperativa no exterior – o primeiro foi inaugurado nos Estados Unidos em 2024. Com a nova estrutura, a Expocacer se torna a primeira cooperativa de café do Brasil a estabelecer bases internacionais, garantindo que os cafés dos cooperados estejam disponíveis para compra em microlotes ou em qualquer quantidade desejada.

“O mercado europeu é um grande consumidor de café, e a Inglaterra se destaca como um ponto estratégico para distribuição. Com o Hub, poderemos oferecer café no spot, agilizando a entrega no Reino Unido e em outros países do continente. Ter um estoque sempre disponível nos armazéns europeus da Expocacer aproxima ainda mais o produtor do consumidor final”, explica Ítalo Henrique, Diretor Comercial da Expocacer.

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Crescimento nas exportações e demanda por cafés especiais

A nova estrutura em Londres chega em um momento de ascensão para a Expocacer. Em 2024, a cooperativa registrou um crescimento de 41% nas exportações de café, atingindo a marca de 550 mil sacas de 60 kg vendidas ao mercado externo, com um faturamento de aproximadamente R$ 840 milhões.

O consumo de café também segue em expansão, impulsionado pela crescente adesão do público jovem à bebida. A Expocacer já exporta café para mais de 35 países e vê no mercado britânico uma oportunidade estratégica.

“O café é um elemento essencial do dia a dia no Reino Unido, e o consumo tem crescido continuamente, com cafeterias espalhadas por todos os cantos. A abertura do Hub da Expocacer em Londres reforça o conceito de ‘direct farm’, aproximando ainda mais o produtor do consumidor”, afirma Simão Pedro de Lima, Diretor Presidente Executivo da Expocacer.

A demanda por cafés especiais também tem apresentado um crescimento expressivo. Segundo a Embrapa, o consumo global desse segmento cresce 12% ao ano. Paralelamente, dados da Mordor Intelligence indicam que o mercado cafeeiro mundial, atualmente avaliado em US$ 132 bilhões, deve atingir US$ 166 bilhões até 2029, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 4,72%.

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Sustentabilidade e inovação no mercado cafeeiro

Além de impulsionar as vendas, o Hub logístico da Expocacer reduz a distância entre produtores e consumidores, facilitando o acesso a cafés de qualidade e com práticas sustentáveis. A cooperativa reforça seu compromisso com a produção de cafés ambientalmente responsáveis, incluindo cafeicultura regenerativa e de baixa emissão de carbono.

“A missão da Expocacer é levar o nome dos seus cooperados diretamente ao consumidor final. Trabalhamos para oferecer aos nossos parceiros comerciais produtos alinhados às tendências do mercado, com sabores inovadores e experiências diferenciadas”, conclui Ítalo Henrique.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agropecuária do Paraná mais que dobra faturamento em seis anos e Valor Bruto da Produção alcança R$ 212,6 bilhões

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A agropecuária do Paraná consolidou sua posição como um dos principais pilares da economia estadual ao registrar um crescimento expressivo no Valor Bruto da Produção (VBP). Dados preliminares divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostram que o faturamento bruto gerado dentro das propriedades rurais mais que dobrou nos últimos seis anos, passando de R$ 98 bilhões, em 2019, para R$ 212,6 bilhões em 2025.

O avanço nominal de 117% evidencia o fortalecimento do agronegócio paranaense, resultado da expansão da produção agrícola, do desempenho da pecuária, da valorização de diversas cadeias produtivas e da recuperação das condições climáticas nas últimas safras.

O Valor Bruto da Produção é um dos principais indicadores econômicos do setor agropecuário, reunindo aproximadamente 350 produtos, entre grãos, carnes, leite, frutas, hortaliças, produtos florestais, flores e demais atividades desenvolvidas no campo.

Pecuária lidera crescimento e representa mais da metade do VBP

A pecuária permaneceu como a principal responsável pelo crescimento da agropecuária paranaense. Em 2025, o segmento respondeu por 53% de todo o Valor Bruto da Produção estadual, alcançando faturamento de R$ 111,7 bilhões, frente aos R$ 48,7 bilhões registrados em 2019.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas cadeias de frango de corte, bovinocultura de leite, bovinocultura de corte e recria para engorda, beneficiadas tanto pelo aumento da produção quanto pela valorização dos produtos no mercado.

O frango de corte manteve-se entre as atividades econômicas mais importantes do Estado, movimentando R$ 35,5 bilhões e representando cerca de 17% do VBP estadual. Já a produção leiteira ultrapassou a marca de 4,7 bilhões de litros, enquanto a recria para engorda alcançou faturamento de R$ 7,1 bilhões.

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Agricultura registra forte expansão com soja e milho em destaque

A agricultura também apresentou desempenho expressivo no período analisado. O Valor Bruto da Produção agrícola passou de R$ 45 bilhões para R$ 91,2 bilhões entre 2019 e 2025, crescimento nominal de 103%.

A soja permaneceu como a principal atividade individual da agropecuária paranaense, gerando R$ 42,3 bilhões em faturamento. O milho também teve participação decisiva, com produção das duas safras somando aproximadamente 21 milhões de toneladas e movimentando R$ 19,1 bilhões.

Segundo o levantamento, a recuperação das condições climáticas na safra 2024/2025 favoreceu o aumento da produtividade nas principais culturas de verão e inverno, contribuindo diretamente para a elevação da renda dos produtores rurais.

Setor florestal amplia participação na economia estadual

O segmento florestal também apresentou evolução consistente ao longo dos últimos anos. O faturamento passou de R$ 4,4 bilhões em 2019 para R$ 9,7 bilhões em 2025, crescimento de 121%.

As atividades ligadas à produção de madeira, papel, celulose e demais produtos florestais passaram a representar aproximadamente 5% do Valor Bruto da Produção agropecuária do Paraná, reforçando a diversificação da economia rural do Estado.

Desempenho do campo impulsiona PIB e fortalece exportações

O crescimento do agronegócio teve impacto direto sobre a economia paranaense. Dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado avançou 2,8% em 2025, superando o crescimento de 2,3% registrado pela economia brasileira.

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No setor primário, a expansão foi ainda mais expressiva, chegando a 13,1%, acima da média nacional da agropecuária, que ficou em 11,7%.

O desempenho foi sustentado pela recuperação da produção agrícola e pelos recordes registrados nas cadeias de proteínas animais, como frangos, suínos, peixes, leite e ovos.

O fortalecimento do setor também refletiu na logística e no comércio exterior. Em 2025, os portos do Paraná movimentaram 73,5 milhões de toneladas de cargas, o maior volume da história e um crescimento de 10,1% em relação ao ano anterior. Entre os principais produtos exportados estiveram soja, milho, açúcar, óleos vegetais, madeira e outros itens do agronegócio.

Indicador mede a força econômica do campo

O Valor Bruto da Produção Agropecuária é calculado anualmente pelos técnicos do Deral a partir do levantamento dos preços recebidos pelos produtores e dos volumes produzidos em todos os municípios paranaenses.

Os dados divulgados para 2025 ainda são preliminares e permanecerão abertos para eventuais contestações por parte dos municípios durante o prazo legal. Após a análise dos recursos, o Deral publicará os números definitivos do indicador, que serve como uma das principais referências para avaliar o desempenho econômico da agropecuária paranaense.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, o crescimento do VBP demonstra a capacidade de adaptação e a competitividade do agronegócio paranaense. Segundo ele, os resultados refletem o trabalho dos produtores rurais, das cooperativas, das entidades do setor e das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção no Estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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