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Mercados Asiáticos Recuam com Pressões Geopolíticas e Queda de Tecnologia

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Os principais índices acionários da China e de Hong Kong fecharam em queda nesta terça-feira, pressionados pela desvalorização de ações do setor de tecnologia e pelo aumento das tensões geopolíticas. O movimento ocorre em meio a preocupações sobre novas restrições dos Estados Unidos ao setor de semicondutores chinês.

O índice Hang Seng Tech encerrou o dia com recuo de 1,6%, após ter iniciado o pregão com queda expressiva de 4,3%. Entre os destaques negativos, as ações do Alibaba e do Baidu recuaram 3,8% e 3,9%, respectivamente. O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,32%, ampliando sua distância da máxima atingida nos últimos três anos. Já o CSI 300, que agrupa as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, cedeu 1,11%, enquanto o índice SSEC, da Bolsa de Xangai, registrou baixa de 0,8%.

O aumento das tensões entre China e Estados Unidos influenciou o pessimismo dos investidores. Segundo notícias do mercado, o governo do ex-presidente norte-americano Donald Trump estuda endurecer as restrições sobre semicondutores para a China, reforçando sua política “America First” e ampliando as barreiras comerciais. A expectativa dessas medidas elevou as preocupações sobre o impacto na economia chinesa.

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O movimento de queda também acompanhou a desvalorização das ações chinesas listadas nos Estados Unidos na segunda-feira. “O mercado vinha tão focado no crescimento da inteligência artificial na China que acabou subestimando os riscos associados a Trump, que segue sendo um fator imprevisível”, destacou Qi Wang, diretor de investimentos da UOB Kay Hian. Ele ressaltou que os recentes movimentos de mercado reforçam a presença do chamado “risco Trump”.

A recente desvalorização também representa uma inflexão no que vinha sendo a melhor sequência de ganhos das ações chinesas de tecnologia desde 2020. O otimismo com os avanços na inteligência artificial e os bons resultados financeiros das empresas do setor haviam impulsionado o mercado, mas as recentes incertezas geopolíticas levaram a um movimento de reavaliação.

Desempenho dos principais índices da Ásia-Pacífico:

  • Tóquio (Nikkei): -1,4% (38.237,79 pontos)
  • Hong Kong (Hang Seng): -1,32% (23.034 pontos)
  • Xangai (SSEC): -0,80% (3.346 pontos)
  • China continental (CSI 300): -1,11% (3.925 pontos)
  • Seul (Kospi): -0,57% (2.630 pontos)
  • Taiwan (Taiex): -1,19% (23.285 pontos)
  • Cingapura (Straits Times): -0,30% (3.915 pontos)
  • Sydney (S&P/ASX 200): -0,68% (8.251 pontos)
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Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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