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Exportações de café não torrado registram alta de 70% no preço médio em fevereiro

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Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (24) revelam que o preço médio das exportações de café não torrado nos quinze primeiros dias úteis de fevereiro de 2025 apresentou um expressivo crescimento de 70,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor negociado atingiu a média de US$ 5.922,00 por tonelada, frente aos US$ 3.467,50 registrados em fevereiro de 2024.

Apesar da valorização, o volume exportado apresentou retração. A média diária de embarques nos primeiros quinze dias úteis de fevereiro de 2025 foi de 9,490 toneladas, uma queda de 16,7% em comparação à média de 11,395 toneladas registrada ao longo de fevereiro de 2024. No total, foram exportadas 142,350 mil toneladas no período analisado deste ano, enquanto, no mesmo mês do ano passado, o volume foi de 216,518 mil toneladas.

O faturamento total com as exportações de café não torrado nos quinze primeiros dias ú́teis de fevereiro de 2025 alcançou US$ 842,999 milhões, superando os US$ 750,778 milhões registrados nos 19 dias ú́teis de fevereiro de 2024. O faturamento diário também registrou crescimento significativo, atingindo US$ 56,199 milhões, um aumento de 42,2% em relação à média diária de fevereiro de 2024, que foi de US$ 39,514 milhões.

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Café torrado, extratos, essências e concentrados também registram crescimento

As exportações de café torrado, extratos, essências e concentrados também apresentaram crescimento no faturamento. Nos quinze primeiros dias ú́teis de fevereiro de 2025, a receita alcançou US$ 64,662 milhões, superando os US$ 61,361 milhões contabilizados ao longo de fevereiro de 2024. A média diária de faturamento subiu 33,5%, atingindo US$ 4,310 milhões, ante os US$ 3,229 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

O volume exportado do produto, porém, apresentou leve recuo. Nos quinze primeiros dias ú́teis de fevereiro de 2025, foram embarcadas 5,280 toneladas, contra 7,136 toneladas exportadas nos 19 dias de fevereiro de 2024. A média diária de embarques foi de 352 toneladas, registrando uma queda de 6,3% em comparação à média de 375 toneladas registrada ao longo do mesmo mês do ano passado.

O preço médio do produto também apresentou expressiva valorização. Nos quinze primeiros dias ú́teis de fevereiro de 2025, o café torrado, extratos, essências e concentrados foram negociados a US$ 12.246,50 por tonelada, um aumento de 42,4% em relação ao preço médio registrado em fevereiro de 2024, que foi de US$ 8.598,10.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Portos brasileiros avançam em sustentabilidade com foco na redução de emissões e eficiência logística

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O setor portuário global, responsável pela maior parte do comércio internacional e por mais de 95% das exportações brasileiras, intensifica a adoção de práticas sustentáveis diante da pressão para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, o transporte marítimo responde por cerca de 3% das emissões globais relacionadas à energia, com projeções que indicam possível aumento significativo até 2030 caso não haja mudanças estruturais.

No Brasil, o desafio é ampliado pela combinação entre a movimentação intensa de navios, caminhões e trens nas áreas portuárias, além de limitações históricas de infraestrutura logística terrestre. Diante desse cenário, o governo federal e o setor privado têm ampliado investimentos em soluções voltadas à descarbonização e à eficiência operacional.

Governo amplia políticas de descarbonização no setor portuário

O Ministério de Portos e Aeroportos vem liderando iniciativas para acelerar a transição energética no setor. Entre as ações estão eletrificação de equipamentos, uso de energia em terra para navios atracados (Onshore Power Supply – OPS), monitoramento de emissões e incentivo ao uso de combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.

O ministro da pasta, Tomé Franca, destaca que a agenda sustentável está no centro da estratégia de modernização logística do país.

“Nosso compromisso é com a construção democrática de políticas públicas que estimulam a sociedade a aderir práticas sustentáveis que estão na agenda dos debates sobre o futuro do Brasil e do nosso planeta”, afirmou.

Política de Sustentabilidade redefine padrões do setor de transportes

Em 2025, foi lançada a Política de Sustentabilidade do modal de transporte, que orienta os setores portuário, aeroportuário e hidroviário com base em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

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A iniciativa estabelece diretrizes para gestão pública e privada, buscando integrar eficiência operacional, transparência e responsabilidade socioambiental em toda a cadeia logística brasileira.

Segundo o secretário nacional de Portos do MPor, Alex Ávila, os portos assumem papel estratégico na transição energética global.

“Mais do que pontos de passagem e comércio, os portos são estruturas estratégicas para viabilizar novas soluções energéticas e apoiar a descarbonização da navegação”, destacou.

A política também está alinhada aos compromissos climáticos do Brasil no Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Portos brasileiros adotam soluções tecnológicas e energia limpa

Diversos complexos portuários já avançam na implementação de tecnologias voltadas à sustentabilidade e à redução de emissões:

  • Porto de Santos (SP)
    • O maior porto da América Latina implantou sistema de energia elétrica em terra (OPS) para rebocadores atracados. A energia limpa, proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga, reduz o uso de diesel e as emissões de CO₂ desde 2024.
  • Porto de Paranaguá (PR)
    • O terminal investe em expansão ferroviária e energia solar. O projeto Moegão, em fase final, ampliará a capacidade logística, enquanto sistemas fotovoltaicos já contribuem para reduzir emissões desde 2023.
  • Porto de Suape (PE)
    • O complexo será o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina, com automação e infraestrutura digital integrada. A operação deve iniciar até o fim do ano.
  • Complexo do Pecém (CE)
    • O porto avança na consolidação de um hub de hidrogênio verde, com foco na produção de amônia verde e expansão da infraestrutura energética até 2030.
  • Porto do Açu (RJ)
    • O terminal aposta em um corredor verde para combustíveis de baixo carbono e projetos ligados ao hidrogênio, além de iniciativas para descarbonização da indústria siderúrgica.
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Infraestrutura portuária acelera transição energética no Brasil

O Ministério de Portos e Aeroportos também coordena programas estratégicos para modernizar o setor e reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Entre eles está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A., que avalia embarcações com base em 39 indicadores ambientais, sociais e operacionais.

Outro destaque é o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos), que estabelece metas para eficiência energética, modernização da infraestrutura e redução progressiva das emissões no setor.

O ministro Tomé Franca reforça que os programas são essenciais para a transformação do modal logístico brasileiro.

“O PND-Portos e o PND-Navegação são instrumentos que vão guiar a transição energética dos setores portuário e aquaviário, alinhando o Brasil às melhores práticas globais”, afirmou.

Na interface com o setor privado, o Pacto pela Sustentabilidade já reconheceu empresas comprometidas com práticas ESG, incluindo iniciativas apresentadas durante conferências internacionais como a COP30, em Belém (PA).

Setor portuário reforça protagonismo na agenda climática global

Com a adoção de novas tecnologias, políticas públicas e investimentos privados, os portos brasileiros se consolidam como peças-chave na estratégia nacional de descarbonização.

A tendência é que a combinação entre energia limpa, digitalização e eficiência logística transforme o setor em um dos principais vetores da transição energética do país nas próximas décadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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