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Estão Abertas as Inscrições para o 9º Congresso Mundial Braford

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A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) anunciou a abertura das inscrições para o 9º Congresso Mundial Braford e para a Exposição Nacional Hereford. Ambas as atrações, que acontecerão de 28 de abril a 4 de maio de 2024, no Parque Assis Brasil, em Esteio (RS), reunirão criadores e expositores de diversas partes do mundo, com o objetivo de promover a valorização da genética das raças Hereford e Braford. As competições, que prometem destacar a alta qualidade dos animais, serão o ponto alto dos eventos.

Os interessados em participar podem realizar a inscrição até o dia 21 de março, de forma presencial na sede da ABHB, localizada na Av. General Osório, 1094, em Bagé-RS, ou ainda por meio do e-mail [email protected]. Para mais informações, a associação também disponibiliza os números (53) 3242-1332 e (53) 99942-9095.

A ABHB já definiu as datas para a admissão dos animais. Para a raça Braford, os terneiros serão admitidos no dia 30 de abril, a partir das 8h, e os animais adultos a partir das 14h. O julgamento de admissão dos animais rústicos será realizado no dia 1º de maio, a partir das 8h. Para a raça Hereford, o julgamento de admissão ocorrerá em 2 de maio, com os terneiros e adultos sendo avaliados a partir das 8h e os animais rústicos a partir das 14h.

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O regulamento traz algumas novidades importantes, como a admissão de fêmeas com cria ao pé, desde que os terneiros tenham no máximo 205 dias de idade. Além disso, os animais podem participar da competição se estiverem ao pé da mãe, desde que ambos estejam na mesma modalidade. Caso os dois participem do grande campeonato, deverão ser classificados em suas respectivas categorias.

Outra novidade envolve o diagnóstico de gestação no momento da admissão. As fêmeas com prenhez devem ter, no mínimo, 30 dias de gestação para a modalidade argola e 26 dias para a modalidade rústica. Fêmeas doadoras devem apresentar laudo de coleta com validade de até 180 dias. Para as demais fêmeas, é necessário informar sobre a prenhez no momento da inscrição ou até o término da admissão.

A identificação dos animais e das cabanhas será realizada de forma padronizada pela ABHB, e a acomodação dos animais ocorrerá de acordo com a classificação do Ranking Nacional de Criadores de cada modalidade. A ordem de disposição das cabanhas será divulgada após o encerramento das inscrições.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agricultura de precisão e manejo de solo ajudam produtores a reduzir perdas climáticas e aumentar estabilidade da soja e do milho

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A sucessão de fenômenos climáticos extremos nos últimos anos tem imposto desafios crescentes à produção agrícola brasileira. Desde a safra 2020/21, o campo convive com a alternância frequente entre La Niña e El Niño — já são cinco episódios de La Niña e um de El Niño em apenas seis anos — cenário que tem impactado diretamente a produtividade, especialmente em culturas como soja e milho.

Com seguros agrícolas cada vez mais caros e de cobertura limitada, parte dos produtores rurais enfrenta maior vulnerabilidade financeira, agravada também pela desvalorização dos grãos em determinados períodos. Nesse contexto, estratégias de manejo e tecnologia no campo passam a desempenhar papel central na redução de riscos.

Manejo do solo e plantas de cobertura reduzem impactos da seca

Embora o controle das condições climáticas não esteja ao alcance do produtor, práticas de manejo vêm sendo adotadas para minimizar perdas causadas por irregularidade de chuvas e períodos de estiagem.

Em Brasilândia do Sul, no noroeste do Paraná, o produtor rural Agnaldo Leite implementa desde 2018 o cultivo de milho em consórcio com crotalária e braquiária em uma área de 275 hectares. O objetivo é melhorar a estrutura do solo e aumentar sua capacidade de retenção de umidade.

A propriedade possui solos de textura mista, com teor de argila entre 25% e 50%, o que exige maior cuidado em períodos secos. Segundo o produtor, as plantas de cobertura são semeadas ainda com o milho safrinha em desenvolvimento, garantindo maior formação de palhada após a colheita.

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Na sequência, a soja é implantada sobre essa cobertura vegetal, o que contribui para manter a umidade do solo por mais tempo e amplia a janela ideal de plantio.

Além disso, a crotalária desempenha função importante no controle de nematoides e na reciclagem de nutrientes, auxiliando na disponibilidade de fósforo e potássio para as culturas seguintes.

Agricultura de precisão amplia eficiência no uso de insumos

Outro pilar adotado na propriedade é a agricultura de precisão, com uso de plantadeira de taxa variável para aplicação de fertilizantes conforme as necessidades identificadas em análise de solo.

O sistema permite ajustar a adubação de forma localizada, evitando desperdícios e melhorando a eficiência no uso de insumos, o que impacta diretamente no desempenho das lavouras.

Segundo o engenheiro agrônomo da C.Vale, Mateus Delai, que acompanha a área, o conjunto de práticas adotadas pelo produtor contribui para a recuperação da fertilidade do solo ao longo do tempo.

Solo recuperado e produtividade mais estável

O resultado do manejo integrado tem sido percebido na evolução da propriedade e na estabilidade produtiva das culturas.

O produtor relata que a combinação entre plantas de cobertura e agricultura de precisão transformou a qualidade do solo ao longo dos anos.

“Eu brinco com meus amigos dizendo que, se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, eu não compraria essas terras. Era um solo muito pobre, destruído. Hoje é um solo muito lindo. O fator que limita a minha produtividade não é mais o solo, é a chuva”, afirma Agnaldo Leite.

Segundo ele, as produtividades de soja e milho se tornaram mais consistentes, mesmo diante das variações climáticas registradas nas últimas safras.

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Tecnologia e manejo são caminhos para reduzir riscos no campo

Diante da instabilidade climática crescente, especialistas do setor reforçam que a adoção de práticas como agricultura de precisão, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura tende a ganhar ainda mais importância nos próximos anos.

Essas estratégias não eliminam os impactos do clima, mas ajudam a reduzir perdas, melhorar a eficiência produtiva e aumentar a resiliência dos sistemas agrícolas.

No cenário atual, em que eventos extremos se tornam mais frequentes, a combinação entre tecnologia e manejo adequado do solo se consolida como um dos principais caminhos para garantir estabilidade produtiva e sustentabilidade econômica no campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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