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Seca na Índia impulsiona cotações do açúcar nas bolsas internacionais

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A quebra repentina da safra de cana-de-açúcar na Índia, atribuída a uma seca severa que impacta a reta final da colheita, segue sustentando a alta nas cotações do açúcar no mercado internacional. Com a redução da oferta no segundo maior produtor mundial da commodity, os preços continuam pressionados nas bolsas.

Na última quarta-feira (19), os contratos negociados na ICE Futures de Nova York atingiram novas máximas em dois meses. Segundo a Reuters, circulam informações de que a Índia deve exportar apenas 700 mil toneladas nesta temporada, volume inferior à cota de um milhão de toneladas inicialmente prevista.

“O fechamento antecipado de usinas indianas é resultado das condições de seca. Além disso, o Serviço Meteorológico Mundial alerta que a estiagem no centro-leste e nordeste do Brasil pode levar ao estresse da cana-de-açúcar”, destacou a corretora Admisi em nota divulgada pela agência internacional de notícias.

Nova York

O contrato para março/25 da ICE de Nova York encerrou a sessão cotado a 20,69 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 17 pontos em relação ao pregão anterior. O contrato maio/25 subiu 23 pontos, sendo negociado a 19,39 centavos de dólar por libra-peso. Os demais vencimentos registraram valorização entre 8 e 21 pontos.

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Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também apresentou ganhos em todos os vencimentos. O contrato maio/25 foi negociado a US$ 547,60 por tonelada, alta de US$ 5,80 ou 1,1% em comparação ao dia anterior. O contrato agosto/25 registrou alta de US$ 5,50, chegando a US$ 528,70 por tonelada. Os demais vencimentos tiveram ganhos entre US$ 2,20 e US$ 4,90.

Mercado Doméstico

No Brasil, o mercado interno registrou queda pelo sétimo dia consecutivo, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 139,24, contra R$ 142,09 no dia anterior, representando uma desvalorização de 2,01%.

Etanol Hidratado

O preço do etanol hidratado também recuou no Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi comercializado pelas usinas a R$ 2.942,00 por metro cúbico, uma queda de 0,34% em relação aos R$ 2.952,00 praticados no pregão anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de soja dos EUA seguem 20% abaixo do ano passado, enquanto embarques de milho avançam 26%, aponta USDA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu mais recente relatório semanal de embarques de grãos, confirmando o forte desempenho das exportações norte-americanas de milho e o ritmo ainda mais lento da soja em comparação com a temporada anterior.

Os dados referentes à semana encerrada em 11 de junho mostram que os embarques de soja e milho ficaram dentro das expectativas do mercado, enquanto o trigo apresentou resultado inferior ao esperado pelos analistas.

O relatório é acompanhado de perto por agentes do agronegócio mundial por servir como importante indicador da demanda internacional pelos grãos produzidos nos Estados Unidos, principal concorrente do Brasil no mercado global.

Embarques de soja permanecem abaixo da temporada passada

De acordo com o USDA, os Estados Unidos embarcaram 522,687 mil toneladas de soja na última semana, volume situado dentro da faixa projetada pelos operadores, que variava entre 345 mil e 600 mil toneladas.

Apesar do desempenho semanal positivo, o acumulado da safra 2025/26 ainda demonstra desaceleração em relação ao ano anterior.

Até o momento, os embarques norte-americanos de soja somam 36,596 milhões de toneladas, resultado 20% inferior ao registrado no mesmo período da temporada passada.

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O cenário reforça a forte concorrência no mercado internacional de soja, especialmente diante da ampla oferta brasileira e do avanço das exportações da América do Sul nos últimos meses.

Milho mantém ritmo forte e supera temporada anterior

No milho, os números seguem impressionando o mercado internacional.

Os embarques semanais alcançaram 1,637 milhão de toneladas, dentro das projeções que variavam entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas.

Com esse resultado, o volume total embarcado pelos Estados Unidos na temporada chega a 65,614 milhões de toneladas, um crescimento de 26% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior.

O desempenho confirma a forte demanda global pelo cereal norte-americano e reforça a competitividade dos Estados Unidos no comércio internacional de milho.

Segundo a analista internacional Karen Braun, o ritmo atual das exportações é historicamente elevado.

Ela destaca que os embarques de soja vêm permanecendo acima da média semanal há vários meses, enquanto os volumes de milho continuam muito superiores aos padrões históricos.

A especialista observa ainda que, na semana anterior, os embarques de milho ultrapassaram a marca de 2 milhões de toneladas pela quinta vez no atual ano comercial, um desempenho considerado raro dentro das mais de quatro décadas de registros disponíveis.

Trigo decepciona e fica abaixo das expectativas

Diferentemente da soja e do milho, os embarques de trigo apresentaram desempenho mais fraco.

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O USDA informou exportações semanais de 334,292 mil toneladas, abaixo da faixa esperada pelo mercado, que variava entre 350 mil e 550 mil toneladas.

Com o início do ano comercial 2026/27 para o trigo em 1º de junho, o volume acumulado de embarques alcança 554,075 mil toneladas.

O resultado representa uma queda de 6% em relação ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Mercado acompanha demanda global por grãos

Os números divulgados pelo USDA reforçam o atual cenário de forte demanda mundial por milho, ao mesmo tempo em que evidenciam os desafios enfrentados pela soja norte-americana para recuperar participação no mercado internacional.

Para produtores, exportadores e tradings, os dados seguem sendo um importante termômetro da competitividade dos Estados Unidos e da dinâmica global do comércio de grãos.

Nas próximas semanas, o mercado continuará monitorando o avanço da safra norte-americana, o comportamento da demanda internacional e a competitividade das exportações brasileiras, fatores que devem influenciar diretamente a formação dos preços globais de soja, milho e trigo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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