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Dr. João destaca presença de Temer como pontapé da retomada do protagonismo do MDB em MT e no país

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Com ampla atuação no estado, partido deverá ter forte candidata ao Senado e possui comando da primeira-secretaria

O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) esteve em Cuiabá nesta semana, em um evento que marcou o pontapé do início da reestruturação do MDB no estado. A visita foi destacada pelo deputado estadual Dr. João, primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), como um passo fundamental para o partido retomar seu protagonismo na política mato-grossense e nacional.

Dr. João, que é uma das principais lideranças do MDB no estado, ressaltou a importância da presença de Temer, uma figura histórica do partido, para fortalecer a sigla e projetar novos rumos. “A visita do ex-presidente Michel Temer é um sinal claro de que o MDB está se reerguendo em Mato Grosso. Temos um histórico de protagonismo na política estadual e nacional e essa é a oportunidade alçarmos voos maiores”, afirmou o deputado.

“Temer é uma liderança histórica do MDB, e sua visita demonstra a atenção que ele dá a Mato Grosso, um estado estratégico e dos mais importantes do país. Sua experiência e visão são fundamentais para inspirar nossa reestruturação e fortalecer o partido”, completou o primeiro-secretário.

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Temer também destacou o papel de protagonista do MDB durante encontro da sigla realizado em Cuiabá: “O MDB é isso, desde o seu início. Às vezes nos esquecemos da presença extraordinária que o MDB teve no nosso país, desde a redemocratização, desde o momento em que o Bezerra, antes de mim, ajudou a constituir o MDB. Além da redemocratização, o MDB sempre teve uma bancada forte na Câmara e no Congresso Nacional. Não foi por acaso que fui três vezes presidente da Câmara dos Deputados. E os grandes projetos dos governos, inclusive no plano social, só foram possíveis com o apoio do MDB no Congresso Nacional”.

“As reformas que realizamos e a aproximação com o Congresso Nacional são frutos do MDB, e eu acredito que é isso que o MDB precisa pregar: a democracia e suas potencialidades administrativas”, completou o ex-presidente.

Um dos pontos altos da reestruturação do MDB no estado é a possível candidatura da deputada estadual Janaína Riva ao Senado. Com ampla experiência política e forte atuação na ALMT, Janaína é vista como um nome estratégico para fortalecer a bancada do partido no Congresso Nacional.

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Além disso, o MDB detém o cargo de primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, atualmente ocupado pelo deputado Dr. João, o que reforça a influência do partido no Legislativo estadual. A sigla também conta com a possibilidade de lançar novos nomes para as eleições estaduais, ampliando sua representação na ALMT.

O trabalho também é feito para garantir a reeleição de seus três atuais deputados estaduais: Dr. João, Juca do Guaraná e Thiago Silva. A manutenção dessas lideranças, somada à entrada de novos nomes, pode fortalecer ainda mais o partido no cenário político de Mato Grosso.

“Temos um grupo coeso e comprometido com o desenvolvimento do estado. A reeleição dos nossos parlamentares e a chegada de novos nomes serão fundamentais para consolidar o MDB como uma força política renovada e pronta para os desafios futuros”, finalizou Dr. João.

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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