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STOXX 600 Flerta com a Estabilidade, Impactado por Perdas no Setor Imobiliário e Impulso da Antofagasta

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O principal índice acionário da Europa, o STOXX 600, apresentava leve queda nesta quarta-feira, em um movimento de estabilidade. O impulso das ações da mineradora Antofagasta, após uma elevação em sua classificação de risco, era contrabalançado pelas perdas no setor imobiliário e pela pressão dos rendimentos elevados dos títulos europeus.

O índice STOXX 600 recuava 0,06%, alcançando 556,82 pontos, após ter atingido um recorde na sessão anterior. O setor de viagens e lazer, por sua vez, sofreu uma queda de 1,1%, com a Jet2 registrando uma desvalorização de 9,8%. A companhia britânica de viagens continua enfrentando a pressão da inflação sobre os custos de insumos.

Os rendimentos dos títulos da zona do euro subiam pelo quarto dia consecutivo, restringindo quaisquer ganhos potenciais nas ações. O setor imobiliário, altamente sensível às taxas de juros, viu suas ações recuarem 0,4%, com as construtoras listadas em Londres liderando as perdas nesse subsetor.

Em termos políticos, os líderes europeus destacaram a necessidade de um aumento nos gastos com defesa, em virtude do papel mais reservado dos Estados Unidos na defesa da Europa, o que provavelmente resultará em um crescimento dos empréstimos governamentais.

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O setor automobilístico permaneceu praticamente inalterado, após a proposta de tarifas de 25% apresentada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sendo vista pelos investidores como uma ferramenta de negociação. Já o setor de energia avançou 0,5%, acompanhando os preços do petróleo, enquanto o setor de serviços públicos se destacou como o maior vencedor do dia, com uma valorização de 1,2%.

As ações da Antofagasta subiram 2,9% depois que o banco J.P. Morgan elevou a classificação da mineradora de “underweight” para “overweight”.

Nos mercados locais, os índices apresentaram variações distintas: em Londres, o índice Financial Times recuou 0,13%, aos 8.754 pontos; em Frankfurt, o DAX caiu 0,01%, aos 22.842 pontos; em Paris, o CAC-40 perdeu 0,22%, aos 8.188 pontos; em Milão, o Ftse/Mib subiu 0,66%, aos 38.807 pontos; em Madri, o Ibex-35 registrou baixa de 0,30%, aos 1.104 pontos; e em Lisboa, o PSI20 teve valorização de 0,61%, aos 6.728 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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