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Queda nas Exportações de Café Não Torrado na 3ª Semana de Fevereiro de 2025

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Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025, indicam uma queda no volume de café não torrado exportado durante os dez primeiros dias úteis de fevereiro deste ano. A média diária das exportações foi de 10,072 toneladas, o que representa uma redução de 11,6% em relação ao mesmo período de 2024, que registrou uma média de 11,395 toneladas. No total, o volume embarcado nos primeiros dez dias de fevereiro de 2025 somou 100,723 milhões de toneladas, frente a 216,518 milhões de toneladas exportadas no mês inteiro de fevereiro do ano passado.

O faturamento das exportações de café não torrado nos dez primeiros dias de fevereiro de 2025 foi de US$ 595,701 milhões, enquanto no mês inteiro de fevereiro de 2024 o total foi de US$ 750,778 milhões. O faturamento diário no início de fevereiro de 2025 foi de US$ 59,570 milhões, refletindo um crescimento de 50,8% em relação à média diária de US$ 39,514 milhões observada em fevereiro de 2024.

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No entanto, o preço médio do café não torrado apresentou um aumento de 70,6%, com o grão sendo negociado a US$ 5.914,00 por tonelada nos dez primeiros dias de fevereiro de 2025, comparado aos US$ 3.467,50 do mesmo mês em 2024.

Em relação ao café torrado, extratos, essências e concentrados, as exportações também registraram desempenho positivo, mas com volumes mais baixos. O faturamento nas exportações desses produtos somou US$ 46,461 milhões nos dez primeiros dias de fevereiro de 2025, abaixo dos US$ 61,361 milhões obtidos em fevereiro de 2024. A média diária de faturamento foi de US$ 4,646 milhões, o que representa um crescimento de 43,9% em comparação à média diária de US$ 3,229 milhões do ano anterior.

O volume exportado de café torrado, extratos e concentrados foi de 3,802 toneladas nos dez primeiros dias de fevereiro de 2025, uma queda em relação às 7,136 toneladas embarcadas nos 19 dias de fevereiro de 2024. A média diária do volume embarcado foi de 380 toneladas, com um aumento de 1,2% frente à média de 375 toneladas no mês passado.

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No tocante ao preço médio, o valor do café torrado e seus derivados foi de US$ 12.219,20 por tonelada, o que representa um aumento de 42,1% em relação aos US$ 8.598,10 registrados durante o mês inteiro de fevereiro de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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