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ANCP Promove Encontro Inovador para Reforçar Estratégias no Setor Pecuário

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Entre os dias 22 e 24 de janeiro, a Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) realizou, em Ribeirão Preto (SP), a edição de 2025 do seu tradicional encontro de consultores, agora em formato de convenção. Com o tema “ANCP Conecta 2025”, o evento apresentou uma abordagem inovadora, reunindo especialistas do setor para discutir novas estratégias e fortalecer a atuação da associação.

Durante três dias, a convenção focou nos principais pilares da nova gestão da ANCP: comunicação, transparência e mudanças. Consultores de diversas regiões do Brasil e de países vizinhos, equipes técnicas e administrativas, além da diretoria e presidência da ANCP, participaram das discussões e atividades, que se destacaram pela profundidade e relevância dos temas abordados.

O primeiro dia do evento foi marcado por palestras e atividades dinâmicas. Em parceria com o Rehagro, o economista Alexandre Monteiro apresentou as principais tendências do mercado de negócios, enquanto o Grupo Thera Investimentos destacou as oportunidades de investimento no setor pecuário. Os participantes também participaram de um workshop prático com Daniela Sabino, da Transformmare Consultoria, focado em estratégias para superar os desafios da pecuária.

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No segundo dia, consultores e equipes tiveram acesso a conteúdos técnicos especializados, abordando temas como eficiência alimentar, genômica, avaliação genômica da raça Sindi, otimização da produtividade, sustentabilidade econômica da pecuária, além de estratégias de marketing e atendimento ao cliente. A programação incluiu também o debate sobre a parceria técnico-comercial @Tech/ANCP.

A convenção foi encerrada com uma visita à Fazenda Nelore Katispera, em Sales Oliveira (SP), onde os participantes conheceram a história da fazenda, a evolução genética do rebanho e o uso de tecnologias avançadas na seleção de animais. Fernanda Borges, coordenadora de Mercado da ANCP, apresentou as ferramentas e estratégias disponíveis para os consultores, enquanto Willian Koury discutiu a importância da seleção morfológica.

Juan Pablo Acosta, consultor técnico da Colômbia, destacou a importância do encontro para o alinhamento das ações para 2025, frisando que o evento é uma excelente oportunidade para trocar conhecimentos e fortalecer a pecuária de toda a América Latina. “O alinhamento das novas ações será fundamental para termos uma associação mais forte, que vai impactar positivamente a pecuária latino-americana”, afirmou.

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Cristiano Botelho, CEO da ANCP, ressaltou que o evento foi um marco na criação de soluções inovadoras para os desafios da pecuária moderna. “Com uma abordagem colaborativa e a definição de metas claras, estamos preparados para atender às demandas dos nossos associados e garantir o fortalecimento da ANCP”, afirmou Botelho. “A transparência, a comunicação e a inovação são os pilares que nos conduzirão para um futuro mais promissor na pecuária brasileira”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Parasitas bovinos podem causar prejuízos superiores a R$ 16 bilhões anuais à pecuária

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Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha revela que a presença de parasitas nos rebanhos provoca uma perda direta de 13 quilos de peso vivo por animal ao ano na pecuária de corte e reduz em 7% a produção anual do gado de leite. O levantamento foi encomendado pela Boehringer Ingelheim, multinacional alemã que atua no mercado de saúde humana e animal.

Embora o estudo do Datafolha não tenha focado no impacto financeiro direto das infestações, dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que as perdas econômicas causadas por essas pragas superam R$ 16 bilhões por ano no País.

O cenário produtivo é agravado pelo avanço da resistência dos carrapatos às moléculas químicas tradicionais e por fatores climáticos, já que períodos de calor e alta umidade aceleram a reprodução dos parasitas nas pastagens. O carrapato lidera o ranking das ameaças sanitárias, sendo citado por 70% dos 490 pecuaristas entrevistados em 13 estados. A mosca-dos-chifres aparece em segundo lugar (48%), seguida pelo berne (17%).

O levantamento do Datafolha detectou uma assimetria entre a execução do manejo sanitário e a análise de custos dentro das propriedades. Enquanto 91% dos produtores afirmam aplicar produtos antiparasitários de forma rotineira no rebanho, apenas 20% utilizam ferramentas ou planilhas de Retorno sobre o Investimento (ROI) para balizar a compra desses insumos.

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A tomada de decisão baseada na percepção visual instantânea, sem o uso de indicadores econômicos, impulsiona o uso repetitivo dos mesmos princípios ativos. Esse fator, segundo técnicos do setor, acelera a resistência biológica dos parasitas e reduz a eficácia dos tratamentos tradicionais. O custo bruto dos medicamentos foi apontado por 47% dos entrevistados como o principal entrave no controle, seguido pela escassez de mão de obra qualificada para a aplicação dos protocolos (23%).

Além dos parasitas externos, a cadeia produtiva enfrenta o impacto das verminoses gastrointestinais. De acordo com indicadores técnicos compilados pela Boehringer Ingelheim, até 98% dos casos de vermes no rebanho ocorrem sob a forma subclínica, quando o animal não apresenta sintomas severos aparentes, mas sofre perdas na conversão alimentar.

A infecção crônica por vermes chega a reduzir em 20% o tempo de pastoreio e em 17% a ingestão de forragem pelos bovinos. Na balança, o déficit resulta em um recuo oculto de 30 a 60 quilos no ganho de peso por animal ao ano, além de atrasar a puberdade de novilhas e esticar a idade de abate, penalizando o rendimento de carcaça nos frigoríficos. Historicamente, estudos de sanidade estimam que o prejuízo potencial acumulado entre parasitas internos e externos possa atingir patamares ainda maiores se considerada toda a população animal em situação de risco regulatório.

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As atividades de corte e leite movimentam anualmente cerca de R$ 126,25 bilhões (US$ 25 bilhões) estritamente dentro das fazendas brasileiras, montante que triplica quando integrado aos segmentos de logística, indústria frigorífica e varejo de carnes e lácteos. Diante do teto produtivo imposto pelos parasitas, o controle estratégico passou a depender do uso de ferramentas de longa ação para otimizar os custos operacionais.

Fonte: Pensar Agro

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