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SeloVerde MG certifica conformidade do agro mineiro para exportação à União Europeia

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A União Europeia prorrogou os prazos para a implementação do Regulamento para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR, na sigla em inglês). Originalmente previsto para vigorar a partir de 30 de dezembro de 2024, o regulamento passará a valer a partir de 30 de dezembro deste ano para grandes empresas rurais e a partir de 30 de junho de 2026 para micro e pequenas empresas. Com isso, os produtores ganham mais tempo para aderir à plataforma SeloVerde MG, que certifica a conformidade das propriedades com as exigências ambientais do bloco europeu.

A nova regulamentação proíbe a importação de produtos oriundos de áreas desmatadas após dezembro de 2020. A exigência vale para diversas commodities, como café, soja, óleo de palma, cacau, borracha, madeira, bovinos e seus derivados. Para atender a essa norma, os produtores precisam comprovar que suas propriedades respeitam tanto a legislação ambiental brasileira quanto os critérios estabelecidos pela União Europeia, e a plataforma SeloVerde MG se torna um importante aliado nesse processo.

Tecnologia e rastreabilidade a favor do agro

A plataforma SeloVerde MG integra dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), abrangendo mais de um milhão de propriedades georreferenciadas em Minas Gerais. Atualmente, a ferramenta disponibiliza informações detalhadas sobre as cadeias produtivas do café, soja, pecuária bovina, cana-de-açúcar e eucalipto, permitindo a rastreabilidade e a certificação da conformidade ambiental de cada propriedade.

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“Com o número do CAR em mãos, o produtor pode obter gratuitamente um atestado de conformidade que comprova, com base em evidências científicas e verificáveis, que sua propriedade está em conformidade com as exigências da União Europeia. A maioria dos produtores já atende aos requisitos, mas faltava uma ferramenta pública, online e acessível para comprovar isso”, explica Felipe Nunes, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), instituição parceira no desenvolvimento da plataforma. Os dados também estão disponíveis ao público em geral.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, destaca a importância da plataforma para o setor cafeeiro do estado. “Entre todas as propriedades analisadas que produzem café, 99% já estão em conformidade, o que assegura a competitividade dos nossos produtores no mercado europeu”, afirma. Além disso, a plataforma indica que 97% das propriedades de pecuária bovina e 95% das áreas de cultivo de soja também atendem às exigências ambientais do EUDR.

Inovação e sustentabilidade no agro mineiro

Lançada em maio de 2023, a plataforma SeloVerde MG foi desenvolvida pela UFMG em parceria com o Governo de Minas Gerais, por meio do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com o apoio do programa AL-INVEST Verde da União Europeia. O projeto utiliza análises geoespaciais em larga escala para mapear e monitorar a conformidade ambiental das propriedades mineiras.

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Além de facilitar a validação do CAR, a iniciativa prevê o desenvolvimento de análises automáticas para acelerar processos de regularização ambiental e monitoramento da conservação e restauração de áreas degradadas. A plataforma já passou por atualizações e, recentemente, foi lançada a versão 1.6, aprimorando ainda mais sua eficiência e aplicabilidade.

A inovação trazida pelo SeloVerde MG também tem despertado o interesse do setor privado. Empresas e cooperativas dos segmentos de café e proteína animal têm procurado o governo mineiro para explorar sinergias entre a plataforma e seus próprios protocolos de sustentabilidade, reforçando a competitividade e o compromisso ambiental da produção agropecuária mineira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dia do Boi: Brasil lidera produção mundial de carne bovina em 2026 e reforça protagonismo no agro

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Avanço da produção, crescimento do rebanho e papel estratégico da carne bovina na alimentação colocam o Brasil no centro do mercado global, com atenção à saúde e ao consumo equilibrado.

Brasil assume liderança global na produção de carne bovina

Celebrado em 24 de abril, o Dia do Boi marca um momento histórico para o agronegócio brasileiro. O país consolidou sua posição como maior produtor mundial de carne bovina em 2025, superando os Estados Unidos e reforçando sua relevância no cenário global.

Dados recentes apontam que a produção nacional atingiu 11,1 milhões de toneladas em abates fiscalizados, crescimento de 7,2% em relação a 2024, segundo o IBGE. Quando considerados os abates informais, o volume total chega a 12,3 milhões de toneladas, conforme estimativas do setor.

Pecuária brasileira cresce com força e amplia presença nacional

A força da pecuária se distribui por todo o território nacional, com destaque para o Mato Grosso, que mantém a liderança com cerca de 14,4% do rebanho brasileiro.

Outros estados, como Bahia, Pará e Tocantins, também registram crescimento expressivo no número de animais, ampliando a base produtiva e fortalecendo a cadeia da carne bovina no país.

Consumo interno segue elevado no Brasil

No mercado doméstico, a carne bovina continua sendo um dos principais itens da dieta do brasileiro. O consumo médio anual gira em torno de 30 quilos por pessoa, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

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Esse patamar reforça a importância da proteína animal tanto para a alimentação quanto para a economia nacional, movimentando toda a cadeia produtiva.

Consumo equilibrado é essencial para a saúde

Especialistas destacam que, apesar dos benefícios nutricionais, o consumo de carne vermelha deve ser feito com moderação, especialmente por grupos específicos.

A recomendação geral indica ingestão semanal entre 350 e 500 gramas de carne vermelha já preparada, o equivalente a duas a três porções.

Pessoas com risco cardiovascular, histórico de câncer colorretal, doenças renais ou condições metabólicas devem ter atenção redobrada, priorizando cortes magros e evitando o consumo excessivo.

Escolha de cortes influencia qualidade da dieta

A diferença entre os cortes está diretamente relacionada ao teor de gordura e ao valor calórico.

Cortes magros como patinho, coxão mole, lagarto, músculo e filé mignon são mais indicados para o consumo frequente. Já opções com maior teor de gordura, como picanha, costela e cupim, devem ser consumidas com menor frequência.

Além disso, práticas como retirar a gordura aparente, evitar frituras e reduzir o consumo de carnes muito tostadas contribuem para uma alimentação mais saudável.

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Benefícios nutricionais reforçam importância da carne bovina

Quando consumida de forma equilibrada, a carne bovina pode trazer benefícios relevantes para a saúde. Entre os principais destaques estão:

  • Proteína de alto valor biológico, essencial para manutenção e ganho de massa muscular
  • Fonte de ferro heme, com alta absorção pelo organismo
  • Rica em vitamina B12, importante para o sistema nervoso
  • Presença de zinco, que contribui para a imunidade
  • Aporte de nutrientes essenciais, especialmente em dietas com alimentos de origem animal

Especialistas reforçam que não existe um único padrão alimentar ideal, e que a dieta deve ser individualizada, considerando necessidades, estilo de vida e preferências de cada pessoa.

Conclusão: liderança global e consumo consciente caminham juntos

O avanço da produção de carne bovina coloca o Brasil em posição de destaque no cenário global do agronegócio, consolidando a força da pecuária nacional.

Ao mesmo tempo, o equilíbrio entre produção, consumo e saúde se torna cada vez mais relevante, reforçando a importância de práticas sustentáveis e de uma alimentação consciente para garantir o futuro do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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