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Mercado da Soja: Preços em Queda em Chicago Após Relatório Morno do USDA e Tensões na Guerra Comercial

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Os preços da soja apresentam um novo recuo nesta quarta-feira (12) na Bolsa de Chicago, dando continuidade às perdas observadas na sessão anterior, em função de um relatório considerado morno pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Por volta das 7h20 (horário de Brasília), as cotações registravam uma queda superior a 4 pontos, com o contrato para março sendo negociado a US$ 10,38 por bushel, enquanto o de julho era cotado a US$ 10,71 por bushel.

Após a divulgação do boletim, o foco do mercado volta-se para a guerra comercial em uma nova fase, com ênfase nas relações comerciais entre China e Estados Unidos. Além disso, as condições climáticas na América do Sul, especialmente no Brasil e na Argentina, também são observadas com atenção para o andamento da safra 2024/25. Consultorias privadas já começaram a revisar suas estimativas de produção, reduzindo as projeções, enquanto o USDA manteve sua previsão inalterada, de 169 milhões de toneladas.

A Pátria Agronegócios, por exemplo, revisou sua previsão para 165,78 milhões de toneladas, o que representa uma redução de quase 2 milhões de toneladas em relação à última estimativa.

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Além disso, o mercado continua atento à escassez de soja na China e à forma como o país asiático planeja fazer suas aquisições para repor seus estoques. Outros produtos também apresentam movimento de queda, como o farelo e o óleo de soja, além do milho. Em contrapartida, o trigo registra uma alta de 1% na CBOT nesta manhã.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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