AGRONEGÓCIO

Prefeito reúne secretariado, pauta economia e metas para os primeiros 100 dias

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, reuniu todos os secretários municipais na manhã desta segunda-feira (10) para discutir as metas e entregas previstas para os primeiros 100 dias de gestão. O encontro, que também contou com a presença dos secretários adjuntos, teve como foco principal a organização e o planejamento estratégico das ações que serão implementadas nesse período.

Durante a reunião, Abilio cobrou um levantamento detalhado dos investimentos de todas as pastas e enfatizou a necessidade de uma gestão eficiente dos recursos públicos. Segundo o prefeito, cada secretário deve atuar com responsabilidade e transparência, garantindo que os investimentos sejam bem aplicados e tragam benefícios concretos para a população cuiabana.

Outro ponto destacado pelo gestor foi a otimização da mão de obra no funcionalismo municipal. Abilio ressaltou que tanto servidores efetivos quanto comissionados e trabalhadores terceirizados devem ser melhor aproveitados, visando maior produtividade e eficiência no atendimento à população. Para ele, a reorganização interna das equipes é essencial para que os serviços públicos sejam prestados de forma ágil e eficaz.

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“Precisamos ser responsáveis e trabalhar com os recursos que temos, sem onerar os cofres públicos. A prioridade é entregar resultados com eficiência e compromisso”, afirmou Abilio.

A reunião marca o início de uma gestão que será pautada pelo planejamento, rigor fiscal e compromisso com a população. As primeiras ações dos 100 dias de governo deverão ser divulgadas nos próximos dias, com foco em melhorias estruturais e aprimoramento dos serviços essenciais na capital.

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A imagem mostra uma mesa ampla, com dezenas de secretários e secretários adjuntos da gestão municipal. Comanda a reunião o prefeito Abilio, sentado em um das cabeceiras, ao lado da vice-prefeita, coronel Vânia Rosa, que também ocupa o cargo de secretária de Assistência Social.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Preço do leite ao produtor sobe 10,5% em março com oferta restrita e maior disputa entre laticínios, aponta Cepea

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O mercado de leite iniciou 2026 com forte movimento de recuperação nos preços ao produtor. Em março, o valor pago pelo litro avançou 10,5% frente a fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Com o avanço, a chamada “Média Brasil” atingiu R$ 2,3924 por litro. Apesar da reação, o valor ainda permanece 18,7% abaixo do registrado em março de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação.

No acumulado do primeiro trimestre, o aumento chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038/litro — ainda 23,6% inferior ao mesmo período do ano passado, evidenciando que o setor segue em processo de recomposição.

Oferta limitada impulsiona preços no campo

A principal força por trás da alta é a restrição na oferta de leite cru. A menor disponibilidade intensificou a concorrência entre laticínios pela matéria-prima, elevando os preços pagos ao produtor.

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) recuou 3,9% de fevereiro para março na Média Brasil, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre. Esse movimento reflete fatores sazonais, como a piora das pastagens, além do aumento dos custos com alimentação animal.

Outro ponto relevante é a postura mais cautelosa do produtor. Após margens apertadas ao longo de 2025, muitos reduziram investimentos, impactando diretamente o nível de produção.

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Custos seguem pressionando a atividade

Mesmo com a valorização do leite, os custos continuam em trajetória de alta. O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,46% em março, acumulando avanço de 2,11% nos três primeiros meses do ano.

Esse cenário mantém a rentabilidade do produtor ainda pressionada, limitando uma recuperação mais consistente da atividade no curto prazo.

Derivados disparam, mas mercado mostra desaceleração

A menor oferta de matéria-prima também impactou a indústria, restringindo a produção de derivados e elevando os preços no atacado.

Em março:

  • O leite UHT registrou alta de 18,3%
  • A muçarela subiu 6,1%

Os preços seguiram firmes até a primeira quinzena de abril. No entanto, a partir da segunda metade do mês, o mercado começou a mostrar sinais de enfraquecimento, com negociações mais lentas e resistência por parte do consumo.

Importações avançam e limitam altas

Outro fator relevante é o crescimento das importações. Em março, houve aumento de 33% nas compras externas. No acumulado do trimestre, o volume chegou a 604 milhões de litros em equivalente leite, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (-0,9%).

Esse movimento contribui para equilibrar a oferta interna e tende a limitar pressões mais intensas de alta nos preços domésticos.

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Perspectivas: alta perde força a partir de maio

A expectativa do mercado é de continuidade da valorização no curto prazo, especialmente em abril. Contudo, o ritmo de alta deve desacelerar a partir de maio.

Entre os principais fatores estão:

  • Resistência do consumidor aos preços mais elevados nas gôndolas
  • Manutenção de importações em níveis elevados
  • Possível reação gradual da produção

Diante desse cenário, a indústria tende a adotar uma postura mais cautelosa nos repasses ao produtor entre maio e junho.

Impacto para o agronegócio

O comportamento do mercado de leite reforça um cenário típico de ajuste entre oferta e demanda. Para o produtor, o momento é de recuperação parcial de preços, mas ainda com desafios relevantes em custos e rentabilidade.

Já para a cadeia como um todo, o equilíbrio dependerá da evolução do consumo interno, da dinâmica das importações e da capacidade de retomada da produção nos próximos meses.

Resumo: a alta do leite em março reflete um mercado com oferta restrita e custos elevados, mas o avanço dos preços começa a encontrar limites no consumo e na entrada de produto importado, sinalizando um cenário de maior equilíbrio nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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