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Porto de Paranaguá lidera exportações de óleo vegetal e frango congelado no Brasil

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O Porto de Paranaguá consolidou sua posição como o maior exportador de óleo vegetal e frango congelado do Brasil em 2024, destacando-se no cenário nacional pela eficiência logística e pela diversificação de suas operações. De acordo com dados do Comex Stat, o terminal paranaense liderou a movimentação de diversos produtos, consolidando-se como um dos principais corredores de exportação e importação do país.

Em 2024, o porto exportou 697.486 toneladas de óleo vegetal, correspondendo a 35,5% de toda a exportação brasileira desse produto. O frango congelado também se destacou, com 2.894.213 toneladas exportadas, o que representa 44,9% de toda a carne de frango enviada para o exterior. Além disso, Paranaguá registrou a importação de 11.140.049 toneladas de fertilizantes, o que corresponde a 24,9% do total movimentado nos portos nacionais.

No segmento de granéis líquidos, a movimentação do píer público do Porto de Paranaguá foi responsável por 53,3% de todas as operações de granéis líquidos realizadas no Brasil. Já o transporte de carne de frango congelado é feito por contêineres com controle de temperatura (reefer), sendo o Porto de Paranaguá responsável pelo maior pátio desse tipo na América do Sul, com 5.268 tomadas.

“Investimos constantemente em inteligência logística e infraestrutura de ponta para atender à demanda do mercado e alavancar as operações portuárias no Paraná”, afirmou Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. Gabriel Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná, destacou ainda os investimentos em produtos de alta demanda, como fertilizantes, com a construção de três berços exclusivos para essa carga e a possibilidade de atracar outros navios conforme a agenda de atracação.

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Diversificação e Crescimento Contínuo

A diversificação das mercadorias movimentadas pelos portos paranaenses foi um dos principais fatores que contribuíram para o recorde de movimentação em 2024. Entre os produtos destacados, açúcar, fertilizantes, cereais e cargas contêinerizadas ocuparam papel central, com um total de 66.769.001 toneladas exportadas e importadas por Paranaguá e Antonina. A operação multipropósito dos portos paranaenses garante uma produtividade constante ao longo do ano, evitando quedas no desempenho, como era comum no passado.

Apesar da queda nas exportações de soja e milho, motivada, entre outros fatores, pelos preços internacionais pouco atrativos, os portos paranaenses mantiveram seu protagonismo na movimentação de cereais. A importação de trigo, malte e cevada cresceu 76%, totalizando 1.708.673 toneladas, em comparação com 614.550 toneladas em 2023. O Porto de Paranaguá teve um aumento significativo na movimentação de cevada, com um crescimento de 168%, e na de trigo, que subiu 157%.

No segmento de açúcar, o Porto de Paranaguá exportou 6.412.716 toneladas a granel, um aumento de 17% em relação ao ano anterior, enquanto o açúcar ensacado alcançou 846.305 toneladas, crescendo 43%. As exportações de carnes de aves congeladas, transportadas em contêineres, também apresentaram um crescimento de 19%, totalizando 9.049.796 toneladas. As importações, por sua vez, aumentaram 35%, com destaque para plásticos e outros produtos.

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Investimentos e Infraestrutura em Expansão

A infraestrutura moderna e os investimentos contínuos são fundamentais para o desempenho dos portos paranaenses. Em 2024, o Porto de Paranaguá e o Porto de Antonina registraram 2.724 atracações, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. Além disso, 278.353 vagões e 392.214 caminhões acessaram os terminais, o que demonstra a eficiência e a capacidade de operação dos portos da região.

“Em 2024, destinamos mais de R$ 185 milhões para a infraestrutura, manutenção de equipamentos e novas obras”, afirmou Garcia. Os investimentos contínuos permitem que o Porto de Paranaguá se mantenha competitivo no cenário global, oferecendo soluções logísticas avançadas para o transporte de diversas mercadorias e garantindo uma operação eficiente durante todo o ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro argentino deve gerar US$ 36,1 bilhões em 2026 com avanço da soja e do milho, projeta Bolsa de Rosario

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O setor agropecuário da Argentina deve voltar a desempenhar papel decisivo na geração de dólares para a economia em 2026. A combinação entre aumento da produção de grãos e recuperação parcial dos preços internacionais elevou as projeções de exportação, em um momento em que o país segue altamente dependente da entrada de divisas externas para equilibrar suas contas.

Segundo estimativas divulgadas pela Bolsa de Comércio de Rosario, a liquidação de divisas do agronegócio argentino deve atingir US$ 36,111 bilhões em 2026. O valor representa um acréscimo de cerca de US$ 800 milhões em relação à projeção anterior e praticamente repete o desempenho estimado para 2025, mantendo o complexo agroexportador como principal fonte de dólares da economia argentina.

Soja e milho lideram revisão positiva da safra

A revisão para cima das projeções está diretamente relacionada ao desempenho esperado das principais culturas do país, especialmente soja e milho.

De acordo com a atualização do GEA-BCR, a produção de soja na safra 2025/26 foi estimada em 50 milhões de toneladas, um aumento de 2 milhões em relação à projeção anterior. Já o milho teve sua estimativa elevada para 68 milhões de toneladas, avanço de 1 milhão frente ao cálculo divulgado em abril.

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Com maior disponibilidade de grãos, o setor industrial argentino tende a ganhar fôlego ao longo do ciclo. A moagem de soja deve crescer cerca de 1 milhão de toneladas, sustentando o processamento local e ampliando a oferta de derivados. No comércio exterior, as exportações de farelo e óleo de soja também devem registrar expansão. No caso do milho, a projeção indica incremento de aproximadamente 500 mil toneladas nas vendas externas.

Cotações e fluxo de exportação sustentam receitas

Além do aumento da produção, o cenário internacional mais favorável também contribui para o reforço das receitas do agro argentino. A recuperação recente das cotações de diversas commodities agrícolas elevou o valor estimado das exportações, fortalecendo a entrada de divisas no país.

O cálculo da Bolsa de Rosario considera tanto as liquidações realizadas no Mercado Livre de Câmbio quanto as operações via Contado com Liquidação, mecanismo amplamente utilizado por exportadores argentinos.

Entrada de dólares ainda abaixo de 2025 no início do ano

Apesar da perspectiva positiva para o ano fechado, o fluxo de divisas nos primeiros meses de 2026 ainda apresenta desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.

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Entre janeiro e abril, o setor agroexportador argentino aportou cerca de US$ 8,516 bilhões, abaixo dos mais de US$ 9 bilhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025. Segundo analistas, a diferença está ligada a fatores como o efeito residual da redução temporária de retenções, antecipação de vendas no ciclo anterior e o ritmo mais lento da colheita em abril.

Ainda assim, o mercado projeta que a aceleração da safra ao longo dos próximos meses tende a compensar parcialmente esse atraso, consolidando o agro como pilar central da geração de divisas da Argentina em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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