AGRONEGÓCIO

Brasil se Prepara para o 9º Congresso Mundial Braford

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O 9º Congresso Mundial Braford, que ocorrerá de 28 de abril a 4 de maio de 2025 no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), promete reunir criadores e especialistas de diversos países, incluindo Argentina, Paraguai, Uruguai, Estados Unidos e Austrália. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), contará com uma programação diversificada, abrangendo uma gira técnica por propriedades rurais, palestras e julgamentos de animais.

Os organizadores anunciaram que, em breve, serão abertas as inscrições para a participação de animais nos julgamentos da raça Braford e na 18ª Exposição Nacional da raça Hereford, que tem previsão de ser a maior edição da história. O gerente executivo da ABHB, Felipe Azambuja, destaca que a expectativa é de um recorde de inscrições, refletindo o crescente interesse e avanço genético das raças no Brasil.

Gira Técnica e Infraestrutura do Evento

A tradicional Gira Técnica percorrerá fazendas nos municípios de Maçambará, Uruguaiana, Sant’Ana do Livramento e Arambaré, proporcionando uma imersão no sistema produtivo e avanços da pecuária nacional. Segundo Azambuja, as visitas preparatórias ocorreram em três fases: a primeira definiu o modelo de trabalho, a segunda focou na estrutura visual e comunicação dos estabelecimentos, e a terceira, que ocorrerá em breve, será dedicada à seleção dos animais que serão apresentados nas propriedades participantes.

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Paralelamente, a organização realizou inspeção no Parque Assis Brasil, em Esteio, para acompanhar os preparativos operacionais do evento. A estrutura conta com o apoio da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e do governo estadual, por meio da subsecretaria do Parque.

Parcerias Estratégicas e Expectativa para o Evento

Uma das novidades desta edição é a parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), que realizará simultaneamente o Bocal de Ouro. A ABHB e a ABCCC estão alinhando atividades conjuntas, com o objetivo de fortalecer ambos os eventos e ampliar as oportunidades para os participantes.

Esta é a segunda vez que o Brasil sedia o Congresso Mundial Braford. A primeira edição realizada no país ocorreu em 2000, na cidade de Uruguaiana (RS). O congresso, promovido a cada três anos, já teve edições na Argentina, Paraguai, Uruguai, Austrália e Estados Unidos.

Além da Gira Técnica, que percorrerá mais de 800 quilômetros no Rio Grande do Sul, a programação incluirá palestras, eventos gastronômicos e outras atividades voltadas à promoção da raça Braford e ao fortalecimento do setor pecuário internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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