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Pragas e clima desafiam citricultura no Rio Grande do Sul

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O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (30), apontou um bom desenvolvimento dos pomares de citros no Rio Grande do Sul. No entanto, a instituição destacou desafios enfrentados pelos produtores, especialmente em razão das condições climáticas e da incidência de pragas em algumas regiões do estado.

Situação regional
  • Caxias do Sul: Os pomares apresentam um bom estado geral, com produção satisfatória e baixa ocorrência de pragas. No entanto, o aumento das temperaturas elevou a evapotranspiração, exigindo atenção redobrada dos citricultores.
  • Frederico Westphalen: Os frutos estão em fase de desenvolvimento e apresentam bom pegamento, mas há preocupação com o avanço da mosca-branca, do ácaro-da-falsa-ferrugem e do ácaro-da-leprose.
  • Lajeado: O clima tem comprometido o desenvolvimento da bergamota precoce. Já o limão Tahiti tem oscilado entre R$ 30 e R$ 35 por caixa na propriedade, podendo alcançar R$ 45 no Ceasa.
  • Santa Maria e Santa Rosa: Regiões registram ataques de pulgões e larva-minadora. Em Santa Rosa, a carga de frutos ficou abaixo do esperado, com sinais de estresse hídrico prejudicando a produção.
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A falta de chuvas e as altas temperaturas podem impactar significativamente a safra, exigindo um monitoramento constante e a adoção de medidas de manejo adequadas para assegurar a produtividade e a qualidade dos frutos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Risco de geada faz mercado internacional de café operar em alta

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O mercado internacional de café abriu a semana com uma correção de preços impulsionada pelo prêmio de risco climático. A possibilidade de formação de geada nas áreas produtoras de arábica — Sul de Minas Gerais, Mogiana Paulista e Paraná — desencadeou um movimento de cobertura de posições por parte de fundos de investimento, elevando os contratos futuros nas bolsas de Nova York e Londres.

O arábica, cotado na Bolsa de Nova York, encerrou o último pregão com valorização, atingindo o equivalente a R$ 41,48 por quilo. O café conilon, negociado na Bolsa de Londres, também acompanhou a trajetória de alta, fechando o contrato de julho cotado a R$ 21,01 por quilo (considerando a cotação de R$ 5,17).

Análise de fundamentos:

  • Gestão de risco: O mercado incorporou o temor de geada como fator de volatilidade de curto prazo. A sensibilidade dos fundos às previsões meteorológicas é o motor atual dos preços.

  • Oferta: Independentemente da variação de temperatura, a sustentação das cotações permanece ancorada no cenário de oferta global restrita. O movimento de alta atual reflete o ajuste do mercado a um patamar de preço que compensa a escassez de produto.

  • Estratégia do produtor: Analistas indicam que a volatilidade deve perdurar até a consolidação dos dados sobre eventuais danos às lavouras. A recomendação técnica é de cautela na comercialização: enquanto a alta for movida estritamente pela especulação climática, o mercado está sujeito a correções rápidas; caso o frio confirme perdas reais de produtividade, a tendência de alta se consolida como um novo patamar estrutural de preços.

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O mercado físico no Brasil mantém a cautela. Produtores e tradings monitoram o comportamento das temperaturas nas próximas 48 horas como balizador para novas negociações. O cenário de preços segue atrelado à capacidade da safra brasileira em atender à demanda global, com o risco climático atuando como o principal limitador de oferta no curtíssimo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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