AGRONEGÓCIO

Prefeitura e Bombeiros vão atuar juntos para devolver abelhas para natureza

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A Prefeitura de Cuiabá através da Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico está em tratativas para formalização de um Termo de Cooperação com o Corpo de Bombeiros visando salvar abelhas que estiverem em perímetro urbano. Uma reunião de alinhamento aconteceu na segunda-feira (03), no Comando Geral do Corpo de Bombeiros, em Cuiabá e nos próximos dias deverá ser firmado o documento oficial.

A iniciativa partiu do município de Cuiabá, tendo em vista que equipes dos bombeiros ao serem chamadas para atender situações envolvendo abelhas, acabam eliminando-as. A proposta visa removê-las para um local apropriado, como na zona rural, próximo de apicultores.

“Com esta parceria nós estaremos dando vida para um ser que está no habitat urbano por causa da falta de alimentação rural. Daremos a destinação correta para as abelhas que estão hoje alojadas em áreas privadas, áreas públicas, ou até mesmo na natureza, no meio da cidade. Elas serão destinadas para o habitat delas para que possam produzir”, explicou o diretor de Agricultura e Abastecimento, da Secretaria Municipal de Agricultura Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Renildo França, que representou o secretário da Pasta, Felipe Corrêa.

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A tratativa animou o diretor operacional do Corpo de Bombeiros, coronel Heitor Fernandes. “É uma importante ação, tendo em vista que estaremos integrando o trabalho em prol da sociedade. Essa reunião de alinhamento foi esclarecedora e teremos bons resultados”, afirmou o coronel.

O Termo de Cooperação para selar a parceria será formalizado junto aos respectivos departamentos jurídicos para a aprovação dos responsáveis. “Há interesse tanto da Prefeitura de Cuiabá como do Corpo de Bombeiro, então eu creio que isso vai caminhar rapidamente”, declarou Renildo França.

Também participaram da reunião o coordenador de Agricultura Engenheiro Agrônomo Pedro Mello, o zootecnista Fernando Caxeiro da Diretoria de Agricultura e Abastecimento e o presidente da Cooperativa Cuiabana de Apicultores (Coopabel), Juraci Rodrigues do Nascimento e o coronel Josiel Borges da Silva, do gabinete do Comando Geral do Corpo de Bombeiros.

Programa de Apicultura

A Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico explicou sobre o trabalho de apicultura que é desenvolvido junto as comunidades rurais, com objetivo de expandir a formação de futuros apicultores. Trata-se de uma tarefa que exige cuidado no manuseio com as abelhas, com os devidos equipamentos de proteção individual (EPI). Tem baixíssimo investimento e boa rentabilidade.

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O programa de apicultores do Agro da Gente visa alcançar novas pessoas de assentamentos rurais e produtores de modo que exerçam outras atividades rentáveis, além de suas atividades rotineiras, e permaneçam no campo.

Há possibilidade das abelhas removidas da área urbana serem devolvidas em áreas de apicultura, favorecendo a permanência delas na natureza.

#PraCegoVer

Em uma sala estão sentados a uma mesa, seis homens em reunião. O diálogo diz respeito as tratativas referentes a possibilidade de um Termo de Cooperação prevendo uma parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e o Corpo de Bombeiros para a remoção de abelhas de áreas urbanas. A iniciativa prevê que sejam remanejadas para o habitat natural.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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