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Mercado em Alta: Ações Chinesas em Hong Kong Alcançam Máxima de Três Meses Apesar de Tarifas

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As ações chinesas listadas em Hong Kong registraram forte valorização nesta terça-feira, impulsionadas pelo interesse dos investidores em setores de alta tecnologia, como inteligência artificial e veículos elétricos. O movimento positivo ocorreu apesar da recente implementação de tarifas recíprocas entre China e Estados Unidos.

O Ministério das Finanças da China anunciou um novo pacote tarifário sobre produtos norte-americanos, em resposta à tarifa de 10% imposta pelo presidente Donald Trump sobre importações chinesas. A medida norte-americana entrou em vigor às 02h01 (horário de Brasília), frustrando a esperança de investidores de que Trump pudesse suspender as tarifas no último momento, como havia feito anteriormente com Canadá e México.

Com a confirmação das tarifas dos EUA, Pequim reagiu de imediato, anunciando taxas de 15% sobre carvão e gás natural liquefeito (GNL) norte-americanos, e de 10% sobre petróleo bruto, equipamentos agrícolas e determinados automóveis. Essas novas tarifas chinesas entrarão em vigor em 10 de fevereiro, conforme informação do Ministério das Finanças da China.

Steven Leung, especialista em negociações institucionais da corretora UOB-Kay Hian em Hong Kong, afirmou que a China busca aumentar seu poder de barganha antes de retomar as negociações comerciais. “Isso não significa que Pequim não esteja disposta a negociar”, observou Leung.

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O secretário de imprensa da Casa Branca informou que Trump conversará com o presidente chinês, Xi Jinping, nos próximos dias.

Desempenho do Mercado

O Índice de Empresas Hang Seng China encerrou o pregão em alta de 3,5%, atingindo seu maior nível em três meses. O Índice de Tecnologia Hang Seng registrou expressivo avanço de 5,1%, enquanto o índice Hang Seng de referência para Hong Kong valorizou-se 2,83%.

No acumulado do ano, o Hang Seng já registra um crescimento de 3,6%, superando outros mercados globais de relevância, como o Nikkei japonês e o S&P 500 dos Estados Unidos. Wong Kok Hoong, chefe de vendas de ações do Maybank, destacou que os investidores estão interpretando as tarifas como parte de uma estratégia de negociação entre as duas potências econômicas.

A tarifa de 10% anunciada por Trump também foi vista com certo alívio pelo mercado, uma vez que suas ameaças iniciais, feitas após sua eleição, previam imposição de tarifas de até 60% sobre produtos chineses. “Talvez seja uma forma de enxergar a situação de maneira otimista: uma tarifa de apenas 10%, e não os temidos 60%”, disse Hoong. “Os mercados podem estar começando a interpretar as tarifas como um instrumento de negociação, e um acordo com os EUA ainda é possível.”

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Desempenho dos Principais Índices Asiáticos
  • TÓQUIO: Nikkei avançou 0,72%, a 38.798 pontos.
  • HONG KONG: Hang Seng subiu 2,83%, a 20.789 pontos.
  • XANGAI: SSEC permaneceu fechado.
  • CSI300: Sem operações.
  • SEUL: KOSPI valorizou-se 1,13%, a 2.481 pontos.
  • TAIWAN: TAIEX registrou alta de 0,44%, a 22.793 pontos.
  • CINGAPURA: Straits Times teve leve desvalorização de 0,09%, a 3.823 pontos.
  • SYDNEY: S&P/ASX 200 recuou 0,06%, a 8.374 pontos.

Apesar das tensões comerciais, os mercados continuam demonstrando resiliência, impulsionados pela expectativa de negociações entre China e Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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