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Adesão ao Programa Algodão Brasileiro Responsável cresce 20,6% na safra 2023/2024

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O Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) voltada à sustentabilidade da cultura do algodão no Brasil, registrou crescimento expressivo na safra 2023/2024. No período, o programa alcançou 451 unidades produtivas e certificou um volume total de 3,04 milhões de toneladas da fibra, abrangendo 83% da produção nacional. O avanço representa um aumento de 20,6% no número de propriedades certificadas em relação à safra anterior, quando 374 fazendas aderiram ao programa, com um volume de 2,67 milhões de toneladas certificadas — um incremento de 14% na produção.

Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, esses resultados demonstram o compromisso dos produtores brasileiros com a adoção de práticas sustentáveis, abrangendo aspectos sociais, ambientais e econômicos. “Após mais de uma década de existência, o ABR se consolidou como um pilar essencial para a promoção de uma produção algodoeira sustentável e responsável no Brasil, impulsionando transformações positivas no setor. O programa incentiva práticas que respeitam a legislação ambiental e trabalhista brasileira, promovendo a melhoria contínua das propriedades rurais”, afirma.

Sustentabilidade e impacto social

Criado em 2012, o ABR tem como objetivo padronizar e aprimorar a gestão de recursos naturais, condições de trabalho e técnicas de cultivo nas fazendas de algodão. A adesão ao programa é voluntária e atesta a conformidade das propriedades com normas trabalhistas e ambientais nacionais, além de requisitos internacionais, em parceria com a Better Cotton (BC), uma das principais certificadoras de sustentabilidade do mundo.

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Na safra 2023/2024, fazendas de sete estados brasileiros participaram da iniciativa, contribuindo significativamente para o avanço da sustentabilidade no setor. Mato Grosso liderou a produção certificada, com 284 unidades produtivas e um volume de 2.125.910 toneladas, seguido pela Bahia, com 641.555 toneladas, e pelo Maranhão, com 55.682 toneladas. Além disso, as propriedades certificadas pelo ABR geraram mais de 41 mil empregos diretos, sendo 4.891 ocupados por mulheres.

Protagonismo internacional

O Brasil se destaca no cenário global como líder na produção de algodão certificado. De acordo com o último relatório da Better Cotton, o país responde por 48% da produção mundial licenciada pela entidade. Mais de um terço de todo o algodão certificado pela BC é cultivado em fazendas brasileiras.

O impacto positivo do programa também se reflete nas regiões produtoras. Nos quatro municípios brasileiros com maior produção de algodão ABR, a população dobrou nos últimos 20 anos, acompanhada por uma melhora significativa na qualidade de vida. Segundo o índice Firjan, o nível de desenvolvimento humano dessas localidades é 16,8% superior à média brasileira. Nos últimos dez anos, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nessas cidades cresceu 0,5% acima da média nacional.

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Outro diferencial do programa é o uso reduzido de água na produção. Apenas 7% da área plantada de algodão no Brasil utilizou irrigação na última safra, percentual significativamente inferior à média global, que é de 45%.

Para o presidente da Abrapa, a combinação de sustentabilidade, inovação e governança é essencial para manter o Brasil como líder global de longo prazo no setor algodoeiro. “Programas como o ABR oferecem diretrizes abrangentes para uma produção de fibra dentro dos mais elevados padrões de responsabilidade ambiental e social”, conclui Piccoli.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Viçosa reúne pesquisadores da UFV e Epamig para capacitar instrutores do Senar Minas em manejo de pragas e doenças

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O município de Viçosa, em Minas Gerais, foi palco de uma importante ação voltada ao fortalecimento da assistência técnica e da capacitação no campo. Por meio do Sistema Faemg Senar, 63 instrutores do Senar Minas participaram de um treinamento metodológico focado em manejo integrado de pragas e doenças, com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

A iniciativa teve como objetivo aproximar os avanços científicos desenvolvidos em laboratórios e áreas experimentais da realidade dos produtores rurais, contribuindo para a disseminação de tecnologias, práticas sustentáveis e estratégias de produção mais eficientes em todo o estado.

Capacitação leva inovação ao campo mineiro

Durante duas semanas, os participantes tiveram acesso a conteúdos atualizados sobre manejo fitossanitário, bioinsumos, controle biológico, ecofisiologia vegetal e novas tecnologias voltadas à agricultura sustentável. A programação incluiu atividades práticas, visitas técnicas e debates com especialistas reconhecidos nacionalmente.

Segundo o analista de Formação Profissional Rural do Sistema Faemg Senar, Alexandre Martins, a atualização constante dos instrutores é fundamental para garantir a qualidade dos treinamentos oferecidos aos produtores rurais.

“O objetivo foi proporcionar acesso às tecnologias mais avançadas que estão sendo desenvolvidas pelas instituições de pesquisa, permitindo a construção de um plano instrucional moderno e alinhado às demandas atuais do agronegócio”, afirmou.

Martins também destacou a participação da Bayer, que apresentou tendências de mercado e novas soluções para o setor agrícola.

Contato direto com pesquisadores fortalece a transferência de conhecimento

Para os instrutores participantes, a oportunidade de interagir diretamente com pesquisadores e conhecer resultados recentes de estudos científicos representa um diferencial importante na atuação junto aos produtores.

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O instrutor Igor Corsini, que atua no Sul de Minas, destacou que a capacitação abordou desafios frequentemente encontrados nas propriedades rurais.

Segundo ele, a troca de experiências permitiu discutir soluções práticas para situações do cotidiano das lavouras, além de ampliar o conhecimento sobre novas técnicas e estratégias de manejo.

Já a instrutora Jocasta Lopes, do Triângulo Mineiro, ressaltou a diversidade dos temas apresentados ao longo da programação.

De acordo com ela, os participantes tiveram acesso a conteúdos relacionados ao uso de bioinsumos, inimigos naturais, manejo fitossanitário e aplicação correta de tecnologias agrícolas, conhecimentos que serão incorporados aos cursos e treinamentos realizados pelo Senar Minas.

Especialistas apresentam avanços em manejo integrado de pragas

Entre os palestrantes convidados esteve o professor Marcelo Picanço, da UFV, uma das principais referências brasileiras em manejo integrado de pragas.

Durante sua participação, o especialista apresentou estratégias modernas de controle fitossanitário, programas de manejo integrado, uso responsável de defensivos agrícolas e métodos para reduzir perdas em produtos armazenados.

Segundo Picanço, a capacitação dos instrutores amplia significativamente o alcance das tecnologias geradas pelas instituições de pesquisa.

“O conhecimento transmitido aos instrutores chega rapidamente aos produtores rurais, contribuindo para uma agricultura mais competitiva, eficiente e sustentável”, destacou.

Bioinsumos e controle biológico ganham espaço na agricultura

A pesquisadora da Epamig, Wania Neves, apresentou resultados recentes relacionados ao manejo integrado de doenças e ao uso de bioinsumos na agricultura.

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Para ela, iniciativas como essa fortalecem a conexão entre pesquisa e produção rural, ampliando o acesso dos agricultores às inovações desenvolvidas pelas instituições científicas.

Outro destaque da programação foi a abordagem sobre ecofisiologia vegetal e sua importância diante dos desafios climáticos enfrentados pela agricultura moderna.

A professora Genaína Souza, do Departamento de Fisiologia Vegetal da UFV, explicou como o entendimento das respostas das plantas às condições ambientais pode contribuir para a redução da incidência de pragas e doenças, além de favorecer ganhos de produtividade.

“A compreensão dos mecanismos fisiológicos das plantas é fundamental para o desenvolvimento de sistemas produtivos mais resilientes e menos dependentes de defensivos agrícolas”, ressaltou.

Agricultura regenerativa e sustentabilidade em foco

A agricultura regenerativa também esteve entre os temas centrais da capacitação. A pesquisadora da Epamig Elem Martins, especialista em café regenerativo e controle biológico, conduziu atividades voltadas à identificação de insetos, manejo de inimigos naturais e utilização de bioinsumos.

Segundo a pesquisadora, manter os profissionais que atuam diretamente no campo atualizados é essencial para acelerar a adoção de práticas mais sustentáveis nas propriedades rurais.

A capacitação reforça o papel do Sistema Faemg Senar como elo entre pesquisa, inovação e produção agropecuária, promovendo a transferência de conhecimento técnico para milhares de produtores rurais mineiros e contribuindo para uma agricultura cada vez mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios futuros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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