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Pesquisa em Silagem Busca Melhorar a Eficiência da Pecuária de Corte

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Uma pesquisa inovadora voltada à avaliação de cultivares de milho, sorgo e outras culturas para a produção de silagem está em andamento no campo experimental do Campus Cedeteg da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). O projeto resulta de uma parceria entre Dakar Pesquisa Agrícola, Unicentro e CooperAliança, iniciando-se na safra de verão 2024/25. O principal objetivo é oferecer aos produtores rurais alternativas seguras e eficientes para a alimentação do rebanho ao longo do ano, promovendo maior produtividade e sustentabilidade no setor pecuário.

De acordo com o engenheiro agrônomo Igor Quirrenbach de Carvalho, responsável pelo projeto na Dakar Pesquisa Agrícola, o primeiro experimento foi plantado em 12 de setembro de 2024 e se encontra próximo da fase de colheita. O estudo abrange a avaliação de 24 híbridos de 10 empresas distintas, priorizando a produção de massa de silagem, o valor nutricional e a estabilidade produtiva ao longo dos anos.

Para Igor, a palavra-chave do projeto é segurança alimentar. “Nosso objetivo é garantir que o cooperado melhore cada vez mais o potencial nutricional da silagem produzida no campo. Precisamos assegurar quantidade e qualidade suficientes, a um custo viável”, explica. Ele ressalta ainda a importância da estabilidade genética dos híbridos. “Não adianta um híbrido ter alta produtividade em um ano e ser vulnerável a doenças no seguinte, como o enfezamento. Buscamos híbridos que combinem alta produtividade, qualidade nutricional e segurança para o produtor.”

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Com condições climáticas favoráveis nesta safra, os resultados preliminares indicam alto potencial produtivo, boa sanidade e baixa incidência de doenças. “Teremos uma produção de massa expressiva este ano, com excelente qualidade. O produtor da região de Guarapuava poderá contar com uma safra robusta de silagem, e este experimento nos permitirá identificar os materiais mais promissores para os próximos anos”, destaca Igor.

Parceria Estratégica

A cooperação entre Dakar Pesquisa Agrícola, Unicentro e CooperAliança une conhecimento técnico, infraestrutura acadêmica e aplicação prática dos resultados.

Dakar Pesquisa Agrícola: responsável pela condução dos experimentos, desde o plantio até a análise de dados. Os resultados serão apresentados aos produtores da CooperAliança e empresas parceiras.

Unicentro: por meio do Núcleo de Produção Animal (Nupran), coordenado pelo professor Mikael Neumann, cede área e infraestrutura para os estudos. Alunos e estagiários participam ativamente do projeto, adquirindo experiência prática em pesquisa agrícola.

CooperAliança: promove a aplicação dos resultados no campo, além de divulgar a pesquisa e organizar eventos, como o Dia de Campo, para que os produtores conheçam as inovações e benefícios do estudo.

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Dia de Campo

Para apresentar a pesquisa e permitir que produtores conheçam de perto os híbridos avaliados, Dakar Pesquisa Agrícola, Unicentro e CooperAliança realizarão, no dia 31 de janeiro, um Dia de Campo. O evento ocorrerá na área experimental do estudo, localizada no Campus Cedeteg, em Guarapuava.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Transição águas-seca exige planejamento nutricional para evitar perdas na pecuária de corte

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A transição entre o período das águas e a seca acende um alerta para os pecuaristas brasileiros. A redução no volume e na qualidade das pastagens compromete diretamente o desempenho do rebanho, impactando o ganho de peso dos animais e a rentabilidade das propriedades. Especialistas destacam que planejamento antecipado, manejo adequado das pastagens e suplementação nutricional estratégica são fundamentais para minimizar os prejuízos durante a entressafra.

Segundo dados da Embrapa, cerca de 95% da produção brasileira de carne bovina depende de pastagens, o que torna o manejo forrageiro um dos pilares da pecuária nacional.

Com a diminuição das chuvas, o crescimento do capim desacelera e a qualidade nutricional da forragem cai significativamente. Nesse período, os níveis de proteína do pasto podem recuar de 8% a 10% para menos de 6%, enquanto o teor de fibra aumenta, reduzindo o aproveitamento alimentar pelos animais.

Planejamento antecipado é decisivo para manter produtividade

De acordo com o zootecnista Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan Nutrição Animal, o planejamento deve ser iniciado com antecedência para evitar perdas produtivas e financeiras.

“O entendimento do ciclo da pastagem é essencial para garantir eficiência produtiva. Não ajustar o manejo nutricional e das áreas de pastejo pode comprometer o desempenho do rebanho e gerar prejuízos ao produtor”, ressalta o especialista.

O planejamento envolve tanto o manejo das pastagens quanto a definição da estratégia nutricional para o período seco. Entre as principais recomendações está o ajuste da taxa de lotação, reduzindo o número de animais por hectare para preservar a disponibilidade de forragem.

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Além disso, o monitoramento da altura do capim é considerado essencial para evitar que as áreas entrem na seca excessivamente baixas, comprometendo a oferta de volumoso aos animais.

Suplementação proteica ganha importância na seca

A redução da proteína e o aumento da fibra no capim limitam a eficiência ruminal e diminuem o aproveitamento da forragem pelos bovinos. Nesse cenário, a suplementação proteica torna-se uma ferramenta estratégica para manter o desempenho animal.

Segundo Marson, suplementos formulados especificamente para o período seco ajudam a complementar a dieta do rebanho, fornecendo nutrientes essenciais, como proteínas, minerais, vitaminas e fontes energéticas.

Os produtos destinados à seca normalmente possuem ureia e farelos proteicos na composição, auxiliando na correção das deficiências nutricionais das pastagens secas e favorecendo o consumo pelos animais.

Troca gradual do suplemento evita queda de desempenho

Especialistas recomendam que a substituição da suplementação seja feita ainda no período de transição, quando os pastos começam a perder o vigor e apresentar coloração amarelada.

A adaptação deve ocorrer de forma gradual para evitar impactos negativos no consumo e no desempenho do rebanho. A orientação técnica é iniciar a troca misturando uma parte do novo suplemento com duas partes do produto anterior. Na semana seguinte, a proporção pode ser invertida até que, na terceira semana, o novo suplemento passe a ser fornecido integralmente.

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Mercado de nutrição animal amplia foco na pecuária de seca

Diante dos desafios da transição águas-seca, empresas de nutrição animal vêm ampliando o desenvolvimento de soluções voltadas à suplementação estratégica do rebanho. A expectativa do setor é de aumento na demanda por produtos que auxiliem na manutenção do desempenho zootécnico durante os períodos de menor oferta de pastagem.

Para especialistas, propriedades que investem em planejamento nutricional conseguem atravessar a seca com maior estabilidade produtiva, preservando índices de ganho de peso, eficiência alimentar e rentabilidade da atividade pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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