AGRONEGÓCIO

Setor Avícola Gaúcho Cobra Ação do Governo para Suspensão de Embargos Internacionais

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O setor avícola do Rio Grande do Sul enfrenta desafios adicionais em meio às dificuldades geradas pela catástrofe climática que atingiu o estado no ano passado. Mesmo após a autodeclaração do Brasil como livre da Doença de Newcastle em aves comerciais – um status reconhecido em outubro de 2024 pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) – importantes mercados internacionais, como China e Chile, mantêm embargos sobre as exportações gaúchas.

Diante desse impasse, a Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) encaminhou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária e à Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, reforçando a necessidade de uma solução urgente. Segundo José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Asgav/Sipargs, “enquanto muitos mercados potenciais já retiraram as restrições, China, Chile e outros países mantêm os embargos ativos”.

A permanência dessas barreiras comerciais tem impactado severamente a cadeia produtiva, prejudicando especialmente pequenos e médios produtores, que já enfrentam dificuldades financeiras. Apesar do reconhecimento dos esforços do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e de órgãos estaduais na condução de uma análise rápida e eficiente do caso isolado de Newcastle registrado em julho de 2024, alguns países seguem resistentes à reabertura de suas fronteiras ao produto gaúcho.

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A entidade solicita ao Governo Federal a intensificação dos esforços diplomáticos para sensibilizar mercados estratégicos, como o chinês, que representa uma parcela significativa das exportações do setor. Enquanto aguardam um posicionamento favorável, os produtores mantêm o compromisso com a qualidade e segurança sanitária, aspectos que consolidaram a reputação da avicultura gaúcha no mercado internacional. Entretanto, alertam que a retomada do pleno acesso aos mercados globais é essencial para garantir a sustentabilidade do setor.

As informações são da assessoria de imprensa da Asgav.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Monitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro

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O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com um resultado histórico nas exportações. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o setor alcançou US$ 169,2 bilhões em vendas externas, consolidando sua posição como um dos principais motores da economia nacional.

Entretanto, a manutenção desse desempenho em mercados estratégicos, especialmente na União Europeia, dependerá da capacidade das cadeias produtivas de se adequarem às novas exigências internacionais de rastreabilidade e sustentabilidade.

A partir de 30 de dezembro deste ano, entra em vigor para grandes operadores o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), legislação que exigirá comprovação técnica de que produtos agrícolas comercializados no bloco não estão associados a áreas desmatadas.

Entre as cadeias mais impactadas estão as de soja e carne bovina, segmentos que possuem grande relevância na pauta exportadora brasileira e que contam com estruturas complexas de fornecimento.

Rastreabilidade digital será obrigatória

Segundo Diogo Bochnia Zuliani, professor do curso de Agronegócio da EAD UniCesumar, a nova regulamentação representa uma mudança significativa nos processos de fiscalização e validação da origem dos produtos.

Atualmente, a comprovação de conformidade é baseada em documentos como Cadastro Ambiental Rural (CAR), notas fiscais e auditorias presenciais. Com a nova norma, a validação passará a exigir evidências digitais associadas à localização exata das propriedades rurais.

“Exportadores de commodities como carne bovina e soja precisarão apresentar provas técnicas e georreferenciadas da origem de seus produtos. Sem uma rastreabilidade robusta, os produtos poderão ser classificados como de risco, comprometendo o acesso ao mercado europeu”, explica o especialista.

O novo modelo prevê o cruzamento de coordenadas geográficas das propriedades com imagens de satélite e bases de dados ambientais. Além disso, toda a movimentação da produção deverá manter um vínculo documental e digital contínuo desde a fazenda até a exportação.

“Na prática, a geolocalização da área produtiva será confrontada com mapas de cobertura florestal e imagens de monitoramento ambiental. A carga precisará manter uma trilha digital completa ao longo de toda a cadeia logística”, detalha Zuliani.

Brasil possui estrutura para atender às exigências

Apesar dos desafios, especialistas avaliam que o Brasil possui condições técnicas para atender às novas demandas internacionais.

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Um estudo realizado em maio de 2026 por universidades norte-americanas, por meio da ferramenta Fields of the World, demonstrou que sistemas de inteligência artificial foram capazes de identificar corretamente 97% das áreas agrícolas brasileiras utilizando dados espaciais e monitoramento remoto.

O resultado reforça a capacidade do país de implementar sistemas de rastreabilidade em larga escala, utilizando tecnologias já disponíveis no mercado.

Além do monitoramento via satélite, ferramentas de inteligência artificial, geoprocessamento e integração de bancos de dados têm ampliado a precisão das informações utilizadas para comprovação da origem da produção agropecuária.

Sustentabilidade se transforma em vantagem competitiva

Para grandes produtores e empresas exportadoras, o processo de adequação já está em andamento. No caso dos pequenos produtores, a implementação dependerá de maior suporte técnico, assistência especializada e atuação das cooperativas para organização das informações exigidas.

Segundo Zuliani, a principal função da tecnologia não é apenas atender às exigências regulatórias, mas proteger os produtores que atuam dentro da legalidade.

“O papel mais estratégico da tecnologia é separar o produtor regular daquele que insere na cadeia produtos de origem duvidosa. A rastreabilidade fortalece a transparência e protege quem produz de forma responsável”, afirma.

Na avaliação do especialista, a integração entre dados públicos, monitoramento ambiental e plataformas digitais pode transformar a sustentabilidade em um diferencial competitivo para o agronegócio brasileiro.

“A garantia de origem transforma a sustentabilidade em uma evidência verificável. Se o Brasil utilizar a integração de dados e o monitoramento ambiental como estratégia nacional, poderá demonstrar ao mercado internacional que produz em escala, com segurança jurídica e responsabilidade ambiental. Mais do que uma exigência regulatória, essa conformidade tende a se consolidar como uma vantagem competitiva para as exportações brasileiras”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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