Várzea Grande

Secretaria de Obras intensifica ações para recuperação da cidade após decreto de emergência

Publicado em

O represamento das demandas a partir de outubro de 2024 e as fortes chuvas deste início de ano, impactaram fortemente na infraestrutura de Várzea Grande

O cenário de infraestrutura de Várzea Grande foi fortemente impactado pelas chuvas intensas e pela desaceleração de algumas atividades, de acordo com o secretário municipal de Viação e Obras, Celso Luiz Pereira. Segundo ele, a cidade sofreu uma degradação considerável em várias áreas devido ao acúmulo de demandas e às chuvas torrenciais.

“O panorama que a gente encontrou a cidade vem em decorrência de uma certa desaceleração das atividades normais depois das eleições de 2024 e essa redução de contratados causou um certo acúmulo de demanda”, explicou Pereira. O período de transição foi ainda mais complicado pelas condições climáticas adversas, com chuvas que agravaram a situação da cidade.

Além das questões climáticas, o acúmulo de lixo nas vias públicas também tem sido um grande desafio. Pereira ressaltou que a situação se tornou ainda mais crítica devido à chuva, que arrastou o lixo para a rede de drenagem, bloqueando bueiros e galerias. “Isso causa um transtorno imenso para a sociedade”, destacou o secretário.

Leia Também:  Evento promove acolhimento de mães atípicas no Centro Municipal João Ribeiro

A falta de infraestrutura adequada em algumas passagens também resultou em danos, como o rompimento de áreas e a interrupção do fluxo de água. “Muitas passagens não tinham dimensões adequadas para o fluxo de água e por isso ocorreram rompimentos e situações de interrupção no fluxo”, explicou Pereira. Em resposta, a equipe da secretaria de Viação e Obras isolou essas áreas para garantir a segurança da população.

DESAFIO FINANCEIRO – Além das dificuldades estruturais, o Município enfrenta um grande desafio financeiro, com aproximadamente R$ 140 milhões em restos a pagar a fornecedores, cifras herdadas da gestão anterior. “Esse processo de contratação leva um tempo considerável. Você tem todos os mecanismos da legislação que, através desse decreto, poderia facilitar esses prazos”, explicou Pereira, referindo-se ao decreto de Situação de Emergência que possibilita agilidade nas contratações e foi assinado no último dia 23, pela prefeita Flávia Moretti (PL).

Apesar das dificuldades, a Pasta tem trabalhado para resolver os problemas de infraestrutura, reforça Pereira. Ele destacou que diversas ações de desobstrução já foram realizadas, com três pontos interditados, mas sem risco à vida. Um exemplo de sucesso é a reforma da ponte do Sadia III, na área rural, que estava colocando em risco o acesso à comunidade. “Felizmente, a ponte já está sendo ampliada e reformada, e será entregue a tempo para não comprometer o transporte escolar”, afirmou o secretário.

Leia Também:  Em reunião com Coren-MT, Várzea Grande discute avanços para enfermagem

O secretário mencionou os planos para melhorar as travessias na cidade, com a substituição de pontes de madeira por aduelas de concreto, além de um aumento do diâmetro de algumas passagens. “Estamos planejando aumentar o diâmetro, trocando tubos e pontes de madeira por aduelas de concreto, para resolver a situação e evitar a recorrência do problema nos próximos anos”, concluiu o secretário.

Com a situação de emergência em vigor, a prefeitura de Várzea Grande busca soluções rápidas para enfrentar os desafios e garantir condições de segurança e qualidade de vida para a população.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

Advertisement

Várzea Grande

Resultado das ovitrampas orienta força-tarefa contra o Aedes aegypti em Várzea Grande

Published

on

Equipes de Controle de Endemias e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) deram continuidade, nesta segunda-feira (10), às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, em vários bairros de Várzea Grande. A atividade faz parte da segunda etapa do trabalho realizado por meio das ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença e a intensidade da circulação do mosquito no território.

Durante a primeira etapa, realizada no mês de julho, 211 ovitrampas foram instaladas em pontos estratégicos do município. Após cinco dias de exposição, as armadilhas foram recolhidas e encaminhadas ao laboratório, onde os ovos encontrados foram contabilizados e analisados pelas equipes.

A partir dos resultados, foi possível identificar os pontos com maior concentração de ovos do Aedes aegypti. No Setor 1, que contempla a região do Grande Cristo Rei, foram trabalhados os bairros Parque do Lago, Santa Luzia, Santa Clara, Dom Bosco e Cristo Rei, com a delimitação das áreas de foco.

Segundo Roseane Félix, supervisora-geral do Setor 1, no bairro Parque do Lago, por exemplo, foi identificado que o quarteirão 22 apresentou o maior quantitativo de ovos do mosquito e, por isso, foi definido como área prioritária para a atuação das equipes.

A partir dessa identificação, a força-tarefa realizou a delimitação e o bloqueio da área, com o objetivo de eliminar a presença do vetor no quarteirão positivo e nos imóveis circunvizinhos.

Leia Também:  Rede municipal inicia ano letivo atendendo 36 mil alunos em 93 unidades escolares

Durante a ação, os agentes percorrem os imóveis de porta em porta, realizando a inspeção de quintais, recipientes que possam acumular água, caixas-d’água e outros possíveis criadouros. Também são realizadas ações de controle mecânico, com a eliminação de recipientes e focos, aplicação de larvicida, quando necessária, e orientação aos moradores.

Roseane explica que o trabalho permite direcionar as ações de campo para as áreas que apresentam maior risco.

“A ovitrampa é uma importante ferramenta de vigilância, porque nos permite identificar onde há maior circulação do mosquito. A partir dos resultados, conseguimos direcionar as equipes para uma atuação mais efetiva, realizando a eliminação dos criadouros, o tratamento quando necessário e, principalmente, orientando os moradores.”

A orientação à população é uma das principais estratégias para evitar a proliferação do mosquito, especialmente antes do período de chuvas, quando aumenta a possibilidade de formação de criadouros. Os moradores são orientados a manter os quintais limpos e sem recipientes com água acumulada, manter as caixas-d’água devidamente tampadas e evitar água parada em pratos de plantas, que devem permanecer secos ou receber areia.

Moradora do Parque do Lago há 40 anos, Conceição Lino, de 65 anos, recebeu as agentes em sua residência e destacou a importância do trabalho de orientação realizado pelas equipes.

Leia Também:  Kalil, Jayme e Pedrinho anunciam obras de asfalto, Escola e CMEI no Parque Paiaguás

“Eu já conheço elas há muito tempo e já tenho elas como minhas amigas. Acho muito importante o trabalho que elas fazem, a orientação, o conselho e a informação. É um trabalho importantíssimo, principalmente antes que chegue o período das chuvas e aumente os mosquitos. É uma forma de evitar a dengue, a zika e a chikungunya.”

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da atuação conjunta do poder público e da população. A eliminação de pequenos pontos de água parada dentro das residências é uma das principais medidas para impedir que o mosquito complete seu ciclo de reprodução.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA