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Nível do Rio Cuiabá apresenta oscilações no período chuvoso

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O nível do Rio Cuiabá está em 3 metros, conforme monitoramento da Defesa Civil de Cuiabá, realizado na manhã desta quinta-feira (23). A medição apresentada na régua indica que o nível é considerado normal.

O diretor da Defesa Civil, Ozeias Souza, destacou a variação diária nos níveis do rio é ocasionada pelas oscilações do período chuvoso. Ele enfatizou que até 4,99 metros o nível é considerado normal. De 5,00 a 8,49 metros, o rio se encontra na faixa de atenção e, a partir de 8,50 metros, o estado é de alerta.

“Na terça-feira, dia 21, o nível do rio atingiu quase 5 metros. Ontem, dia 22, estava 3,80 e hoje (23), está em 3 metros. O estado de alerta é atingido somente se o nível ultrapassar 8,49 metros. No entanto, para chegar ao estado de alerta, é necessário haver chuvas intensas na cabeceira do Rio Cuiabá”, explicou o diretor.

A Defesa Civil realiza o monitoramento do Rio Cuiabá devido ao risco de alagamentos em áreas próximas a córregos, especialmente no bairro Jardim dos Ipês, onde o rio pode ficar represado. Caso o nível do rio ultrapasse 8,49 metros, o risco de inundação aumenta, pois a água não consegue escoar adequadamente.

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“Se ultrapassar os 8,49 metros, áreas próximas aos córregos representam perigo, já que a água não consegue escoar para o rio. A região do Rio Coxipó no bairro Jardim dos Ipês, é propensa. Temos previsões de chuva e, por isso, estamos monitorando diariamente o Rio Cuiabá. Tudo é muito imprevisível. Hoje, o nível é considerado normal. Precisamos ficar vigilantes, mas sem alarmar a Baixada Cuiabana”, destacou o diretor.

Parâmetros físicos e hidrográficos da Bacia do Rio Cuiabá

Cota Normal – Até 4.99 metros

Cota de Atenção – 5,00 a 8.49 metros

Cota de Alerta – 8,50 metros

Cota de Emergência – 9,50 metros

Cota de Calamidade – 11,00 Metros

#PraCegoVer

A foto desta notícia mostra diretor da Defesa Civil, Ozeias Souza usando colete laranja da Defesa Civil. Ele monitora a régua de medição do Rio Cuiabá, que mostra o nível de 3 metros. Na galeria de imagens abaixo, há 3 fotos mostrando a régua de medição à beira do rio.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Rastreabilidade será o “novo passaporte” da proteína animal brasileira, alerta especialista em segurança dos alimentos

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A recente decisão da União Europeia de endurecer as regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira acendeu um alerta no agronegócio e reforçou uma tendência já em curso: a rastreabilidade passa a ser o principal requisito de acesso aos mercados internacionais de proteína animal.

Mais do que uma barreira comercial pontual, a medida evidencia uma mudança estrutural nas exigências globais, com maior rigor sobre controle sanitário, transparência produtiva e comprovação de origem em toda a cadeia de alimentos.

Mercado internacional exige transparência total na produção animal

Para a médica veterinária e especialista em segurança dos alimentos, Paula Eloize, o cenário internacional está evoluindo rapidamente e deve impor padrões cada vez mais rígidos aos países exportadores.

“O mercado internacional não quer apenas o produto final. Ele quer entender como esse alimento foi produzido, quais medicamentos foram utilizados, qual foi o manejo sanitário e se existe rastreabilidade suficiente para comprovar tudo isso”, afirma a especialista.

Segundo ela, o uso de antimicrobianos na produção animal já é um tema sensível globalmente e ganhou ainda mais relevância diante do avanço da resistência bacteriana.

Resistência antimicrobiana amplia pressão sobre cadeias produtivas

A especialista explica que o debate sobre o uso de antimicrobianos não é recente, mas passou a ocupar posição central nas discussões sanitárias internacionais devido ao impacto direto na saúde pública.

“O uso inadequado ou excessivo de antimicrobianos preocupa autoridades sanitárias do mundo inteiro. A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças globais pela comunidade científica”, destaca Paula Eloize.

Esse cenário tem levado países importadores a reforçarem mecanismos de controle, fiscalização e exigências documentais mais rigorosas para produtos de origem animal.

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Rastreabilidade se torna diferencial competitivo no comércio global

De acordo com a especialista, o desafio do Brasil não está restrito à adequação regulatória, mas envolve transformação estrutural nas práticas de produção e gestão sanitária.

“O Brasil possui um sistema robusto de produção e fiscalização, mas o mercado internacional é extremamente sensível a riscos sanitários. Qualquer falha de rastreabilidade ou ausência de comprovação técnica pode gerar barreiras comerciais importantes”, explica.

Ela ressalta que, em muitos mercados, especialmente o europeu, os critérios sanitários deixaram de ser apenas medidas de proteção à saúde e passaram a funcionar como diferencial competitivo.

“O consumidor europeu está mais exigente. Há uma pressão crescente por sustentabilidade, bem-estar animal, redução do uso de medicamentos e transparência. Isso influencia diretamente as regras impostas aos países exportadores”, afirma.

Exigências internacionais devem impactar também o mercado interno

Para Paula Eloize, as mudanças no comércio global também funcionam como sinal de alerta para empresas que atuam exclusivamente no mercado doméstico.

“Muitas empresas ainda tratam segurança dos alimentos como algo distante da operação diária. Mas as exigências internacionais antecipam tendências que, mais cedo ou mais tarde, chegam ao mercado interno”, avalia.

Segundo ela, práticas como rastreabilidade estruturada, controle documental e monitoramento sanitário devem deixar de ser diferenciais e passar a integrar o padrão mínimo de operação no setor.

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Gestão sanitária e controle de processos ganham protagonismo

A especialista reforça que o futuro da competitividade na proteína animal dependerá diretamente da capacidade de organização das empresas em toda a cadeia produtiva.

“Quem investir em controle de processos, documentação viva, treinamento de equipe e monitoramento técnico terá muito mais capacidade de adaptação às mudanças regulatórias que já estão em curso no mundo inteiro”, afirma.

União Europeia revisa autorizações de exportação do Brasil

Nesta semana, a União Europeia anunciou alterações na lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu, citando preocupações relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.

A medida pode impactar exportações de carnes, ovos, pescado, mel e outros produtos caso as exigências sanitárias não sejam plenamente atendidas até setembro, ampliando a pressão sobre o setor produtivo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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