AGRONEGÓCIO

Estabilidade e Firmeza no Mercado Bovino: Cenário Positivo Abre o Ano

Publicado em

O mês de janeiro apresenta um cenário de estabilidade e firmeza nos preços em toda a cadeia pecuária, conforme indicam os levantamentos realizados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o centro de pesquisas, esse panorama positivo é impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo uma demanda doméstica aquecida, o bom desempenho das vendas externas e uma oferta equilibrada de animais para abate.

Os dados analisados pelo Cepea, provenientes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), revelam um crescimento significativo nos embarques de carne bovina (considerando as modalidades fresca, resfriada e congelada) nas três primeiras semanas de janeiro. Em comparação com o mesmo período de 2024, as exportações já registraram um avanço de 26%, demonstrando a força do mercado externo para o setor.

No mercado atacadista da Grande São Paulo, a média da carcaça casada bovina tem se mantido consistentemente na casa dos R$ 23,00/kg desde o início de dezembro. Essa estabilidade nos preços no atacado tem proporcionado resultados favoráveis para os frigoríficos, garantindo margens e rentabilidade.

Leia Também:  Sine Cuiabá tem 1.164 empregos sendo 200 para analista de negócios

O Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (referente ao estado de São Paulo), por sua vez, acumula um aumento de 3% na parcial de janeiro, considerando o período até o dia 21. Esse aumento no preço do boi gordo reforça o cenário de firmeza em toda a cadeia, beneficiando também os pecuaristas.

Em resumo, o início de 2025 demonstra um mercado bovino robusto, com preços sustentados pela forte demanda interna e externa, aliada a uma oferta controlada. A combinação desses fatores contribui para um ambiente positivo para os diversos elos da cadeia produtiva, desde o produtor rural até os frigoríficos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Valor da Produção Agropecuária de Santa Catarina atinge R$ 74,9 bilhões e reforça força do agronegócio em 2025

Published

on

O agronegócio de Santa Catarina consolidou sua relevância econômica em 2025 ao alcançar um Valor da Produção Agropecuária (VPA) de R$ 74,9 bilhões, resultado que representa um crescimento de 15,1% em relação ao ano anterior. O avanço reflete a combinação de preços mais elevados e aumento do volume produzido, confirmando o papel estratégico do setor no desenvolvimento estadual.

Desempenho geral do agronegócio

De acordo com levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola, o crescimento do VPA foi sustentado por uma alta de 6,3% nos preços e um avanço de 9,5% na produção. O resultado evidencia não apenas a expansão quantitativa, mas também a valorização dos produtos agropecuários.

O desempenho reforça a importância do setor como um dos principais motores da economia catarinense, com impacto direto na geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.

Produção e cadeias produtivas em destaque

Entre os principais produtos responsáveis pelo crescimento em 2025 estão milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos. A combinação de condições climáticas favoráveis e preços sustentados contribuiu para um ciclo produtivo positivo.

A diversificação da produção segue sendo um dos pilares do agronegócio catarinense, permitindo maior resiliência frente às oscilações de mercado e aos desafios climáticos.

Leia Também:  Tecnoshow COMIGO 2025: Palestras e Dinâmicas Aprofundam Diversos Aspectos do Agronegócio
Mercado externo e exportações

O setor também manteve forte presença no comércio internacional. Em 2025, o agronegócio respondeu por mais de 65% das exportações do estado, com receitas de US$ 7,9 bilhões, registrando crescimento de 5,8% em comparação a 2024.

O desempenho reforça a competitividade dos produtos catarinenses nos mercados globais, especialmente em segmentos que exigem alto padrão de qualidade.

Preços, custos e viabilidade econômica

Apesar dos resultados positivos, a renda do produtor rural segue impactada pela volatilidade de preços. No período pós-pandemia (2021 a 2025), as oscilações de mercado passaram a ter maior influência sobre a rentabilidade do que as variações climáticas.

Culturas como arroz, cebola e alho apresentaram maior sensibilidade às mudanças de preços, com impacto direto nas margens. Em contrapartida, produtos como soja e alho operam com maior margem de segurança, ainda que este último exija elevado investimento.

As culturas de verão tendem a oferecer maior estabilidade e retorno mais previsível, enquanto as de inverno, embora possam gerar margens elevadas por hectare, apresentam maior risco e necessidade de capital.

Leia Também:  Maior empregador do Brasil, JBS vai promover 40 mil pessoas em 2024
Indicadores e gestão de risco

Um dos pontos centrais para a análise econômica do setor é o chamado ponto de nivelamento, indicador que define o mínimo necessário de produtividade e preço para garantir a viabilidade da atividade.

Nesse contexto, culturas com margens mais estreitas, como arroz e cebola, apresentam maior exposição a perdas em cenários adversos. Já aquelas com maior margem de segurança permitem melhor gestão de risco, especialmente em ambientes de alta volatilidade.

Análise e perspectivas

O desempenho de 2025 confirma a força estrutural do agronegócio catarinense, sustentado por produtividade, diversificação e inserção internacional. No entanto, o cenário exige atenção redobrada à gestão de custos e à volatilidade de preços, que têm se consolidado como fatores determinantes para a rentabilidade.

A tendência é de manutenção da relevância do setor na economia estadual, com oportunidades ligadas à agregação de valor, inovação tecnológica e ampliação de mercados, ao mesmo tempo em que a gestão de risco seguirá como elemento central para a sustentabilidade financeira do produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA